Vitrine mundial

Plainas verde-amarelas

Shapers brasileiros ganham espaço entre os Tops da elite mundial.

Essa é uma realidade que me deixa feliz. Boa parte dos melhores atletas da elite profissional hoje surfa com pranchas nacionais. Essa história não começou ontem, vem de longe. Mas a verdade é que agora os números mostram de maneira clara que, sim, pranchas nacionais são tops.

Com 11 competidores classificados entre os 32 Tops do Championship Tour da WSL, somos o País com o maior contingente na elite e em algumas situações o número pode aumentar, com Miguel Pupo, por exemplo (ele usa OHP, de Wagner Pupo). Além disso, há duas brasileiras na elite feminina. Por isso, achei interessante postar as marcas de pranchas usadas por brasileiros.

Talvez um dia, quem sabe até numa piscina, possamos ver uma disputa entre as marcas mundiais. Tipo Fórmula 1. Com certeza algumas marcas Top seriam nacionais.

Filipe Toledo, Ian Gouveia, Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb – Sharp Eye, do Marcio Zouvi, com fábrica na Califórnia, com produção também no Brasil.

Gabriel Medina – Cabianca, de Johnny Cabianca, com fábrica no País Basco e também produzidas no Brasil.

Adriano de Souza – Channel Island, a marca é californiana, mas boa parte das pranchas do ADS são produzidas no Brasil por Rodrigo Silva.

Italo Ferreira – Tim Patterson, natural da Califórnia. Mas a maior parte do quiver de Italo é produzida pela Silver Surf, no Brasil.

Willian Cardoso – Snapy Surfboards, de Alexandre Snapy.

Thomas Hermes – Xanadu, de Paulo Xanadu, com fábrica na Califórnia e licenciada no Brasil.

Caio Ibelli – Também usa Xanadu, mas não com exclusividade.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)