Costa mexicana

Bischof conectado nas direitas

Depois de enfrentar quatro horas de carro até o aeroporto de Guarulhos (SP), mais nove horas de vôo até a Cidade do México, um chá de cadeira no aeroporto de seis horas e um curto vôo de uma hora, finalmente chego ao meu destino, Puerto Escondido.

Este é o lugar onde os locais são os mais tranquilos do mundo, porém não os incomodem. Todos são bem recebidos em Puerto, independente da nacionalidade, pois sendo um lugar desejado por todos os surfistas do mundo, acaba tornando-se o foco do mundo junto com a Indonésia no meio do ano.

A comida é muito boa e o clima excelente, depois que você se acostuma com a temperatura, que bate fácil os 36 graus. Com US$ 35 diários é possível ficar muito bem em Puerto, alugando um hotel de frente para a praia e comendo as refeições diárias.

Toda a praia de Zicatela está conectada ao mundo 24 horas, com internet free para os que carregam seu laptop ou algo parecido.

A costa mexicana é um paraíso para os amantes das direitas, assim como os amantes das esquerdas que procuram a Indonésia.

A cada nova ponta da costa mexicana, uma nova direita estará quebrando perfeita e sozinha. Tive o privilégio de surfar uma com tubos de 10 segundos rodando, com apenas 15 pessoas na água.

Eram ondas como as que um garoto fissurado desenha em sua folha de caderno durante uma aula, ou um adulto estressado em seu escritório na grande selva de pedra, sonhando com a viagem que fará um dia, porém enquanto a viagem não chega, ele desenha as linhas perfeitas que estarão quebrando em algum lugar da costa mexicana em sua mente.

A água é quente, azul, com milhares de peixes pulando ao redor do line up e séries de oito ondas quebrando a cada dez minutos.

Porém quando o swell encaixa na famosa Zicatela, o céu e o inferno estão muito próximos, só dependendo da prudência do surfista.

A onda quebra numa bancada de areia com uma força descomunal para um beach break. Zicatela suporta ondas de até 10 metros ou mais, aguardando os corajosos que tentarão domar o monstro!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)