O'Neill Coldwater Classic

Alejo tira o peso

Alejo Muniz garante no mínimo o nono lugar na Califórnia. Foto: Luana Freitas.

Resultado praticamente confirma o catarinense na elite em 2013. Foto: © ASP / Rowland.

O catarinense Alejo Muniz foi mais um brasileiro a conquistar uma vaga na quarta fase do O’Neill Coldwater Classic no último domingo em Santa Cruz, Califórnia (EUA).

Depois de perder para Taylor Knox na estreia, em uma bateria que também contou com o australiano Julian Wilson, o local de Bombinhas se recuperou.

Primeiro, venceu o duelo verde-amarelo contra Miguel Pupo na repescagem e, em seguida, despachou o australiano Bede Durbigde no terceiro round. Logo depois da vitória, ele falou com exclusividade ao Waves.

Comente sua bateria contra o Bede Durbigde no round 3.

Foi uma disputa muito difícil, porque nessas condições o Bede surfa muito bem. Minha tática deu certo e achei ondas boas. Acreditei muito no meu surf e consegui colocar bastante pressão nas manobras. Estava precisando muito desse resultado, já que garanti no minímo o nono lugar nesse evento e praticamente me classifiquei para o ano que vem. Foi um peso que tirei das costas.

Quais  suas expectativas para o resto do evento?

Estou bem focado para esse campeonato. Esse mar é muito bom para o estilo do meu surf, me encaixo muito bem em Steamer Lane, já conquistei bons resultados aqui. Depois que perdi nos últimos eventos eu sempre ficava pensando em Santa Cruz, porque sei que posso conquistar uma excelente colocação aqui.

O ano passado você conquistou execelentes resultados no circuito, mas neste ano seu rendimento não foi o mesmo. O que aconteceu?

Este ano foi difícil para mim, especialmente quando você tem uma grande temporada como eu tive em 2011, quando fiquei entre os Top 10 logo na minha estreia. No fim da última temporada, acabei sofrendo uma lesão no Hawaii, onde estourei os ligamentos do meu tornozelo, e por causa disso não consegui competir o Pipe Masters.

Estou muito feliz porque este ano vou poder participar, o que será um sonho para mim. Apesar de estar correndo os eventos, só me senti 100% depois da etapa de Trestles. No Brasil, por exemplo, consegui um bom resultado, a quinta colocação. Mas estava sentindo muita dor, tanto que só surfava nas baterias, não conseguia treinar porque a lesão não deixava. Agora estou acreditando novamente no meu surf, colocando força nas manobras, minhas pranchas estão boas. Tenho tudo para fazer um final muito bom de temporada.

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