Oceano Pacífico

Onda rebelde surge do nada

Pesquisadores confirmam onda rebelde de 57 pés que aparece a cada 1.300 anos no litoral da Colúmbia Britânica, Canadá, Oceano Pacífico.

https://www.youtube.com/watch?v=rK9aKFI2fA8&t=9s

Em 2020 uma onda gigante, de 57 pés (cerca de 17,6 metros) surgiu de repente no meio da costa da Colúmbia Britânica, Canadá, no Oceano Pacífico. Segundo o site Conexão Planeta, a onda tinha o equivalente à altura de um prédio de quatro andares e era desproporcionalmente maior do que outras ondas daquela área.

O fenômeno natural foi registrado através de boias de medição em novembro daquele ano e confirmado como o mais extremo já documentado graças ao estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Victoria.

Chamadas de rogue waves (ondas rebeldes), essas paredes de águas já foram observadas antes e definidas como aquelas que apresentam o dobro do tamanho de outras ao redor. Acredita-se que ocorram a cada 1.300 anos. Outras maiores do que a ocorrida na costa canadense já foram relatadas. No passado distante, acreditava que eram “histórias” de marujos.

Também conhecidas como ondas-aberração ou ondas-assassinas, sua tendência de ocorrer inesperadamente e com grande força as torna perigosas. Contudo, até hoje só foram observadas em alto mar.

Em 1995, uma dessas ondas imensas e surpreedentes, com 26 metros de altura, quase derrubou uma plataforma de petróleo a 160 km da costa da Noruega. Foi a primeira a ser oficialmente registrada pela ciência.

O que fez o evento do Canadá chamar a atenção de físicos é que em comparação às ondas próximas, a de 2020 era absurdamente maior. As demais mediam cerca de 6 metros de altura, ou seja, a rebelde teve quase o triplo do tamanho.

“Somente algumas ondas assim em alto mar foram observadas diretamente e nada desta magnitude”, diz Johannes Gemmrich, físico e astrônomo da Universidade de Victoria.

“A imprevisibilidade das ondas traiçoeiras e o poder absoluto dessas ‘paredes de água’ podem torná-las incrivelmente perigosas para as operações marítimas e para o público”, ressalta o pesquisador Scott Beatty, CEO do MarineLabs.

“O potencial de prever essas ondas permanece uma questão em aberto, mas os nossos dados ajudam a compreender melhor quando, onde e como elas se formam e os riscos que representam”. O vídeo acima foi publicado no canal ScienceAlert.

Fonte Conexão Planeta

 

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