Challenger Series

Ibelli abre mão de vaga

Caio Ibelli desabafa sobre incentivo financeiro e diz que não compete na temporada 2025 do Challenger Series.

O ex-Top do Tour mundial, Caio Ibelli, publicou em seu perfil oficial do Instagram um desabafo sobre o incentivo financeiro para correr o mundial do Challenger Series 2025 e diz que abre mão da vaga na temporada. Caio afirma ainda que não pode colocar o futuro em risco para reinvestir em algo tão incerto e que não tem como investir mais R$ 100 mil para “tentar viver disso novamente”.

Confira texto completo:

“Onde começar? Hm… Vamos falar de surfe. O surfe cresce, é um esporte olímpico, atletas brasileiros dominam o circuito mundial e viramos referência no cenário internacional, mas cadê nosso incentivo financeiro? Ser surfista profissional é poder viver do surfe. Hoje, com 31 anos, não posso colocar meu futuro em risco para reinvestir em algo tão incerto. Estou abrindo mão da vaga no CS por ora. Não tem como investir mais de 100 mil reais para ‘tentar’ viver disso novamente, afinal temos contas e compromissos. Acho errado pagar pra trabalhar. Enfim, ciclos se abrem, ciclos se encerram. Será essa a hora? Não sei se será um adeus ou um até logo, mas algo tem que mudar. Nesse tempo vou me reconectar minha essência e procurar o meu caminho”, afirma Caio.

O post de Caio gerou um debate na rede social e alguns tops da elite e ex atletas do mundial comentaram na publicação.

O campeão mundial de 2015, Adriano de Souza, escreveu: “Pura realidade, dificil de processar tudo isso, espero que de fato você esteja feliz com essa decisão”.

Phil Rajzman, duas vezes campeão mundial de longboard, também comentou no post. “Força irmão. Infelizmente essa é a realidade do nosso Brasil. Espero estar vivo para ver isso mudar”, diz.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)