Gabriel Pastori

Amor e ódio no Hawaii

Vai chegando perto do fim do ano e já começo a sentir aquele frio na barriga porque sei que em breve estarei no Hawaii. Nenhuma surf trip pode ser igual a essa, principalmente se você é surfista profissional e está indo trabalhar.

 

Ao longo das temporadas, você aprende a gostar e sente saudade do Hawaii quando não está por lá. No entanto, durante a temporada, a gente vive uma turbulência de sentimentos que vão do amor ao ódio em apenas uma caída.

Nesta época, todos os melhores surfistas do mundo estão concentrados lá e todos querem mostrar serviço. Fora essa briga, ainda tem uma grande quantidade de locais que algumas vezes chegam até a brigar entre si pelas ondas, que só quebram no lado Norte da ilha de Oahu nesta época do ano.

Resumindo: em alguns segundos, você pode alavancar sua carreira pegando uma bomba em Pipe e pode ficar horas, dias e até semanas sem pegar uma única onda boa neste mesmo lugar.

Independente disso tudo, vale a pena tentar relaxar, por mais difícil que seja, e aproveitar o máximo que ilha pode oferecer. A energia mágica do lugar, o poder das ondas e a cultura local são aspectos que nenhum visitante pode deixar de curtir.

Estou embarcando para a minha quinta temporada havaiana e a confusão de sentimentos já começa a tomar conta de mim. Começo a perceber que é essa confusão que alimenta a vontade de sempre voltar. Que venham as ondas! Aloha!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)