Nas Ondas do Surf

Tempos de contracultura

Longa-metragem Nas Ondas do Surf traz imagens históricas dos anos 70 no Rio de Janeiro e Havaí.

O primeiro longa-metragem de surfe brasileiro tem o seu lugar garantido entre os tesouros que ajudam a contar a história do esporte ao redor do mundo. Lançando em 1978, Nas Ondas do Surf retrata com imagens e sons o período em que os brasileiros começavam a se destacar em cima das pranchas.

A maioria das imagens foi registrada no Rio de Janeiro da década de 70 e no Havaí. Influenciados pela cultura que vinha de lugares como Oahu, Califórnia e Austrália, jovens cariocas balançavam a vasta cabeleira para dropar as ondas do Arpoador em cima de pranchas bem rudimentares.

Em tempos de ditadura militar, nem sempre os surfistas foram bem vistos pelas autoridades e a sociedade conservadora. Mas nada que uma viagem de Fusca para Saquarema não resolva. Naquele período, os atletas começavam a organizar as primeiras competições no Brasil. Além disso, os brasileiros já figuravam em campeonatos internacionais, com tipos de ondas que eles nunca haviam surfado.

Daniel Friedmann, por exemplo, ficou em 22º lugar no circuito mundial de 1977. Entre outras lendas que marcaram época é possível citar nomes como Otavio Pacheco, Pepê Lopes, Rico de Souza, Cauli Rodrigues, Rossini Maraca, Ricardo Bocão, entre outros. Era o início da profissionalização que possibilitou o país conquistar quatro títulos mundiais quatro décadas depois.

Nas Ondas do Surf é um documento precioso sobre a história destes e de outros surfistas que levaram o Brasil a se consolidar no esporte. É também uma cápsula do tempo para uma era mais romântica do surfe, ao som de rock psicodélico e imagens idílicas.

Em fevereiro, o filme teve o seu espaço garantido na Enciclopédia do Surf – acervo que reúne informações sobre surfistas históricos e documentos do esporte, organizado pelo ex-atleta profissional Matt Warshaw.

Clique aqui para assistir na íntegra.

Foto de capa Arquivo Pessoal Wady Mansur

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)