Espírito Santo

Bodyboarders desbravam bancadas

Heriberto Simões apresenta bancadas capixabas mais procuradas por bodyboarders.

O Espírito Santo representa mais de 90% do que é produzido e exportado de Rochas Ornamentais pelo Brasil. Essas rochas chegam ao mar e afloram em alguns pontos. Para nossa alegria e desafios, é um estado abençoado e rende altas ondas.

Scandiero de Fora para os pescadores e Coral do Céu para os surfistas. Bodyboarders ditam o ritmo e sabem como pegar aqueles tubos. A laje fica a 1,8 km da areia, na Praia de Itaparica. E eles são estudiosos das minúcias das previsões de ondas. Sabem a hora certa de remar para lá.

É uma onda que vem sendo surfada há mais de 25 anos. Um dos pioneiros é o big rider Paulo Roberto “Paulada”.

A laje conhecida como D2, fica na Praia da Costa, que é colada em Itaparica. Um pouco mais perto, 1,2 km. Mas o incrível é a constância. Rola pelo menos 150 vezes por ano, muitas vezes cedo e final de tarde. Mar muito raso e afiado, 1,5m de profundidade e a rocha tem o sugestivo apelido de Wolverine.

Bin Laden, sinceramente não gosto desse “apelido”. As bombas que rolam na Praia de Setiba, em Guarapari, são muito volumosas, lip grosso, tubões, numa profundidade de pouco mais de 2 metros.

O bodyboader Lucas Nogueira, nove vezes campeão capixaba, top brasileiro e mundial, hoje mantém um Centro de Treinamento, possui uma board shop e está direto atrás dessas ondas nas bancadas. Com ele na sessão, é certeza que vem momentos registrados.

Mas tem o pessoal do slab sessions, com Davi Duda e Romerito Lopes puxando esse bonde.

Eu organizo essa missão, levando fotógrafos, caras que topam pagar R$ 40 para ter uma barca à disposição, com água e frutas.

Geralmente, surfistas mais velhos preferem ir de barco, porque na volta a remada é punk, 2 quilômetros de remada.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)