Pro France

Connor é campeão em Hossegor

Connor O’Leary supera Michel Bourez na final e garante o troféu do Pro France para a Austrália. Brisa Hennessy vence entre as meninas e Mateus Herdy para na semi.
Pro France 2021, Hossegor, França

Connor O’Leary é o campeão do Pro France. O atleta superou o francês Michel Bourez na final realizada neste sábado (23) em Hossegor, e o troféu foi para a Austrália. Mateus Herdy foi o melhor brasileiro na prova e terminou em terceiro lugar. Os três chegaram na competição com resultados pouco expressivos no ranking, mas ganharam fôlego na França e vão para a última etapa do Challenger Series com reais chances de classificação para o CT 2022. A campeã Brisa Hennessy, da Costa Rica, já garantiu sua vaga na elite.

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As finais foram realizadas em ondas de meio a um metro em Culs Nus. Novamente a WSL optou por utilizar dois bancos na competição para realizar duas baterias ao mesmo tempo. O terceiro round masculino e as quartas de final foram realizadas nesse formato. Já as semis e as finais foram com uma bateria por vez.

O francês começou bem na final. Ele abriu o duelo como nas duas baterias anteriores, conquistando uma nota importante (6.50), porém não evoluiu a partir dali. Ao contrário dele, Connor melhorou depois de um início fraco. O aussie fez boas curvas de frontside e duas notas na casa dos seis pontos em sequência (6.03 e 6.73) para assumir a liderança.

Michel passou a necessitar de 6.27 pontos para vencer, mas não conseguiu surfar ondas com potencial para conquistar a nota. Final de bateria e Connor venceu pelo placar de 12.76 a 10.73.

Connor O’Leary chegou à França em 100º lugar no ranking, tendo passado apenas uma fase nas duas etapas iniciais do Challenger Series. O australiano ganhou 10 mil pontos, subiu para sexta posição e entrou na briga por uma das 12 vagas na elite de 2022.

“É uma sensação incrível. Foi um dia muito longo, mas é maravilhoso terminar assim”, diz Connor. “Estou até com câimbras nas minhas pernas, mas agora vou festejar, tomar umas cervejas com a rapaziada (risos). Quero curtir esse fim de tarde com meus amigos. Está rolando muito apoio entre os australianos, com todo mundo ajudando um ao outro e vamos manter essa vibração positiva, para terminar bem o ano lá no Havaí”.

O vice-campeão da etapa, Michel Bourez, terminou o ano fora da lista dos reclassificados pelo CT, em 28º lugar no ranking. O francês foi muito mal nas duas etapas iniciais do Challenger Series e chegou na França ocupando a 108ª posição na classificação geral. Com os dez mil pontos conquistados ele subiu para o 19º lugar e também entrou na disputa para competir entre os melhores do mundo na próxima temporada.

Caminho até a final – Connor conquistou a vaga na final após vencer, neste sábado, o holandês Beyrick De Vries nas oitavas, o francês Maxime Huscenot nas quartas, e o japonês Kanoa Igarashi na semi.

A bateria contra Beyrick foi equilibrada, mas o australiano começou bem (5.67 e 6.83) e abriu vantagem para vencer por 12.50 a 10.90 pontos. Connor voltou a ter um bom início nas quartas, ao largar com 7.17. Maxime quase não ameaçou e perdeu precisando de 8.67 pontos.

Kanoa Igarashi chegou na semi após boas apresentações, porém na briga pela vaga na final faltou performance para ele. Mas o japonês vencia até perto do fim, entretanto Connor destruiu uma onda, anotou 8.43 pontos e avançou. Kanoa perdeu na necessidade de 7.61 para reverter o resultado.

Com a terceira posição no Pro France, Kanoa assumiu a liderança do ranking. Ele terminou o CT 2021 como o oitavo melhor surfista do mundo e já tem vaga garantida na elite da próxima temporada.

Michel elimina dois brasileiros – A primeira disputa de Michel neste sábado foi contra Samuel Pupo, num duelo válido pelas oitavas de final. O brasileiro apostou nas esquerdas no início da disputa e chegou a anotar 5.17 pontos. Michel também surfou uma esquerda, mas foi na direita que conseguiu a maior nota não só do início do confronto, mas de toda a bateria (6.17).

Samuel partiu para as direitas e para os aéreos, mas não conseguiu impressionar os juízes mesmo quando acertou. Michel pegou uma esquerda e com duas rasgadas fez 5.60 pontos e abriu distância. Na necessidade de 6.60, o brasileiro foi para a ação de backside e fez várias manobras. Ele diminuiu a distância na pontuação com 5.37, mas ainda precisava de 6.40 para vencer e avançar. O brasileiro surfou mais três ondas, porém não alterou o placar.

Samuel repetiu o resultado da prova portuguesa do circuito ao ficar em nono lugar. Ele agora ocupa a 15ª posição no Challenger Series. Como tem 2.500 pontos no ranking, conquistados com a quinta posição no Oi Hang Loose Pro Contest de 2020, o brasileiro precisa passar três fases em Haleiwa para melhorar sua pontuação.

Nas quartas de final o adversário de Michel foi Frederico Morais. A bateria foi dura e o português quase tomou a vaga do francês perto do fim. Frederico precisava de 4.44 pontos e recebeu 4.27 na última onda surfada e se despediu do Pro France.

Michel encontrou outro brasileiro na semi. Mateus Herdy chegou na fase após usar os aéreos e o surfe de borda para eliminar Lucas Silveira nas oitavas, e o costa-riquenho Carlos Muñoz nas quartas. Mas Mateus não repetiu a atuação no confronto que valia vaga na final. Além de ter poucas oportunidades, errou os voos que tentou.

Michel abriu a disputa com 8.00 pontos. Na sequência conquistou 7.17 e disparou na frente. As duas performances foram em ondas para a direita, e ele apresentou seu já conhecido “power surf” em batidas e rasgadas. As ondas boas para o surfe sumiram de Culs Nus durante quase dois terços do duelo e o brasileiro não teve oportunidades para mostrar novamente seu surfe na competição.

“Foi uma daquelas baterias que não era para mim”, lamenta Mateus. “O Michel (Bourez) conseguiu duas notas boas logo no início e eu estava confiante, mas as ondas não apareceram. Rolou a mesma coisa na minha bateria com o Lucas (Silveira), quando só veio onda pra mim e nada pra ele. Acontece! Mas, um terceiro lugar é um bom resultado e agora tenho mais chances de me qualificar para o CT lá em Haleiwa. Fiz uma boa perna europeia e quero agradecer ao pessoal da Quiksilver e da Red Bull, que me ajudaram muito aqui nestes dois eventos, minha família, meus pais e todo mundo que torce por mim”.

Mateus sobe – Mateus terminou o Pro France em terceiro lugar. Com isso ele embolsou US$ 5 mil e somou 6.500 pontos no ranking. Agora ele ocupa o 17º lugar no Challenger Series e vai tentar trocar 750 pontos na etapa que fecha o circuito. Ele já conseguirá melhorar sua pontuação se passar uma bateria no Havaí.

Caminho até a semi – Mateus venceu duas baterias até ser parado neste sábado no Pro France. Ele estava endiabrado na disputa brasileira. Lucas Silveira iniciou com uma rasgada, seguida de um layback expressivo que valeram 6.50 pontos. A partir daí só deu Mateus. O brasileiro rasgou com agilidade, bateu e voou alto para conquistar três notas na casa dos sete pontos ao longo do duelo (7.50, 7.03 e 7.40).

Lucas optou por esperar uma onda realmente boa, pois necessitava de 8.40 pontos para tomar a liderança. Mas o brasileiro não surfou mais. Ele terminou a bateria com apenas uma nota e se despediu da etapa francesa do Challenger Series. Lucas ocupa a 17ª posição no ranking ao lado de Mateus, e também vai tentar trocar 750 pontos no Havaí.

Mateus começou as quartas de final numa direita que teve um alley-oop e um aéreo reverse incompleto. A nota foi 7.50 pontos. As condições estavam complicadas e tanto ele quanto Carlos Muñoz não conseguiam achar outras ondas com potencial para boas notas. Porém, após uma série de notas fracas, Mateus encontrou outra direita e fez três manobras, sendo duas batidas e uma rasgada. Os 5.50 ampliaram a distância entre eles no placar, e o costa-riquenho passou a necessitar de duas notas para reverter o resultado.

Restavam oito minutos para o fim e Carlos tinha surfado quatro ondas, todas ruins. Dois minutos depois Mateus pegou uma direita pequena, acelerou e acertou outro alley-opp (6.23) para complicar de vez o caminho do costa-riquenho que perdeu pelo placar de 13.73 a 2.30 pontos.

Seis derrotas nas oitavas – O Brasil chegou forte no último dia do Pro France, com sete atletas classificados. Porém apenas um passou das oitavas de final, e foi no duelo brazuca entre Mateus e Lucas.

Além de Lucas e Samuel, que caiu para o virtual campeão da etapa, Alex Ribeiro, Jessé Mendes, Edgard Groggia, João Chianca e Samuel Pupo também se despediram do evento com a nona posição. Eles conquistaram 3.500 pontos e receberam US$ 2.750 de premiação.

Alex Ribeiro e Maxime Huscenot competiram na primeira bateria da fase, na vala das esquerdas. O brasileiro surfou de frontside e conseguiu boas curvas ao longo do duelo, porém o francês, de backside, foi mais vertical e agressivo nas manobras e levou a melhor. Alex saiu da França em 32º lugar no ranking.

A terceira bateria teve uma história parecida com a da primeira. Jessé Mendes e Lucca Mesinas competiram no banco das esquerdas, e o brasileiro de frontisde e o peruano de back.

Lucca foi vertical e conseguiu fazer um bom link de manobras. Foi assim que ele conquistou as notas 8.00 e 7.43 pontos. O brasileiro rasgava com pressão e tentava manobras inovadoras. Dessa maneira ele recebeu 6.33 e 6.07 dos juízes. Porém ele precisava de 9.10 para reverter o resultado e acabou eliminado. Jessé está na 40ª posição no Challenger Series.

A disputa de Jessé aconteceu ao mesmo tempo em que Kanoa Igarashi e Edgard Groggia competiam na vala das direitas. Ao contrário das baterias anteriores dos brasileiros, nesse duelo os dois surfistas eram de base regular.

Edgard até achou uma esquerda no início do confronto (5.67), mas o caminho para a vitória estava mesmo nas direitas. Kanoa conquistou suas maiores notas na primeira metade da disputa de meia hora. Ele surfou em alta velocidade e usou bem as bordas nas rasgadas. O japonês também fez uma junção expressiva, quando inverteu totalmente a direção da prancha de layback.

Com as notas 6.67 e 7.60 pontos ele deixou o brasileiro na necessidade de 7.45. Edgard chegou perto depois de destruir uma direita, também com boas rasgadas e batidas. Mas a nota 6.83 não mudou o resultado da bateria. Nos últimos segundos ele ainda partiu para o tudo ou nada, voou alto numa direita, mas caiu na aterrissagem e se despediu do Pro France. Edgar é o 33º melhor surfista do Challenger Series.

Melhor brasileiro no ranking – O quinto confronto teve João Chianca e Carlos Muñoz. Os dois começaram de forma parecida e nas direitas. O brasileiro conquistou 5.17 pontos e o costa-riquenho 5.73. João seguiu ativo. Ele surfou uma esquerda pequena e fez uma batida chutando a rabeta e mais duas pancadas. A nota foi 4.50.

Carlos foi para a liderança com 4.70 pontos, conquistados com duas manobras de backside numa esquerda. A partir daí o brasileiro passou a precisar de 5.27. Ele lutou muito, pegou várias ondas, mas o máximo que conseguiu foi 4.83 após executar duas manobras de backside.

João sai da França como chegou: sendo o melhor brasileiro no ranking. Porém ele melhorou ainda mais sua posição e agora ocupa o sexto lugar. Para melhorar sua pontuação no Havaí, ele precisa chegar nas quartas de final.

Brisa campeã – O troféu de campeã da categoria feminina foi para a Costa Rica. Brissa Hennessy venceu as norte-americanas Alyssa Spencer (quartas de final) e Sawyer Lindblad (semi) no caminho até a final, disputada contra a australiana India Robinson.

A costa-riquenha ficou ativa na final e controlou bem as situações. Ela abriu com 6.83 pontos, depois colocou mais 4.67 no somatório. India começou com 5.33 e passou a esperar por melhores ondas.

Brisa deu um gás perto do fim ao anotar 6.17 pontos. Depois ela fechou a bateria com 8.40, conquistados com duas manobras fortes de backside. A australiana tinha tentado encostar com 7.83, mas não teve chance de conseguir mais 7.41 para vencer e terminou como vice-campeã.

“Nossa, nem acredito que venci, mas estou muito feliz e muito obrigado pelo apoio de todo mundo lá da Costa Rica”, vibra Brisa. “Essa final foi uma loucura. A India (Robinson) é uma excelente competidora e eu acho que ela merece estar na elite ano que vem. As condições do mar mudaram muito durante a bateria e ainda bem que consegui aquela onda no final para vencer. Agora quero comemorar e curtir essa energia de todo mundo aqui”.

Com o resultado, Brisa ganhou mais 10.000 pontos, assumiu a liderança do ranking e se garantiu na elite de 2022 com uma etapa de antecedência. India conquistou 8.000 pontos com o segundo lugar e subiu 22 posições na lista das melhores. Ela agora ocupa a quarta posição no Challenger Series.

Pro France
Final

Campeão Connor O’Leary (AUS) 12.76 (10.000 pontos e US$ 20.000)

Vice-campeão Michel Bourez (FRA) 10.73 (8.000 pontos e US$ 10.000)

Semifinais
2º=3º lugar (6.500 pontos e US$ 5.000)

1 Connor O’Leary (AUS) 13.93 x 12.40 Kanoa Igarashi (JPN)

2 Michel Bourez (FRA) 15.17 x 6.77 Mateus Herdy (BRA)
Quartas de final
2º=5º lugar (5.000 pontos e US$ 3.500)

1 Connor O’Leary (AUS) 12.84 x 7.37 Maxime Huscenot (FRA)

2 Kanoa Igarashi (JPN) 14.70 x 13.84 Lucca Mesinas (PER)

3 Mateus Herdy (BRA) 13.73 x 2.30 Carlos Muñoz (CRI)

4 Michel Bourez (FRA) 9.77 x 9.60 Frederico Morais (PRT)

Oitavas de final Masculinas
2º=9º lugar (3.500 pontos e US$ 2.750)

1 Maxime Huscenot (FRA) 14.66 x 10.70 Alex Ribeiro (BRA)

2 Connor O’Leary (AUS) 12.50 x 10.90 Beyrick De Vries (HOL)

3 Lucca Mesinas (PER) 15.43 x 12.40 Jessé Mendes (BRA)

4 Kanoa Igarashi (JPN) 14.27 x 12.50 Edgard Groggia (BRA)

5 Carlos Munoz (CRI) 10.43 x 10.00 Joao Chianca (BRA)

6 Mateus Herdy (BRA) 14.90 x 6.50 Lucas Silveira (BRA)

7 Michel Bourez (FRA) 11.77 x 10.54 Samuel Pupo (BRA)

8 Frederico Morais (PRT) 14.90 x 9.70 Jordan Lawler (AUS)

Final Feminina

Campeã Brisa Hennessy (CRI) 15.23 (10.000 pontos e US$ 20.000)

Vice-campeã India Robinson (AUS) 13.16 (8.000 pontos e US$ 10.000)

Semifinais
2ª=3º lugar (6.500 pontos e US$ 5.000)

1 Brisa Hennessy (CRI) 14.50 x 13.73 Sawyer Lindblad (EUA)

2 India Robinson (AUS) 15.60 x 10.27 Caitlin Simmers (EUA)

Quartas de final
2ª=5º lugar (5.000 pontos e US$ 3.500)

1 Sawyer Lindblad (EUA) 15.17 x 7.20 Dimity Stoyle (AUS)

2 Brisa Hennessy (CRI) 13.33 x 8.83 Alyssa Spencer (EUA)

3 India Robinson (AUS) 10.50 x 10.07 Molly Picklum (AUS)

4 Caitlin Simmers (EUA) 11.93 X 11.04 Vahine Fierro (FRA)

Ranking do Challenger Series atualizado após o Pro France
Masculino

1 Kanoa Igarashi (JPN) 15.500 pontos
2 Ezekiel Lau (HAV) 14.250
3 Jake Marshall (EUA) 12.500
4 Imaikalani deVault (HAV) 12.000
5 Nat Young (EUA) 11.900
6 Connor O’Leary (AUS) 11.000
6 Lucca Mesinas (PER) 11.000
6 João Chianca (BRA) 11.000
9 Liam O’Brien (AUS) 10.750
9 Griffin Colapinto (EUA) 10.750
11 Carlos Muñoz (CRI) 10.650
12 Callum Robson (AUS) 10.500
13 Jackson Baker (AUS) 10.400
14 Leonardo Fioravanti (ITA) 10.000
15 Jordan Lawler (AUS) 9.500
15 Samuel Pupo (BRA) 9.500
17 Mateus Herdy (BRA) 9.250
17 Lucas Silveira (BRA) 9.250
19 Michel Bourez (FRA) 9.000
20 Shun Murakami (JPN) 8.900

Outros brasileiros até a 50ª posição
28 Thiago Camarão (BRA) 7.650
29 Alejo Muniz (BRA) 7.500
32 Alex Ribeiro (BRA) 7.375
33 Edgard Groggia (BRA) 7.250
40 Jesse Mendes (BRA) 5.900
42 Wiggolly Dantas 5.800
44 Ian Gouveia (BRA) 5.650
48 Yago Dora (BRA) 5.250
50 Weslley Dantas (BRA) 5.050
Feminino

1 Brisa Hennessy (CRI) 21.500
2 Gabriela Bryan (HAV) 21.000
3 Caitlin Simmers (EUA) 17.200
4 India Robinson (AUS) 13.300
5 Sawyer Lindblad (EUA) 12.500
5 Vahine Fierro (FRA) 12.500
7 Luana Silva (HAV) 12.200
8 Molly Picklum (AUS) 12.000
8 Coco Ho (HAV) 12.000
8 Alyssa Spencer (EUA) 12.000

Brasileiras até a 50ª posição
33 Silvana Lima 6.350
35 Summer Macedo 6.050

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    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.