Uma publicação compartilhada por Mark Richards (@markrichardssurfboards) em Set 20, 2017 às 9:27 PDT
Sabendo que o evento seria um divisor de águas, Kelly Slater e a WSL (World Surf League) convidaram vários legends para o Surf Ranch na última terça-feira (19/9) em Lemoore, Califórnia (EUA).
Fred Hemmings, Randy Rarick, Peter Townend, Shaun Tomson, Wayne “Rabbit” Bartholomew, Ian Cairns e Mark Richards, nomes que ajudaram a transformar o surfe em um dos esportes mais praticados do mundo, testemunharam de perto a ação na piscina de ondas de Slater.
Enquanto Randy Rarick e Fred Hemmings fundaram a IPS (International Pro Surfing), e Ian Cairns a ASP (Association of Surfing Professionals), Townend (1976), Tomson (1977), “Rabbit” (1978) e Mark Richards (1979-1982) foram alguns dos primeiros campeões profissionais do esporte.
O sucesso da carreira de Slater, com 11 títulos mundiais, passa pela evolução de uma liga profissional moldada por esses legends, por isso o norte-americano decidiu retribuir e agradecer pessoalmente aos convidados no Surf Ranch.
Não surpreendentemente, os fundadores ficaram emocionados com o gesto. “Estou absolutamente feliz em fazer parte disso. Ainda não acredito no que vi na terça”, comentou Richards à WSL.
Como a maioria, Richards ficou surpreso com a realidade, muito diferente daquilo que imaginava. “Quando cheguei, pensei que o julgamento seria realmente difícil, porque imaginava que todas as ondas eram exatamente iguais, mas esse não foi o caso”, explica. “Nós vimos pessoas caindo de ondas, surfistas desenhando linhas diferentes e alguns lendo a onda melhor do que outros. Na verdade, era realmente fácil dizer quem surfou melhor”, opina.
“Essa onda é inacreditável”, diz o sul-africano Shaun Tomson. “Foi maneiro ver surfistas desse calibre às vezes tomar sufoco de uma onda assim”, comenta.
“Você tem que ter o pacote completo aqui”, ressalta Cairns. “É uma onda longa e desafiadora, tem que mostrar aos juízes todo o seu repertório para obter uma boa pontuação neste tipo de onda”, emenda.
Nenhum surfista conseguiu tirar nota 10. O brasileiro Filipe Toledo obteve a maior nota, 9.83, enquanto a australiana Stephanie Gilmore anotou a segunda, com 9.77.
O formato do evento foi totalmente fora dos padrões tradicionais. Com apenas quatro tentativas permitidas por rodada, a pressão em cada chance é intensificada. “Isso deu uma sensação olímpica”, diz Richards. “Apenas duas ondas contadas, uma esquerda e uma direita, então, se você cair, acabou. E nós vimos que muitos fazem isso. Esse tipo de pressão é exatamente o que faz eventos como as Olimpíadas tão emocionantes. Seus quatro anos estão completamente acabados se você errar”.
“Quando o campo é nivelado, fica muito mais fácil ver quem se saiu melhor. E toda a ideia de conseguir nota 10 em uma manobra nunca aconteceria aqui.
“Essa tecnologia é inacreditável”, diz Bartholomew. Estava conversando com Mick (Fanning), Joel (Parkinson) e Steph (Gilmore) e comparando a seção do tubo com Greenmount (Gold Coast). Incrível. Kelly provou que a ciência é possível de uma grande forma”, afirma.
“Esse é o futuro. Estaria chutando se dissesse qual o próximo passo, mas acho que será um estímulo em muitas áreas”, continua Rabbit.
“Adoraria ver esses locais construídos em todo o mundo”, disse Richards. “E eu posso ver o Championship Tour sendo uma combinação dos melhores picos com algumas piscinas”.
“Olha, esta é a tecnologia que vai salvar as Olimpíadas”, disse Cairns. “Se eles tentam realizar o evento olímpico naquele pequeno beach break no Japão, é provável que seja a primeira e última vez do surfe nas Olimpíadas”.
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