Caixas de borracha

Mistério resolvido no Nordeste

Vazamento de petróleo no Nordeste esclarece enigma das misteriosas caixas de borracha que começaram a surgir na região em 2018.

De 2018 até a metade deste ano, misteriosas caixas de borracha começaram a aparecer em praias do Nordeste brasileiro. Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí foram os principais estados atingidos.

Amostras realizadas na época concluíram que as caixas se tratavam de polímero sintético (borracha), um composto originado do petróleo. Mas nem a Polícia Federal e nem o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) haviam descoberto a origem ou os responsáveis pelo material.

Agora, pesquisadores da UFC (Universidade Federal do Ceará) e Labomar (Instituto de Ciências do Mar) acreditam ter resolvido o mistério enquanto pesquisavam as causas do derramamento de óleo que atinge a região desde o último mês.

De acordo com os pesquisadores, as caixas pertencem ao navio cargueiro alemão Rio Grande, afundado durante a Segunda Guerra Mundial.

Carregado de borracha, o Rio Grande foi torpedeado pelas tropas dos EUA e afundou na costa brasileira, próximo a Recife (PE), em 1944. O navio foi encontrado em 1996, a aproximadamente 5.700 metros de profundidade.

Agora, o próximo passo é avaliar se o óleo que está poluindo as praias do Nordeste vem do mesmo navio das caixas. Os pesquisadores observaram que a substância apresentou rota parecida com a que foi percorrida pelos fardos de borracha.

Os primeiros registros destes pacotes ocorreram em 2018 em Alagoas, onde foram recolhidas mais de 100 caixas. Depois elas apareceram novamente em Alagoas, além de Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí.

Vazamento de óleo Biólogos estimam que natureza precisará de décadas para se recuperar dos danos causados pelo óleo que começou a surgir nas praia do Nordeste no início de setembro.

Segundo último boletim do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), até agora foram atingidas 133 praias em 61 municípios dos nove estados do Nordeste.

O material tóxico também chegou em Áreas de Proteção Ambiental (APAs) como a de Santa Isabel, em Pirambu (SE), Piaçabuçu (AL) e Delta do Parnaíba (PI), além dos parques nacionais de Jijoca de Jericoacoara (CE) e Lençóis Maranhenses (MA).

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