Os surfistas da Gold Coast não podem mais representar seus clubes de surf nas tradicionais competições locais, a menos que os eventos sejam sancionados pela ASP.
Nomes como Joel Parkinson e Mick Fanning, que costumavam participar das provas tradicionais, agora só poderão defender suas equipes caso os organizadores paguem uma taxa de US$ 5 mil por cada atleta, segundo o jornal australiano Gold Coast Bulletin.
No último fim de semana, nenhum surfista do WCT disputou a prova em Duranbah. Pela regra da entidade, os tops da elite mundial não podem disputar nenhuma competição que não seja sancionada pela ASP, mas os aussies sempre defenderam seus clubes.
Em 2012, o atual campeão mundial Joel Parkinson competiu pelo Snapper Rocks Surfriders. Desta vez, os tops receberam um email da ASP avisando que seriam multados caso competissem.
Segundo Joel Parkinson, seria uma decepção ele não defender seu clube, a menos que os organizadores da prova pagassem taxas exorbitantes.
“Acho uma pena. Quando você é garoto, você inicia em seu clube eles te pagam tudo. Eles deixam seus passos ao longo do caminho mais fáceis. Eles pagam taxas de inscrição para os garotos e agora você não pode retribuir. É a única coisa que me deixa decepcionado. Adoraria apenas poder surfar por meu clube, mas existe muita política nisso e não vale a pena se envolver”.
Segundo o jornal australiano The Gold Coast Bulletin, os organizadores do Surftag teriam que pagar uma taxa de US$ 5 mil por cada atleta da ASP que participasse da competição.
A premiação da etapa em Duranbah, no último sábado, foi de apenas US$ 1,5 mil.
Em nota enviada ao Bulletin, a ASP negou que os surfistas tivessem sido proibidos, mas confirmou que as regras haviam mudado. “Os surfistas não foram proibidos de surfar neste evento (ou em qualquer evento como este). A regra é, e sempre foi, de que um surfista do WCT não pode participar de um evento não sancionado”.
Fonte Gold Coast Bulletin
*Colaborou Sergio Brito