Tubarão-mangona

Incidente em Navegantes

Surfista de 43 anos é mordido por tubarão-mangona em Navegantes (SC).

Um surfista foi socorrido pelos bombeiros na manhã do último domingo (24) em Navegantes (SC) depois de ter sido mordido por um tubarão-mangona. Com ferimentos no pé esquerdo, o empresário Wilson Gevard Júnior, 43 anos, foi levado ao hospital e recebeu dois pontos.
“Foi um acidente, não um ataque. Infelizmente ele esbarrou com o meu pé. Não é uma espécie perigosa, mas na hora você só pensa em sair da água, fica com a sensação de que vai te pegar de novo. Quando ele me mordeu, eu puxei a perna e remei como nunca antes na minha vida”, disse Gevard Júnior em depoimento ao site NSC.

De acordo com o pesquisador Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras, o tubarão provavelmente estava em busca de alimento e mordeu de leve o pé do surfista para ‘sondar’ do que se tratava. Esse é um comportamento típico da espécie.

Júnior chegou à praia cedo e por volta das 8 horas estava no mar. Com as chuvas que castigam o litoral catarinense, a água estava mais suja que o habitual e repleta de pequenos peixes. Depois de pegar uma onda, sentou na prancha, com os pés para baixo, à espera de outra. Foi neste momento que sentiu a mordida.

O tubarão o puxou e com o susto Júnior ergueu o pé e remou sobre a prancha o mais rápido que conseguiu em direção à areia, onde havia um posto de guarda-vidas. Aos gritos de “mordeu meu pé”, foi atendido pelos amigos que estavam com ele e os socorristas.

Raridade Antes de ser ameaçado de extinção pela pesca predatória, o tubarão-mangona era facilmente encontrado na costa catarinense. De acordo com o curador do Museu Oceanográfico, eles eram vistos nadando a um ou dois metros de profundidade, especialmente à noite.

Com a população praticamente dizimada, o mangona sumiu das praias catarinenses. Mas outros tubarões costumam dar o ar da graça com mais frequência – entre as espécies costeiras mais comuns estão o tubarão-anjo, o cação cola-fina, o cação-bagre e o cação bico-doce.

Vez ou outra, espécimes raros também aparecem. Em 2019, por exemplo, um anequim, conhecido como o tubarão mais rápido do mundo, surgiu na praia em Itapema.

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