
Terminou neste domingo (8) o Newcastle Surfest 2025, primeiro dos sete eventos do circuito Challegner Series na temporada. O australiano Jacob Willcox foi campeão em cima do francês Kauli Vaast, enquanto a portuguesa Francisca Veselko bateu a aussie Sally Fitzgibbons na decisão do feminino. Melhor brasileiro na etapa, Peterson Crisanto caiu nas quartas e finalizou o evento em quinto lugar.
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O quinto e último dia de ação do Newcastle Surfest 2025 teve ondas de 1 metro e séries maiores penteadas pelo vento terral. As mulheres foram para a água primeira e abriram as quartas. As semifinais e as quartas tiveram 30 minutos de duração e as decisões ganharam um acréscimo de 5 minutos. A campeã Francisca passou pela norte-americana Kirra Pinkerton nas quartas, num duelo em que foi muito superior. Na semi a batalha foi contra Tya Zebrowski, francesa que passou pela portuguesa Yolanda Hopkins nas quartas com 16.04 pontos, o maior somatório do dia. A batalha foi resolvida no fim. Tya chegou nos quatro minutos finais na frente do placar, com Francisca necessitando de 6.74 para avançar. A surfista de Portugal usou a prioridade, anotou 8.83 e partiu para a decisão.
A outra finalista, Sally, venceu a australiana Sophie McCulloch nas quartas numa bateria de pouca ação, mas que pegou fogo perto do fim. Na semi a história foi parecida e os últimos cinco minutos foram intensos. Ela superou a portuguesa Teresa Bonvalot por 11.67 a 10.73. Sally começou melhor a decisão, mas Francisca cresceu nos dez minutos finais, conquistou duas notas na casa dos sete pontos (7.50 e 7.10) e venceu pelo placar de 14.60 a 12.20 pontos.
“Estou em choque, nem sei o que dizer direito”, disse Francisca. “Com certeza, este é o melhor dia da minha vida. Houve muito trabalho envolvido até aqui por parte da minha equipe, da minha família e do meu treinador. Meu treinador está comigo desde os oito anos e sacrificou muito para me ajudar a chegar até aqui, então isso é especial. Que loucura, não acredito que ganhei um Challenger. Estou muito orgulhosa de mim mesma e de todos ao meu redor”.
“Foi incrível dividir uma final com a Sally”, continuou Francisca. “Ela é uma guerreira, uma lenda e uma verdadeira inspiração — alguém que sempre luta até o fim. Ela acabou de sair do tour e já está aqui lutando para voltar. Ela não tem medo da nova geração e nos impulsiona. Ela é uma lenda e eu a admiro muito”.
Masculino – O campeão Jacob venceu o também surfista da Austrália, Xavier Huxtable na abertura das quartas do masculino. Ele abriu com 7.33 pontos na única onda surfada na primeira metade da bateria. Xavier respondeu com 6.00 e assumiu a liderança a nove minutos do fim com 4.83 pontos. Jacob respondeu dois minutos depois com outra nota na casa dos sete pontos (7.17) e voltou para a primeira posição. Xavier ainda tentou reagir, mas precisava de 8.50 e anotou 6.73 para se despedir da prova em quinto lugar.
Jacob encarou Matthew McGillivray na primeira semifinal do masculino. Os dois atletas chegaram nos últimos sete minutos tentando trocar uma nota baixa do somatório. O aussie tinha a maior (5.83) e passou pra liderança com 3.17 pontos. Logo depois o sul-africano bateu na trave quando precisava de 5.01 e anotou 4.83 pontos. Mas Jacob ainda teve tempo de fazer boa apresentação de backside, conquistar 7.33 e garantir a vaga na final.
Peterson em quinto – A primeira batalha de Kauli no dia foi contra Peterson Crisanto, na última bateria das quartas do masculino. O brasileiro começou melhor, com 6.67 conquistados com forte batida, rasgada, e outra pancada no final. O francês respondeu com quatro ataques que valeram 5.17 pontos. Aos seis minutos os dois voltaram a surfar. Kauli atuou sem a prioridade, bateu para passar a primeira seção da direita, depois rasgou duas vezes e fechou a apresentação com outra pancada. Peterson pegou a onda seguinte e executou duas manobras bem definidas, uma batida e uma rasgada. Novamente o brazuca foi melhor. Peterson anotou 6.63 contra 5.50 de Kauli.
O francês cresceu no duelo aos dez minutos. Kauli usou o direito de escolha de onda e executou seis manobras, duas delas nas primeiras e maiores seções da direita. A atuação valeu 8.33 e a liderança. Peterson deu o trocou aos 14 minutos. Ele rasgou e executou um forte layback na junção. Ele buscava 7.17 e anotou 7.43 pontos. Logo depois eles surfaram. Peterson voltou pra casa dos seis pontos (6.47), mas não mexeu no placar, e Kauli só achou espaço para uma manobra (3.00) e também não mudou sua situação no confronto.
Kauli virou o resultado a três minutos do fim. O surfista da França abriu a apresentação com batida, depois executou duas rasgada em partes mais cheias da direita e finalizou a performance com duas pancadas fortes no inside. Ele buscava 5.77 e anotou 6.10 pontos. Peterson passou a buscar 7.01 para vencer. Ele ainda atuou, mas os 4.33 não evitaram sua eliminação.
Kauli x Ryan – A segunda semifinal do masculino entre Kauli e o australiano Ryan Callinan teve apenas cinco ondas surfadas, mas duas notas no critério excelente. Ryan abriu a disputa aos dez minutos com 4.33 e Kauli surfou logo depois para largar com 5.50 pontos. O bicho pegou aos 12 minutos. O aussie anotou 8.33 e Kauli respondeu na mesma série com 9.10 pontos. Ryan passou a necessitar de 6.28 para vencer, mas não surfou outra onda e se despediu da competição em terceiro lugar.
Decisão do masculino – Jacob começou melhor a final contra Kauli. O australiano conquistou 6.83 pontos. em sua primeira atuação. O francês largou com 1.80 e depois inseriu 6.53 no placar. Jacob conquistou 2.00 e depois trocou a nota por 5.33 para aumentar a vantagem no placar.
Kauli segurou a prioridade por longos minutos. Ele precisava de 5.64 pontos para ser campeão. No último minutos ele surfou, mas os 5.03 não alteraram as posições. E Jacob ainda teve tempo de atuar e aumentar o somatório com 5.47 pontos.
“Essa vitória já estava sendo construída há muito tempo,” disse Jacob. “Tive muitas derrotas até conseguir essa conquista, e é incrível finalmente alcançar isso. Foi necessário muito trabalho duro para chegar aqui, e aquele momento agora na praia foi o melhor da minha vida. Sair da água e ouvir minha equipe dizer que provavelmente eu tinha vencido, e poder compartilhar esse momento com eles, foi algo muito especial”.
“A final acabou sendo bem lenta, mas eu só ficava repetindo pra mim mesmo que às vezes o oceano está do seu lado e te dá um pouco de sorte, e você encontra um ritmo. E sinto que essa semana eu encontrei esse ritmo e essa sorte. Esse é o lance do nosso esporte — você nunca sabe quando o seu momento vai chegar. O meu momento foi hoje, e eu fiquei emocionado”.
Próxima etapa do CS – Agora as atenções do mundo do surfe vão para a Califórnia (EUA) onde acontece o Trestles Pro 2025, oitava etapa do CT na temporada. A janela abre nesta segunda-feira (9) e vai até o dia 17 de junho. O próximo evento do CS está marcada para 30 de junho a 6 de julho em Ballito, África do Sul.
Newcastle Surfest 2025
Final Masculino
Jacob Willcox (AUS) 12.30 x 11.56 Kauli Vaast (FRA)
Semifinal
1 Jacob Willcox (AUS) 13.16 x 8.83 Matthew McGillivray (AFR)
2 Kauli Vaast (FRA) 14.60 x 12.66 Ryan Callinan (AUS)
Quartas de final
1 Jacob Willcox (AUS) 14.50 x 12.73 Xavier Huxtable (AUS)
2 Matthew McGillivray (AFR) 14.33 x 6.50 Winter Vincent (AUS)
3 Ryan Callinan (AUS) 15.50 x 3.44 Dimitri Poulos (AUS)
4 Kauli Vaast (FRA) 14.43 x 14.10 Peterson Crisanto (BRA)
Final Feminino
Francisca Veselko (POR) 14.60 x 12.20 Sally Fitzgibbons (AUS)
Semifinal
1 Sally Fitzgibbons (AUS) 11.67 x 10.73 Teresa Bonvalot (POR)
2 Francisca Veselko (POR) 15.16 x 13.06 Tya Zebrowski (FRA)
Quartas de final
1 Sally Fitzgibbons (AUS) 13.50 x 12.17 Sophie McCulloch (AUS)
2 Teresa Bonvalot (POR) 13.1 x 9.26 Amuro Tsuzuki (JAP)
3 Francisca Veselko (POR) 12.17 x 6.90 Kirra Pinkerton (EUA)
4 Tya Zebrowski (FRA) 16.04 x 14.34 Yolanda Hopkins (POR)