Michael Rodrigues x Waida

Melhor bateria?

Michael Rodrigues e Rio Waida fazem bateria de 17.80 a 17.67 no Sydney Surf Pro, etapa do Challenger Series na Austrália.

A segunda-feira (23) foi o quinto dia de ação do Sydney Surf Pro, segunda etapa do Challenger Series 2022. As condições para o esporte melhoraram no pico australiano de Manly Beach, e foram realizadas 14 disputas das categorias masculina e feminina. As esquerdas foram o caminho principal para as vitórias. Brasil segue vivo na etapa com Deivid Silva nas quartas de final.

Melhor duelo do dia – A segunda bateria das oitavas de final masculinas foi muito disputada e teve os dois maiores somatórios da segunda-feira. Logo no primeiro minuto deu pra perceber que o nível seria muito alto. Michael abriu o duelo com duas rasgadas fortes, além de uma batida (8.17) e na onda seguinte da mesma série o indonésio Rio Waida executou uma rasgada e uma batida vertical (7.17). As ondas foram esquerdas e a atuação dos atletas de backside.

O mar ficou devagar, mas Michael seguiu procurando as ondas. Depois de duas tentativas sem destaque, aos 15 minutos o brasileiro fez quatro manobras em sequência de backside. Ele rasgou com pressão três vezes e finalizou a performance com uma batida reta. Ele comemorou. A nota foi 9.50 pontos, a maior de todo o dia. Naquele momento ele deixou o indonésio na necessidade de 17.67 para vencer.

Porém dois minutos depois Rio mostrou que tinha forças para lutar. Ele entrou numa esquerda, abriu a atuação com uma batida vertical, e acertou outra pancada logo depois. A nota foi 9.00 pontos e ele voltou pro jogo.

As ondas voltaram a aparecer com mais frequência e os dois surfistas ficaram ativos, porém sem trocar notas. Então, aos 21 minutos, Rio encontra outra esquerda. Ele tinha a prioridade. O indonésio rasgou forte duas vezes e bateu de maneira vertical. Ele necessitava de 8.68 pontos e assumiu a liderança com 8.80.

Michael ainda tentou chegar nos 8.30 pontos que precisava, mas não conseguiu e foi eliminado. A vitória de Rio foi por 17.80 a 17.67. O brasileiro finalizou a prova na nona posição.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.