Ballito Pro 2025

Laura fica em terceiro

Laura Raupp cai na semifinal do Ballito Pro 2025, sobe quatro posições no ranking e agora ocupa o sétimo lugar no Challenger Series.

O Brasil parou nas semifinais do Ballito Pro 2025. Laura Raupp competiu contra a portuguesa Yolanda Hopkins, perdeu e se despediu da prova sul-africana no circuito Challenger Series em terceiro lugar. Com os 6.085 pontos conquistados na etapa ela subiu quatro posições no ranking e agora aparece na sétima posição. Os campeões da prova foram a espanhola Nadia Erostarbe e o sul-africano Luke Thompson. As finais foram realizadas neste domingo (6) em ondas de até 1,5 metro em Willard Beach.

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Laura e Yolanda começaram a segunda semifinal com notas fracas. A portuguesa foi a primeira a colocar uma nota mais importante na bateria. Aos dez minutos ela atuou numa esquerda sem a prioridade. Yolanda bateu de backside e anotou 5.33 pontos. Laura respondeu dois minutos depois com três rasgadas de frontside na direita. Com 5.90 ela assumiu a liderança.

Yolanda voltou para o primeiro lugar aos 15 minutos. Ela rasgou e bateu na junção de uma direita para conquistar 6.67 pontos. Laura passou a buscar 6.11 para vencer. A brasileira ficou no pico com a prioridade e a portuguesa seguiu ativa, na caça de oportunidades. Após duas ondas ruins ela foi mais pra dentro do pico. Uma direita surgiu e ela remou. Laura ainda tentou entrar na onda, mas não conseguiu e a portuguesa surfou um tubo. A atuação valeu 7.57 pontos.

Laura ainda tentou os 8.34 que precisava para vencer, mas conquistou apenas 3.77 pontos no minuto final e se despediu da prova em terceiro lugar. O CS 2025 dará sete vagas para o CT 2026 no feminino.

Campeã – Nadia passou pela australiana Sally Fitzgibbons na semifinal. A espanhola chegou no critério excelente aos 18 minutos com duas batidas poderosas que valeram 8.17 pontos. Sally respondeu rapidamente e voltou para a primeira posição. Nadia reassumiu a liderança a oito minutos do fim. Ela não tinha a prioridade, mas achou uma direita e bateu com força na primeira seção. Depois executou um cutback, uma rasgada curta e uma batida numa pequena junção espumada. A atuação valeu 7.17 e a liderança. A australiana não conseguiu reagir e finalizou a prova em terceiro lugar.

A espanhola começou melhor a final. Ela rasgou e atingiu a junção para anotar 6.50 pontos. Yolanda reagiu aos cinco minutos após duas atuações fracas. A portuguesa rasgou e depois bateu com violência para colocar 7.67 no somatório. Nadia assumiu a liderança aos 18 minutos. A surfista bateu, rasgou e atingiu a junção. A nota foi 5.83 pontos. Yolanda não conseguiu reagir. Nadia mexeu no somatório mais uma vez (6.30) com batida numa direita da série e ficou com o troféu de campeã.

“Eu nem tenho palavras para descrever o que estou sentindo agora”, disse Nadia. “Estou tão emocionada neste momento, tenho tantos amigos aqui, é incrível. As ondas estavam aumentando para a final com Yolanda, e eu estava esperando por aquelas ondas maiores. A tempestade europeia está aqui, porque estamos todos indo tão bem”.

A espanhola subiu 17 posições no ranking e agora é a quarta colocada. Yolanda subiu duas e esta em terceiro lugar. A líder é a portuguesa Francisca Veselko, que parou nas quartas do Ballito Pro 2025.


Campeão – O troféu de campeão do Ballito Pro 2025 vai ficar na África do Sul. Luke Thompson superou o australiano George Pittar na decisão com virada a dois minutos do término e pegou os 10.000 pontos oferecidos ao vencedor. A final masculina foi apertada e Luke assumiu a liderança num momento que não tinha a prioridade. Ele achou uma esquerda, rasgou e bateu. O sul-africano buscava 3.67 pontos e anotou 4.00 para pegar o troféu de campeão. Luke subiu 43 posições no ranking e agora é o vice-líder. George subiu 19 e está em terceiro lugar. O primeiro segue sendo o australiano Jacob Willcox, que terminou em nono lugar no Ballito Pro 2025.

“Parece um sonho e estou apenas esperando acordar”, contou Luke. “Tenho tanto orgulho de ser sul-africano, o apoio na praia foi incrível. Quando cheguei à final, estava lutando para controlar as emoções. Eu queria que tivesse sido uma final melhor, mas ainda não consigo acreditar. Há muito trabalho duro envolvido nisso tudo. Um agradecimento enorme ao meu treinador, eu não conseguiria sem ele”.


Semifinais masculinas – Luke superou o australiano Oscar Berry na primeira semi dos homens. A disputa chegou embolada nos oito minutos finais. Luke liderava, mas a diferença era pequena (4.01). O aussie surfou naquele momento e conseguiu mais do que precisava para assumir a liderança (5.00). Luke também atuou na mesma série, porém não conseguiu o que buscava.

A virada aconteceu a quatro minutos do fim. O surfista da África do Sul usou a prioridade numa direita da série, rasgou, bateu e caiu na segunda batida quando tentou chutar a rabeta. A apresentação valeu 6.77 pontos e a liderança. Dois minutos depois ele conquistou a maior nota do confronto com rasgada e batida (7.50) e confirmou a vitória.

George x Jorgann – George passou pelo francês Jorgann Couzinet na segunda semifinal do masculino. Os dois chegaram perto da metade do confronto com uma nota fraca e outra na casa dos seis pontos. O australiano cresceu aos 16 minutos. Ele usou a prioridade e com cinco ataques anotou 8.67 pontos e disparou na frente. Jorgann não chegou perto dos 9.10 que precisava e terminou o Ballito Pro 2025 em terceiro lugar.


Próxima parada – A próxima etapa do circuito Challenger Series acontece na Califórnia (EUA). A janela do US Open of Surfing vai de 26 de julho a 3 de agosto. As disputas acontecem em Huntington Beach. O CS 2025 / 2026 terá um total de sete etapas e os dez primeiros do ranking se classificarão para o CT 2026.

Ballito Pro 205
Final do Masculino

Luke Thompson (AFR) 9.33 x 9.00 George Pittar (AUS)

Semifinais

1 Luke Thompson (AFR) 14.27 x 10.67 Oscar Berry (AUS)

2 George Pittar (AUS) 15.17 x 9.07 Jorgann Couzinet (FRA)

Final do Feminino

Nadia Erostarbe (ESP) 12.80 x 10.84 Yolanda Hopkins (POR)

Semifinais

1 Nadia Erostarbe (ESP) 15.34 x 13.44 Sally Fitzgibbons (AUS)

2 Yolanda Hopkins (POR) 14.24 x 9.67 Laura Raupp (BRA)
Ranking do circuito Challenger Series 2025 / 2026 do Masculino

1 Jacob Willcox (AUS) 13.320

2 Luke Thompson (AFR) 10.700

3 George Pittar (AUS) 9.700

4 Matthew McGillivray (AFR) 9.405

5 Kauli Vaast (FRA) 8.500

6 Liam O’Brien (AUS) 8.065

7 Oscar Berry (AUS) 7.985

8 Jorgann Couzinet (FRA) 7.785

9 Ryan Callinan (AUS) 6.785

10 Winter Vincent (AUS) 6.645

11 Mateus Herdy (BRA) 6.640

12 Eli Hanneman (HAV) 6.445

13 Lucas Silveira (BRA) 6.445

14 Dimitri Poulos (EUA) 6.445

15 Xavier Huxtable (AUS) 5.445

16 Peterson Crisanto (BRA) 5.445

17 Shion Crawford (HAV) 5.345

18 Samuel Pupo (BRA) 5.220

19 Jordan Lawler (AUS) 5.220

20 Josh Kerr (AUS) 4.020

22 Michael Rodrigues (BRA) 4.020
34 Deivid Silva (BRA) 2.500
47 Edgard Groggia (BRA) 2.300
Ranking do circuito Challenger Series 2025 / 2026 do Feminino

1 Francisca Veselko (POR) 14.745

2 Sally Fitzgibbons (AUS) 13.885

3 Yolanda Hopkins (POR) 12.545

4 Nadia Erostarbe (ESP) 11.900

5 Tya Zebrowski (FRA) 10.830

6 Teresa Bonvalot (POR) 9.405

7 Laura Raupp (BRA) 9.405

8 Amuro Tsuzuki (JAP) 6.645

9 Sol Aguirre (PER) 6.640

10 Eweleiula Wong (HAV) 6.640

11 Kirra Pinkerton (EUA) 6.445

12 Talia Swindal (EUA) 5.445

13 Kiara Goold (TAI) 5.395

14 Eden Walla (EUA) 5.220

15 Arena Rodriguez (PER) 5.220

16 Sophia Medina (BRA) 5.220

17 Leilani McGonagle (CRI) 5.220

18 Macy Callaghan (AUS) 5.220

19 Alyssa Spencer (EUA) 5.020

20 Ellie Harrison (AUS) 5.020

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