Litoral gaúcho

Baleia é vítima das redes

Todos os anos, muitos animais marinhos morrem presos a redes de pesca. Na costa gaúcha, muitos pescadores ainda praticam uma antiga técnica que utiliza redes de calão e cabos fixados na areia onde enormes redes ficam presas na altura da arrebentação e o perigo só aumenta nesta época do ano, de 15 de março a 15 de dezembro.

Também existe a pesca massiva de barcos, normalmente de fora do estado, que arrastam toda a vida marinha em alto mar, incluindo baleias ameaçadas de extinção. Essas, ao se enrolarem nos cabos, não conseguem nadar e morrem por estresse ou afogamento. 

Acabo de voltar de Nova Tramandaí, onde recebi mais uma denúncia e para minha surpresa, a triste notícia de mais uma baleia foi morta. O grande mamífero estava enrolado em cabos e malhas de uma grande rede de pesca, como é visto nas fotos acima e no vídeo abaixo

As autoridades e o CECLIMAR (Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos) já foram informados do acontecido e, até o momento, ninguém havia se dirigido ao local, até porque não há mais nada que possa ser feito pela vida deste animal. 

Vale lembrar, que em uma das centenas de reuniões para tratar os “conflitos” entre pescadores e surfistas realizada em Porto Alegre, (RS), estava presente o professor Nelson Gruber, que apresentou um incrível projeto de fazendas marinhas, onde os pescadores do Rio Grande do Sul poderiam criar o já escasso pescado local em quantidades satisfatórias e em forma de cooperativa, como já funciona na Austrália, e que, na minha opinião, não é uma utopia, e sim a melhor solução para os pescadores, surfistas e é claro, para o meio ambiente. 

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