Tudor e Perkins

Baú do longboard

Posso dizer que vivi um dos momentos mais férteis do longboard mundial. Entre os anos 90 e início dos 2000, o longboard estava em alta. A categoria contava com um circuito mundial com etapas em diversos picos, e anualmente existiam os eventos especiais para convidados, como o Haleiwa Pro Invitational.

A mídia se fazia presente. Revistas como a Longboard Magazine e a Longboard Brasil faziam a cobertura de eventos e publicavam matérias com atletas. Na TV do Brasil, além dos canais a cabo, que se destacaram a partir do fim dos anos 90, a categoria contava com a cobertura jornalística dos canais abertos, o que ampliava a exposição da categoria para um número muito grande de espectadores e consequentemente a fortalecia.

Nesse período também, vários atletas expoentes participavam dos campeonatos, muitos vindos das competições de pranchinha e outros naturalmente nascidos no longboard. Isso mostrava uma diversidade muito interessante de estilos, além da categoria contar um uma exposição extra quando um atleta famoso aderia às competições de pranchão. Entre eles posso citar Picuruta Salazar, que obteve resultados muito expressivos nas competições mundiais.

Atletas como Joel Tudor e Bonga Perkins, com estilos completamente distintos, faziam parte de um expoente diversificado. De perto tinham qualidade distintas, mas quando olhávamos a categoria como uma unidade, eles agregavam seus estilos para algo maior que chamava a atenção do público, talvez por não ter tanta padronização, e aí a criatividade podia rolar mais solta.

Recentemente inaugurei meu canal no Youtube. Nele estou disponibilizando os meus vídeos e registros históricos do longboard.

Neste vídeo, podemos ver a sutileza de Joel Tudor, mesmo em um mar grande, durante o Haleiwa Pro Invitational 2001. E do outro lado, Bonga Perkins surfando de pranchão, com muita categoria, Backdoor e Pipeline. Esses registros mostram como o longboard pode ser versátil e com diferentes abordagens.

Augusto Cesar Saldanha tem o patrocínio da Fico.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)