Outerknown Fiji Pro

Baixas na repescagem

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Ian Gouveia confortável em Cloudbreak. Foto: © WSL / Cestari.

 

Neste domingo (4/6), foi disputado o round 2 do Outerknown Fiji Pro, a famosa repescagem, da quinta etapa do World Tour masculino.

 

Em ondas de 2 metros e séries maiores, Cloudbreak proporcionou alguns bons momentos para os Tops no segundo dia, mas o time brasileiros sofreu suas primeiras baixas.

Yago Dora, Bino Lopes, Jadson André se despediram da prova, enquanto Ian Gouveia e Miguel Pupo venceram seus confrontos e seguem vivos e fortalecidos na competição.

 

Baterias – Abrindo as disputas do dia, Yago Dora iniciou bem sua bateria contra Joel Parkinson, com um 6.83, mas novamente não encontrou uma boa segunda onda e caiu diante do experiente australiano. Parko soltou o backside e descolou um 6.33, depois complementou com um tubo rápido – 4.33. 

Yago escolheu as ondas, talvez até demais. Pegou apenas três no confronto todo e, já na contagem regressiva, deixou de pegar uma última onda – onde podia ter arriscado tudo. De qualquer forma, novamente, assim como no Rio Pro, Yago demonstrou que não se abala ao lado dos grandes nomes, parecendo pertencer naturalmente ao Tour.

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Yago Dora caiu precocemente diante de Parko, precisando de um bom segundo score. Foto: WSL / Ed Sloane.

 

Em seguida foi a vez de Bino Lopes tentar sua permanência. Com pouco conhecimento do pico, o local de Vilas do Atlântico (BA) se jogou no que viu, mas conseguiu apenas 4.83 e 4.70 nas duas melhores ondas. Com certeza, não faltou vontade ao baiano.

 

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Bino tentou enquanto pôde. Foto: WSL / Ed Sloane.

 

Já seu adversário, o havaiano Sebastian Zietz, precisou de duas ondas pra calibrar a prancha no pé e logo em seguida descer três boas – médias 7.67, 9.43 e 9.00 -, isso muito bem encaixado entubando de backside. 

 

Sebastian Zietz:

No sétimo confronto da repescagem, duelo verde-amarelo de Wiggolly Dantas e Jadson André. O experiente potiguar, que se disse confortável nas condições de Fiji, abriu a bateria com duas boas ondas que o renderam 6.17 e 6.10, mas as escolhas erradas de onda, apontadas pelo próprio Jadson durante entrevista à WSL, deram espaço para Wiggolly Dantas.

O ubatubense, que vinha com médias baixas durante o confronto, veio na segunda da série – após Jadson optar pela primeira -, e descolou um tubaço. Nota 8.17 para Guigui e bateria acessa. Logo na onda seguinte, Wiggolly conseguiu fazer bem a onda, virando o duelo com um 6.60.

Tubaço de Jeremy Flores durante o confronto com Nat Young, vencido pelo francês com a soma de 17.57 contra 11.10 do norte-americano.

Na décima bateria, o estreante Ian Gouveia enfrentou Kanoa Igarashi e o brasileiro, visivelmente confortável em Cloudbreak, encontrou um belíssimo tubo que o rendeu 7.93. Ian ainda aumentou sua soma com um 7.17 na última onda, eliminando o norte-americano – que se despediu de Fiji de “kombi” (em combinação).

Depois, Miguel Pupo usou bem a borda no confronto com Jack Freestone. Agitado na água, procurando bons scores, Miguel conseguiu somar 12.00 contra apenas 9.23 do australiano, que surfou apenas três ondas durante toda a bateria.

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Miguel Pupo teve boa atuação na primeira fase, mas encontrou um Michel Bourez inspirado. No segundo dia, pra não correr riscos, Miguel entrou alerta, buscando scores em Cloudbreak. Foto: © WSL / Cestari.

 

Além dos brazucas, Leo Fioravanti, Kelly Slater, Joan Duru e Bede Durbidge eliminaram Adrian Buchan, Ethan Ewing, Conner Coffin e Josh Kerr – respectivamente. 

Round 3

1 Owen Wright (AUS) x Ian Gouveia (BRA)
2 Julian Wilson (AUS) x Frederico Morais (PRT)
3 Matt Wilkinson (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
4 Gabriel Medina (BRA) x Italo Ferreira (BRA)
5 Mick Fanning (AUS) x Michel Bourez (PYF)
6 John John Florence (HAW) x Leonardo Fioravanti (ITA)
7 Jordy Smith (ZAF) x Joan Duru (FRA)
8 Kelly Slater (EUA) x Conner O’Leary (AUS)
9 Joel Parkinson (AUS) x Jeremy Flores (FRA)
10 Kolohe Andino (EUA) x Bede Durbidge (AUS)
11 Sebastian Zietz (HAW) x Wiggolly Dantas (BRA)
12 Adriano de Souza (BRA) x Stuart Kennedy (AUS)

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