Forte correnteza e ondas de até seis pés completaram o cenário nesta segunda-feira chuvosa na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Os melhores tubos foram surfados pelo australiano Adam Melling, o taitiano Michel Bourez e o havaiano John John Florence.
“Está complicado e muito difícil de competir”, disse Adam Melling, que recebeu a maior nota – 9,67 – do Billabong Rio Pro e quase bateu o recorde de pontos – 17,14 – do primeiro dia na vitória por 17,00 a 14,26 na bateria que fechou a repescagem.
“Nos primeiros 10 minutos fiquei praticamente só remando na correnteza e sem surfar nada. Eu tive que ter muita paciência porque só no final da bateria as ondas começaram a aparecer. Foi uma onda animal. Eu estava voltando paro outside quando vi entrando e levantando perfeita na bancada. Antes de dropar, eu já sabia que a onda ia ser boa, perfeita, aí foi só ter calma pra surfar ela e aproveitar o tubo”, diz Melling, que derrotou seu conterrâneo Matt Wilkinson.
Entre os brasileiros, os únicos que se classificaram para a terceira fase foram o cearense Heitor Alves e o paranaense Peterson Crisanto. Convidado no evento, o paranaense surfou o primeiro tubo do campeonato e conquistou nota 7,83 para derrotar o fenômeno Gabriel Medina. O paulista chegou a perder sua prancha durante a bateria e foi resgatado pelo jet-ski, o que não é permitido pelas regras da competição.
Com isso, teve que ser trazido de volta para a areia e foi justamente neste imprevisto que Peterson Crisanto pegou o tubo que definiu o resultado. Medina era uma das esperanças de título do Brasil no Billabong Rio Pro, mas terminou em 25.o lugar com a premiação mínima de US$ 8 mil e apenas 500 pontos.
Depois da bateria verde-amarela, os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso foram barrados, respectivamente, pelo taitiano Michel Bourez e o havaiano John John Florence, que também se destacaram com belos tubos. Ainda aconteceram as duas primeiras baterias da terceira fase e no último duelo do dia Bourez eliminou o norte-americano Brett Simpson pelo baixo placar de 8,70 x 8,63 pontos.
Na segunda e última vitória brasileira do dia, Heitor Alves despachou o veterano Taylor Knox por apenas 6,00 a 5,47 pontos, mas o que importava era a classificação para a terceira fase. “Foi uma bateria muito apertada e infelizmente de notas baixas, mas foi o que a condição do mar ofereceu. Está muito difícil de escolher as ondas, a correnteza não está fácil, toda hora ela fica te tirando do pico, mas, graças a Deus, mesmo com notas baixas consegui passar a bateria e vamos com tudo para o próximo round”.
A terceira fase deve recomeçar às 7 horas na terça-feira, com a primeira chamada do dia marcada para as 6:30 horas no Postinho da Barra da Tijuca.
O primeiro duelo da terça-feira será entre o sul-africano Jordy Smith e o americano Kolohe Andino. Duas baterias depois, mais um confronto verde-amarelo no Billabong Rio Pro, entre o catarinense Alejo Muniz e o cearense Heitor Alves.
Na disputa seguinte, Peterson Crisanto encara o cabeça de chave número 1, Joel Parkinson, na sexta bateria. Na oitava, tem Miguel Pupo contra John John Florence. E na 12.a e última disputa por vaga na quarta fase, o defensor do título da etapa brasileira do WCT e atual líder do ranking 2012, Adriano de Souza, enfrenta o sul-africano Travis Logie, que tirou o único carioca do evento, Raoni Monteiro.




