Nada como surfar na companhia de amigos, melhor ainda quando as sessions acontecem durante uma “surf trip” com altas ondas e belos visuais.
Entre abril e maio deste ano, fui com um grupo de surfistas de Caraguatatuba (SP) ao Peru. O intuito era explorar a costa do país de Norte à Sul e registrar imagens para um filme caseiro.
No time de surfistas: o “cineasta”, arquiteto e shaper Fernando Santos, eu (Luciano Sant’anna) Gabriel Boletta, Léo Manzano, Tavinho Neto, Alexandre Araújo, Luciano Bacana e os agregados no Peru, Eduardo Martins e Alexandre Pugliese. Para registrar a trip: o fotógrafo Leco Korolcovas e o cinegrafista Fúlvio Oliviera.
Os primeiros dias foram de surf “hot dog” em La Isla, Arica, Señoritas e Cabaleiros. A partir do quarto dia, o swell começou a subir e as quedas em Punta Rocas, Kontiki e El Passo rolaram com ondas acima de 2 metros.
Quando o swell encostou de vez, o destino da barca foi o norte peruano. A expectativa era grande.
Saímos de Lima no dia trinta de abril e chegamos a Pacasmayo no dia 1 de maio. A primeira session foi em El Faro. O pico quebrava com series de até 2 metros. Uma corrente muito forte dificultava o retorno ao pico, ainda bem que tínhamos o bote rebocando (U$10 por cabeça).
No dia seguinte pensamos em Chicama, mas como o swel tinha perdido força a opção foi surfar em Puemape, que fica 40 minutos ao norte de Pacasmayo.
Antes do surf paramos em uma duna gigante. Escalamos a montanha de areia em baixo de um sol escaldante para apreciar a imensidão do deserto peruano e as belas esquerdas que quebravam sozinhas.
Descemos e fomos em direção das ondas. O mar estava com 2 metros sob um vento bem lateral e crowd zero. Enquanto a galera afoita entrava no mar, eu e o Tom Pool resolvemos conhecer algumas locais.
Tivemos então a oportunidade de remar num Cabalo de Totora: uma embarcação tradicional no Perú que tem forte relação com a história do surf.
No point, a entrada pelas pedras dificultava a chegada ao outside e todo cuidado era pouco. Além do perigo das pedras, lá fora, tinham redes de pesca armadas entre o canal e as ondas.
Dois dias em Pacasmayo foram suficientes para fazer a cabeça da galera. Havia perspectiva de irmos a Chicama, mas o sonho de surfar a esquerda mais longa do mundo ficou para a próxima vez. Resolvemos seguir para Marcora, mais ao Norte ainda.
Em Mancora, apesar da água quente, as ondas não passaram de meio metrinho. O melhor a fazer era retornar um pouco e ir para Cabo Blanco ou Lobitos. A barca decidiu por Lobitos.
Nos Hospedamos na pousada do José António e da Nina, uma casa simples, de madeira, com apenas um banheiro, água fria, mas um ambiente seguro e acolhedor. E o melhor, há 10 minutos a pé de vários picos, principalmente de Lobitos.
José António, bodyboarder local e conhecedor das ondas de Lobitos nos deu todas as dicas necessárias.
Permanecemos em Lobitos por mais três dias e pegamos bons tubos em Los Molles e Piscinas. A esquerda de Piscinas quebra de frente para umas pedras e a onda corre meio em diagonal. Às vezes, forma uma junção de direita. O drop é show. Sob uma bancada de água na altura da cintura.
Na volta, de cabeça feita, a galera encarou as vinte e quatro horas entre motonetas, vans, ônibus e vôo com muito bom humor. O que há por trás do deserto? Olas! Alegrias Peruanas: um filme caseiro que será lançando em breve no litoral Norte de São Paulo.
Confira acima a galeria de fotos da galera na barca peruana. Para obter mais informações sobre o surf no Peru, acesse Luisfer Surf Camp.













