Neste sábado, o paulista Adriano de Souza volta a entrar em ação no Hurley Pro Trestles 2009, etapa do World Tour que acontece em Lower Trestles, Califórnia (EUA).
O brazuca tem outra parada dura, desta vez contra o australiano Josh Kerr, autor da maior nota da prova até o momento (9.50) junto com Kelly Slater.
Nesta sexta-feira, Adriano concedeu uma entrevista exclusiva ao Waves e falou sobre a expectativas para o duelo e também sobre a campanha que faz na temporada.
No primeiro round você acabou não mostrando todo o potencial do seu surf. Em compensação, na repescagem e terceiro round, você fez ótimas apresentações. Teve alguma mudança de estratégia ou mudança de prancha?
Meu primeiro round foi difícil, pois foi minha volta às competições depois de um mês e meio. Eu não estava em forma, não estava encaixado no campeonato. Eu tive a oportunidade de voltar no segundo round e ter minha última chance. Aproveitei e fiz meu melhor, conseguindo vencer o Phill MacDonald. No mesmo dia, eu entrei mais em sintonia com o mar, foi quando eu peguei o Nic Muscroft na terceira faze e no fim deu tudo certo.
Na próxima bateria você enfrenta Josh Kerr, que fez uma das notas mais altas do evento. Ele tem voado bastante para conseguir uma boa pontuação dos juizes. Qual vai ser sua estratégia para enfrentar o australiano nas oitavas-de-final?
Eu sei que Josh é um surfista brilhante e muito radical, sei que ele vai usar toda sua técnica pra me vencer. Eu tenho em mente que se conseguir fazer o meu melhor e conseguir fazer tudo que eu sei, eu vou passar. Minha estratégia é tentar buscar o meu limite a cada bateria que eu competir aqui, essa é uma grande oportunidade pra eu continuar nos top 5 do campeonato, então vou tentar meu melhor.
O fato de você e Josh terem travado disputas acirradas desde o tempo do Pro Junior te motiva ainda mais nessa bateria?
Com certeza. Josh é um cara que tem altos e baixos. Se ele tiver em sintonia ninguém vence. Se ele tiver mal, qualquer top 45 pode vencê-lo. Ele é um grande surfista. Vou tentar jogar o meu melhor pra cima do ponto fraco dele.
Joel Parkison, Taj Burrow e Bobby Martinez, que já estão fora do campeonato, são alguns dos seus principais adversários na disputa pela liderança do ranking. Isso é mais uma motivação, ou você não está com o foco nisso?
Eu não estou ligado no ranking, principalmente porque o Joel está com uma certa vantagem, muito longe dos outro surfistas. Eu não estou querendo botar pressão em mim para que eu possa buscar a liderança. Se eu fizer tudo certo, no momento certo, e conseguir ir vencendo minhas baterias, acredito que eu posso estar bem mais próximo da liderança.
Você tem feito um trabalho bem legal com Rafael, videomaker que te acompanha em todas as etapas do mundial e que tem filmado todas suas baterias. Como funciona este trabalho que poucos surfistas fazem e como isso contribui para sua evolução?
Com um Rafael do meu lado, eu tenho uma boa chance de evoluir e de progredir ali nas competições. É quando que eu vejo onde estão meus erros, o que eu tenho de melhorar, e é sempre nas imagens que eu assisto. Então, é bom eu ver o que estou fazendo e ver como minha prancha está funcionando em cada tipo de onda. A gente está fazendo um trabalho bem legal, tomara que possamos crescer cada vez mais.
Você tem surfado bastante em Trestles, que apesar de ser uma onda high performance é uma onda bem difícil de ser surfada. Em relação às condições do mar, como você acha que isso pode contribuir para sua performance nas baterias?
Morando aqui na Califórnia, meu grande objetivo é tentar adquirir cada vez mais experiência em Trestles. Parece que é uma onda perfeita, clássica, mas é bem difícil de se posicionar nela, principalmente onde só tem duas pessoas que estão competindo lá fora. Então, tem que ficar ligado no mar e prestar atenção onde sempre quebram as ondas certas. Esse é meu grande objetivo na Califórnia, adquirir mais experiência e também melhorar meu inglês.