A história do aéreo segue uma linha do tempo bem definida. Este vídeo detalha tudo, desde as histórias dos primeiros praticantes, as técnicas usadas, até a inspiração por trás da prática, com relatos em primeira mão de Richard Schmidt, Bruce Walker, Tom Curren, Martin Potter, Cheyne Horan, Brad Gerlach, Steve Olson, Anthony Ruffo, T.R. e outros.
Um desses skatistas era Kevin Reed, que não era apenas um skatista profissional, mas também um surfista profissional, e o primeiro surfista a dominar o aéreo na água. Ele foi o primeiro profissional de alto nível em ambos os esportes simultaneamente. Ele não só realizou os primeiros aéreos no surfe, como também os fazia de switch, com vários grabs, além de outras manobras futuristas, tudo o que ele desenhava a lápis em seus flipbooks, estudava, visualizava e executava.
Em seguida veio Davey Smith, depois Matt Kechele, que usou aéreos para vencer a primeira competição em que eles foram incluídos nos critérios de julgamento, e os surfistas do início dos anos 80, como Bud Llamas, John Holeman, Cheyne Horan, Martin Potter, Steve Price, John McClure, Johnny Futch, Luis Neguinho e vários outros começaram a executar aéreos com sucesso.
Em meados e no final dos anos 80 e início dos anos 90, a segunda geração de surfistas aéreos, como Christian e Nathan Fletcher, Matt Archbold, Flea, Barney, Ratboy, Joe Crimo, Mattison, Wardo, Scabs, The Beschens, David Neilson, Nick Wallace, Joca Junior e muitos outros, redefiniu o esporte, dominando a mídia do surfe e mudando o jogo para sempre.
“Eu desenhava isso nos meus flipbooks até certo ponto, até entender que não havia como acertar a manobra a menos que você estivesse seguindo a onda. Aprender essa teoria era simples demais para mim. Era normal. Ninguém mais fazia aéreos em uma prancha de surfe. Eu não era influenciado por ninguém e não admirava ninguém. Eu surfava com Shaun, Rabbit, os melhores. Não conseguia me inspirar com isso… fiquei entediado.”, diz Kevin Reed.
“Ouvi dizer que Kechele estava fazendo aéreos, e ouvi dizer que Kevin Reed também, ao mesmo tempo que eu, e foi uma época legal porque não havia nada, nenhuma maneira de se comunicar a menos que você fosse até a pessoa e conseguisse conversar.”, diz Davey Smith
“As acrobacias aéreas naquela época eram brutas, inovadoras. Tratava-se de tentar algo que nunca havia sido feito antes. Eram únicas. Eram malvistas. Lembro-me de Simon Anderson dizendo que o surfe deve ser feito na água, não fora dela. Projetar a prancha para fora da água era uma continuação da reentrada para mim, e isso era emocionante”, relata Martin Potter.
“Bruce Walker começou a falar sobre Alan Gelfand, e foi aí que a ficha caiu. Ele estava descrevendo como fazia um salto com a prancha na altura do quadril e da rabeta, transferindo a prancha para baixo e deslizando na transição, fazendo tudo com estilo. No mesmo dia, eu estava tentando estes mesmos movimentos em Sebastian Inet e imediatamente comecei a fazê-los.”, conta Matt Kechele.
“Não vou sair por aí fazendo as mesmas manobras que todo mundo. É como chutar cachorro morto… Fomos crucificados pela ‘indústria’, que fez de tudo para nos destruir… Mas aqui estamos nós.”, finaliza Christian Fletcher.
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