Depois de uma temporada espetacular, finalizada com uma campanha eletrizante em Pipeline, o australiano Mick Fanning está de volta à Austrália para comemorar o seu terceiro título mundial.
Na manhã seguinte à sua chegada, ele foi pegar umas ondas em Snapper Rocks e concedeu entrevistas aos principais meios de comunicação australianos no Rainbow Bay Surf Club.
Além de conversar com os amigos, deu muita atenção aos fãs e posou para diversas fotos. Em entrevista concedida à assessoria de imprensa da ASP, o australiano falou sobre a sensação de conquistar mais um título mundial, os principais adversários e seus próximos planos.
Depois que você ganhou, você disse que estava sem palavras. Como está se sentindo depois de uma semana?
Eu ainda sinto o mesmo, mas foi muito bom ter tempo para refletir e conversar com pessoas das quais estou mais próximo. Eu ainda estou sem palavras sobre tudo isso, mas estou absorvendo lentamente. No entanto, me sinto muito bem.
Quando você volta no tempo e recorda da sua semifinal contra Kelly Slater em Kirra, em março, você imaginaria, naquela época, que estaria brigando com ele até Pipe ?
Quando você tem os principais candidatos do ano fazendo a final no primeiro evento, você sabe que vai ser um ano louco. Eu tinha a sensação de que teria colocações semelhantes às do ano passado, com Joel (Parkinson) e Kelly lá em cima. Esses caras vêm destruindo nos últimos anos, então eu sabia que o bicho ia pegar.
Todo mundo está sempre exaltando a geração mais jovem, mas parece ter sempre os mesmos candidatos na corrida pelo título mundial.
Se você voltar na história, verá que Joel e eu levamos anos para chegar até o título mundial e obter uma consistência ao longo de um ano inteiro. Vimos que John John (Florence) teve um sólido retorno no meio do ano, depois de voltar de uma lesão, e eu acho que Jordy (Smith) realmente botou o surf no pé este ano, bem como Julian (Wilson). Esses caras vão ser super fortes no próximo ano. Owen Wright também vai estar lá em cima, ele também vai ter a sede de se recuperar depois da sua lesão.
Depois de 12 anos no WCT, você ainda está animado para o próximo ano?
Com certeza! Há algumas mudanças que vêm para o circuito, algumas pessoas estão com medo da mudança, mas eu acho que é emocionante. Estou tão ansioso para ver como tudo vai ser, assim como todo mundo, mas vai ser legal. Mal posso esperar.
Três títulos mundiais, assim como Andy Irons e Tom Curren. Qual a sensação disso?
Eu olho para todos os campeões do mundo da ASP com grande admiração, porque você sabe o quanto cada pessoa se esforçou. Mas três, uau, eu estava eu feliz com um. Depois do primeiro eu não me importava se eu não conseguisse mais, então de repente algo estala em sua cabeça e você quer ir lá novamente. É uma espécie de vício tentar atingir essas metas.
É frequente ouvir que é difícil para os surfistas conciliar as competições aos projetos de cinema, mas você conseguiu fazer um filme de Taylor Steele e ganhar um título mundial.
Sim, o filme Missing veio no momento perfeito para mim. Eu era capaz de levar algum foco da competição e acho que isso me ajudou. Fiz uma perspectiva e aprendi muito sobre mim mesmo. O filme me ensinou algumas lições de vida, a ter um pouco mais de controle. Essa viagem foi um grande objetivo que eu tinha este ano e todas as pessoas do projeto foram excelentes. Estou muito feliz com a forma como tudo saiu.
O que vai fazer até o Quiksilver Pro na Austrália?
Eu ficarei apenas em casa, espero! Minha família e a família da minha esposa estão vindo em torno do Natal e eu estarei cuidando da cozinha. Isso é o mais longe que eu tenho planejado com antecedência e está a apenas alguns dias de distância. Eu não gosto de ter muitos planos quando estou em casa. Vou encontrar os meus amigos e curtir aqui o quanto eu puder antes de cair na estrada novamente.