
O Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) encontrou mais de 650 pinguins-de-magalhães mortos e em estado avançado de decomposição na Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo.
O instituto confirmou à Folha de S. Paulo que a contagem, considerada alta, começou em 15 de agosto. Por conta do estado de decomposição dos animais, a causa exata das mortes não pôde ser determinada. No entanto, o IPeC levantou algumas hipóteses, incluindo a migração de longa distância, a dificuldade de encontrar comida, doenças e a interação com a pesca.
Segundo a Folha, o IPeC pede que a população comunique se encontrar algum animal marinho debilitado na região de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida. Os telefones indicados são (13) 3851-1779; 0800-642-3341; e (13) 99691-7851 (WhatsApp).
A organização adverte que, ao avistar um pinguim ou qualquer outro animal marinho encalhado, a população não deve tocá-lo nem oferecer comida, tampouco tentar devolvê-lo ao mar, já que esse tipo de iniciativa pode causar ainda mais estresse ou agravar o estado de saúde do animal.
A orientação é acionar imediatamente autoridades ou equipes técnicas responsáveis pelo atendimento.
Ainda de acordo com a Folha, em julho, 43 pinguins-de-magalhães juvenis foram encontrados mortos nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, segundo informações do Instituto Argonauta, responsável regional pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.
No caso de julho, ao todo, foram 47 animais achados encalhados. Os 4 que estavam vivos passaram por atendimento veterinário e foram encaminhados para reabilitação em centros especializados.
Os pinguins-de-magalhães, originários da Patagônia, no Chile e na Argentina, costumam aparecer nas praias paulistas entre os meses de junho e setembro. Em uma longa rota migratória, eles partem do sul do continente americano durante o inverno, em busca de alimento e águas mais quentes.
Fonte Folha de S. Paulo