Surfer shaper legend

Almir desvenda software

Almir está em dia com os principais softwares das máquinas de shape. Foto: Herbert Passos Neto.

Com 53 anos de idade, quase 40 dedicados ao shape e às competições de surf, o legend santista Almir Salazar acompanhou as grandes transformações do mercado e mostra que está atualizado com os novos métodos de fabricação de pranchas.

 

É um dos poucos que acumula experiência desde a época em que usava ralador de côco para desbastar o bloco, até hoje, com as máquinas de shape.
 
“Comecei por brincadeira. Ficávamos na praia tomando conta das camisetas dos granfinos e depois pedir pra pegar duas ondinhas com as pranchas deles. Comecei a me enfiar nas oficinas pra ver como era e fiz minha primeira prancha em 1973”, recorda Almir, que se consagrou como shaper no Brasil e na Europa.
 
Ele acumula no currículo mais de 50 mil pranchas shapeadas, muitas das quais utilizadas por atletas de renome em diversas épocas como Jair de Oliveira, Ricardo Toledo, Renato Wanderley, Tadeu Pereira, Beto Fernandes, seu irmão Picuruta, Tadeu Pereira, Zé Paulo, Daniel Miranda, entre outros, além dele mesmo.
 
Humilde, respeitado por todos, dono de uma imagem irrepreensível, é um dos poucos shapers que conseguiu conciliar a atividade com uma longa e vitoriosa carreira de surfista profissional.

 

”Meu primeiro campeonato foi em 1972. Depois, não parei mais”, lembra Almir, que já foi bicampeão em Portugal, vice-campeão europeu e até hoje é o único tetracampeão paulista profissional, entre outras conquistas.
 
Dono de um surf polido, com linhas de fazer inveja a surfistas de qualquer idade, ele ainda participa de competições nas categorias Master e Longboard, produz pranchas para todo o Brasil e é um dos raros que presta consultoria a quem quer aprender a trabalhar com as máquinas de shape.
 
Segundo ele, o mercado é muito carente a respeito do ensino sobre os softwares das máquinas. “É muito amplo o que se pode aprender nessa área, mas hoje, com o que sei já consigo ensinar. Venho me dedicando a passar esse conhecimento e tenho tido ótimas experiências”, afirma.
 
“Trabalho tanto com a DSD como a 3D, os sistemas mais utilizados. A diferença é que a DSD não vira totalmente a borda, já a 3D deixa a borda arredondada. Trabalho com os dois programas e assim consigo atuar em qualquer lugar do país e até no exterior”, explica Almir, que tem prestado consultoria em diversas regiões do Brasil.
 
Para saber sobre o trabalho de Almir Salazar, visite página do shaper no Facebook.

 

 

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