Uma pequena, discreta, reclusa e privada sala ao lado da área dos atletas. Esta é a descrição do ambiente médico do Billabong Rio Pro 2012 no Rio de Janeiro (RJ).
Cabe ressaltar, com base na descrição, que este centro médico não é de uso geral, mas de uso quase exclusivo dos envolvidos, diretamente, com o campeonato (atletas, acompanhantes dos atletas, imprensa, organização e demais funcionários).
O público nas areias utiliza um posto médico externo ao palanque. Ao escrever “quase exclusivo”, refiro-me ao fato de que, caso necessário atender o público, a prática não seria negada.
A equipe médica do Billabong Rio Pro 2012 é formada por dois quiropraxistas, uma massagista e um médico socorrista. Jason Gilbert, um dos quiropraxistas, chefia a equipe médica
Em meio a tantas práticas de saúde possíveis de serem realizadas no centro médico (nem todas as práticas médicas têm a sua realização recomendada para o local, a exemplo das emergências), os reajustes e as massagens recebem destaque devido a maior procura pelos usuários.
É comum haver sessões de acupuntura e prescrição ou administração de medicamentos para viroses e dores em geral. Os traumas de cabeça e de coluna cervical, mesmo não sendo tão corriqueiros, são os que causam maior movimentação e alarde. Nesses casos em especial, aquela pequena e discreta sala torna-se o centro das atenções, abrigando mais de vinte preocupadas e curiosas pessoas concomitantemente.
Os atendimentos acontecem junto com as disputas das baterias, mas não param com o encerramento delas. A procura segue até uma ou duas horas depois de terminadas as baterias. A conclusão dos atendimentos fica próximo das 17h. Atendimentos não são realizados em dias sem competição, mas podem ser abertas exceções.
Embora os recursos dentro de um centro médico sejam limitados, os profissionais que o integram são de extrema competência. Casos não resolvidos no centro médico são devidamente encaminhados para hospitais da cidade do Rio de Janeiro.
Lohran Anguera Lima é editor do blog Near the Ocean.