O Minuano é um projeto cinematográfico que explora a profunda e fascinante conexão entre o surfe e a cultura do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil.
Com uma abordagem documental, o filme mergulha na rica tradição e nas paisagens marcantes que moldaram a prática do surfe na região, oferecendo uma homenagem ao espírito aventureiro e à resiliência dos surfistas gaúchos.
Mais do que um registro esportivo, o projeto é uma celebração das raízes culturais do estado, apresentado sob quatro pilares fundamentais: A grandeza diante da herança recebida.
A humildade no reconhecimento daqueles que vieram antes; A interação entre gerações, conectadas pelo elo vital da tradição; O ponto de encontro onde o surfe se entrelaça com a cultura gaúcha.
Dirigido por Guilherme Medaglia e ao lado na direção de fotografia e aquática de Pietro França, a busca pelas suas origens foi marcada por muitos dias de frio e condições difíceis de surf.
O Rio Grande do Sul, conhecido por suas ondas desafiadoras e condições únicas, tem uma história rica no surfe — muitas vezes pouco reconhecida fora de seus limites. O Minuano surge, assim, como uma iniciativa essencial para valorizar essa trajetória, incentivar o turismo local e preservar a memória histórica do surfe gaúcho.
Por meio da linguagem audiovisual, o filme transmite mensagens positivas e inspiradoras, destacando o impacto do surfe na identidade cultural e na vida das pessoas. O projeto presta uma homenagem ao povo gaúcho pelas tragédias vividas em maio de 2024. As imagens das enchentes ganham espaço no filme como símbolo de reconstrução e esperança, reforçando o discurso de força, tradição e pertencimento que permeia toda a narrativa.
Além disso, o filme também homenageia grandes nomes da cultura gaúcha — como Glênio Fagundes, Telmo de Lima Freitas e Clovis Tadeu — cujas músicas, prosas e filosofias foram fundamentais na construção poética e simbólica do enredo.
As gravações de O Minuano aconteceram em diferentes regiões do estado, revelando a diversidade geográfica e cultural do Rio Grande do Sul. O filme percorre desde o litoral até o interior profundo, captando a alma do povo gaúcho em paisagens que carregam história, tradição e beleza singular. Locais onde o filme foi gravado: Torres, Xangri-Lá, Tramandaí, São José do Norte, Mostardas, Bojuru, Uruguaiana, Caçapava do Sul, Cambará do Sul, Criúva, São José dos Ausentes, São Francisco de Paula, Viamão, Porto Alegre e Barra do Ribeiro
Time de surfistas: Gustavo Borges, Luy Arman, Ricardo Kjellin, Rodrigo Pedra Dornelles, Stefano Dornelles, Cristiano Bins, Daison Pereira e Iuri Silva
O vento Minuano é um vento frio e seco que sopra do sul, especialmente no estado do Rio Grande do Sul, no Uruguai e em parte da Argentina. Ele é mais comum no outono e inverno, surgindo geralmente após a passagem de frentes frias, trazendo céu limpo e temperaturas mais baixas.
No folclore gaúcho, o Minuano carrega um forte simbolismo. É visto como um vento que varre as nuvens, limpa o horizonte e renova o ambiente — um sopro de esperança e transformação. Esse simbolismo aparece em diversas músicas, poesias e lendas gaúchas, pois o Minuano representa a força da natureza e a resiliência do povo sulista.
O nome “Minuano” vem dos indígenas Minuanos, um povo nômade que habitava a região do Pampa e que foi praticamente extinto durante o processo de colonização. O vento carrega esse nome como uma memória ancestral da terra. Por isso, quando os gaúchos cantam sobre o Minuano, falam de um vento que não traz apenas o frio — mas que também abre caminhos, purifica o ambiente e anuncia novos tempos.
Apoiadores Destacamos aqui, com muita alegria, o nosso agradecimento aos apoiadores que tornaram este projeto possível. É visível a paixão de cada um deles pelo surfe no Rio Grande do Sul. Assim como nós, eles compartilham o desejo profundo de expressar e revelar ao mundo essa cultura tão rica, autêntica e próspera que pulsa em nosso estado.
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