Japão

Terra do surfe nascente

Vitória de Amuro Tsuzuki no QS 10.000 da Espanha prova que o Japão – sede das Olimpíadas de 2020 – está em franca ascensão no circuito mundial.

Na última quarta-feira (4), a japonesa Amuro Tsuzuki desbancou a australiana Bronte Macaulay na final e outras favoritas para ficar com o título do Galicia Classic Pro, QS 10.000 realizado em Playa Pantin, La Coruña, Espanha.

Foi a primeira vez que uma surfista do país venceu uma prova de nível máximo do Qualifying Series, a divisão de acesso à elite mundial. Com os pontos da Galícia, Amuro saltou da 56ª para a oitava posição no ranking.

“Isso tudo está parecendo um sonho e, no momento, eu realmente não consigo acreditar que venci”, diz Amuro. “Treinei bastante e trabalhei duro para chegar aqui e agora tudo parece muito incrível de acreditar. A maioria das pessoas no Japão nem considera o surfe como um esporte. Espero que essa minha vitória aqui hoje, faça eles mudarem essa ideia e que, talvez, aumente o interesse das pessoas em investir no surfe em nosso país”, completa Tsuzuki.

Além de Amuro, o Japão conquistou dois surpreendentes nonos lugares no QS da Galícia com Ren Hashimoto e Sara Wakita, filha do lendário mestre em Pipeline Takayuki Wakita. A campeã Amuro também foi a responsável por dois dos três maiores somatórios de todo o evento: 16.33 e os 16.50 obtidos na vitória sobre Silvana Lima nas quartas de final.

Impulsionados pela naturalização do Top Kanoa Igarashi, que nasceu na Califórnia (EUA) e hoje representa o país no Championship Tour, o Japão vem alcançando grandes resultados nos principais eventos amadores do mundo. Além disso, o país será sede dos Jogos Olímpicos de 2020 e do ISA World Games, que começa nesta sexta-feira (6) em Miyazaki.

Em 2018, o Japão ganhou o inédito ouro por equipes no ISA Games. Na ocasião, a equipe foi liderada pelas performances individuais de Kanoa Igarashi e Shun Murakami, segundo e quarto colocado na categoria masculina, respectivamente.

Já no Qualifying Series, além de Amuro Tsuzuki no feminino, o japonês Reo Inaba estaria se classificando à elite mundial masculina se o circuito terminasse hoje. Ele está na 11ª colocação e seus melhores resultados na temporada são dois quinto lugares nos eventos 6.000 de Chiba e Sydney.

Outro que briga para fincar a bandeira japonesa na elite mundial é o atleta da nova geração Hiroto Ohhara, 21º colocado do ranking do Qualifying Series.

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