Pro France

Connor é campeão em Hossegor

Connor O’Leary supera Michel Bourez na final e garante o troféu do Pro France para a Austrália. Brisa Hennessy vence entre as meninas e Mateus Herdy para na semi.
Pro France 2021, Hossegor, França

Connor O’Leary é o campeão do Pro France. O atleta superou o francês Michel Bourez na final realizada neste sábado (23) em Hossegor, e o troféu foi para a Austrália. Mateus Herdy foi o melhor brasileiro na prova e terminou em terceiro lugar. Os três chegaram na competição com resultados pouco expressivos no ranking, mas ganharam fôlego na França e vão para a última etapa do Challenger Series com reais chances de classificação para o CT 2022. A campeã Brisa Hennessy, da Costa Rica, já garantiu sua vaga na elite.

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As finais foram realizadas em ondas de meio a um metro em Culs Nus. Novamente a WSL optou por utilizar dois bancos na competição para realizar duas baterias ao mesmo tempo. O terceiro round masculino e as quartas de final foram realizadas nesse formato. Já as semis e as finais foram com uma bateria por vez.

O francês começou bem na final. Ele abriu o duelo como nas duas baterias anteriores, conquistando uma nota importante (6.50), porém não evoluiu a partir dali. Ao contrário dele, Connor melhorou depois de um início fraco. O aussie fez boas curvas de frontside e duas notas na casa dos seis pontos em sequência (6.03 e 6.73) para assumir a liderança.

Michel passou a necessitar de 6.27 pontos para vencer, mas não conseguiu surfar ondas com potencial para conquistar a nota. Final de bateria e Connor venceu pelo placar de 12.76 a 10.73.

Connor O’Leary chegou à França em 100º lugar no ranking, tendo passado apenas uma fase nas duas etapas iniciais do Challenger Series. O australiano ganhou 10 mil pontos, subiu para sexta posição e entrou na briga por uma das 12 vagas na elite de 2022.

“É uma sensação incrível. Foi um dia muito longo, mas é maravilhoso terminar assim”, diz Connor. “Estou até com câimbras nas minhas pernas, mas agora vou festejar, tomar umas cervejas com a rapaziada (risos). Quero curtir esse fim de tarde com meus amigos. Está rolando muito apoio entre os australianos, com todo mundo ajudando um ao outro e vamos manter essa vibração positiva, para terminar bem o ano lá no Havaí”.

O vice-campeão da etapa, Michel Bourez, terminou o ano fora da lista dos reclassificados pelo CT, em 28º lugar no ranking. O francês foi muito mal nas duas etapas iniciais do Challenger Series e chegou na França ocupando a 108ª posição na classificação geral. Com os dez mil pontos conquistados ele subiu para o 19º lugar e também entrou na disputa para competir entre os melhores do mundo na próxima temporada.

Caminho até a final – Connor conquistou a vaga na final após vencer, neste sábado, o holandês Beyrick De Vries nas oitavas, o francês Maxime Huscenot nas quartas, e o japonês Kanoa Igarashi na semi.

A bateria contra Beyrick foi equilibrada, mas o australiano começou bem (5.67 e 6.83) e abriu vantagem para vencer por 12.50 a 10.90 pontos. Connor voltou a ter um bom início nas quartas, ao largar com 7.17. Maxime quase não ameaçou e perdeu precisando de 8.67 pontos.

Kanoa Igarashi chegou na semi após boas apresentações, porém na briga pela vaga na final faltou performance para ele. Mas o japonês vencia até perto do fim, entretanto Connor destruiu uma onda, anotou 8.43 pontos e avançou. Kanoa perdeu na necessidade de 7.61 para reverter o resultado.

Com a terceira posição no Pro France, Kanoa assumiu a liderança do ranking. Ele terminou o CT 2021 como o oitavo melhor surfista do mundo e já tem vaga garantida na elite da próxima temporada.

Michel elimina dois brasileiros – A primeira disputa de Michel neste sábado foi contra Samuel Pupo, num duelo válido pelas oitavas de final. O brasileiro apostou nas esquerdas no início da disputa e chegou a anotar 5.17 pontos. Michel também surfou uma esquerda, mas foi na direita que conseguiu a maior nota não só do início do confronto, mas de toda a bateria (6.17).

Samuel partiu para as direitas e para os aéreos, mas não conseguiu impressionar os juízes mesmo quando acertou. Michel pegou uma esquerda e com duas rasgadas fez 5.60 pontos e abriu distância. Na necessidade de 6.60, o brasileiro foi para a ação de backside e fez várias manobras. Ele diminuiu a distância na pontuação com 5.37, mas ainda precisava de 6.40 para vencer e avançar. O brasileiro surfou mais três ondas, porém não alterou o placar.

Samuel repetiu o resultado da prova portuguesa do circuito ao ficar em nono lugar. Ele agora ocupa a 15ª posição no Challenger Series. Como tem 2.500 pontos no ranking, conquistados com a quinta posição no Oi Hang Loose Pro Contest de 2020, o brasileiro precisa passar três fases em Haleiwa para melhorar sua pontuação.

Nas quartas de final o adversário de Michel foi Frederico Morais. A bateria foi dura e o português quase tomou a vaga do francês perto do fim. Frederico precisava de 4.44 pontos e recebeu 4.27 na última onda surfada e se despediu do Pro France.

Michel encontrou outro brasileiro na semi. Mateus Herdy chegou na fase após usar os aéreos e o surfe de borda para eliminar Lucas Silveira nas oitavas, e o costa-riquenho Carlos Muñoz nas quartas. Mas Mateus não repetiu a atuação no confronto que valia vaga na final. Além de ter poucas oportunidades, errou os voos que tentou.

Michel abriu a disputa com 8.00 pontos. Na sequência conquistou 7.17 e disparou na frente. As duas performances foram em ondas para a direita, e ele apresentou seu já conhecido “power surf” em batidas e rasgadas. As ondas boas para o surfe sumiram de Culs Nus durante quase dois terços do duelo e o brasileiro não teve oportunidades para mostrar novamente seu surfe na competição.

“Foi uma daquelas baterias que não era para mim”, lamenta Mateus. “O Michel (Bourez) conseguiu duas notas boas logo no início e eu estava confiante, mas as ondas não apareceram. Rolou a mesma coisa na minha bateria com o Lucas (Silveira), quando só veio onda pra mim e nada pra ele. Acontece! Mas, um terceiro lugar é um bom resultado e agora tenho mais chances de me qualificar para o CT lá em Haleiwa. Fiz uma boa perna europeia e quero agradecer ao pessoal da Quiksilver e da Red Bull, que me ajudaram muito aqui nestes dois eventos, minha família, meus pais e todo mundo que torce por mim”.

Mateus sobe – Mateus terminou o Pro France em terceiro lugar. Com isso ele embolsou US$ 5 mil e somou 6.500 pontos no ranking. Agora ele ocupa o 17º lugar no Challenger Series e vai tentar trocar 750 pontos na etapa que fecha o circuito. Ele já conseguirá melhorar sua pontuação se passar uma bateria no Havaí.

Caminho até a semi – Mateus venceu duas baterias até ser parado neste sábado no Pro France. Ele estava endiabrado na disputa brasileira. Lucas Silveira iniciou com uma rasgada, seguida de um layback expressivo que valeram 6.50 pontos. A partir daí só deu Mateus. O brasileiro rasgou com agilidade, bateu e voou alto para conquistar três notas na casa dos sete pontos ao longo do duelo (7.50, 7.03 e 7.40).

Lucas optou por esperar uma onda realmente boa, pois necessitava de 8.40 pontos para tomar a liderança. Mas o brasileiro não surfou mais. Ele terminou a bateria com apenas uma nota e se despediu da etapa francesa do Challenger Series. Lucas ocupa a 17ª posição no ranking ao lado de Mateus, e também vai tentar trocar 750 pontos no Havaí.

Mateus começou as quartas de final numa direita que teve um alley-oop e um aéreo reverse incompleto. A nota foi 7.50 pontos. As condições estavam complicadas e tanto ele quanto Carlos Muñoz não conseguiam achar outras ondas com potencial para boas notas. Porém, após uma série de notas fracas, Mateus encontrou outra direita e fez três manobras, sendo duas batidas e uma rasgada. Os 5.50 ampliaram a distância entre eles no placar, e o costa-riquenho passou a necessitar de duas notas para reverter o resultado.

Restavam oito minutos para o fim e Carlos tinha surfado quatro ondas, todas ruins. Dois minutos depois Mateus pegou uma direita pequena, acelerou e acertou outro alley-opp (6.23) para complicar de vez o caminho do costa-riquenho que perdeu pelo placar de 13.73 a 2.30 pontos.

Seis derrotas nas oitavas – O Brasil chegou forte no último dia do Pro France, com sete atletas classificados. Porém apenas um passou das oitavas de final, e foi no duelo brazuca entre Mateus e Lucas.

Além de Lucas e Samuel, que caiu para o virtual campeão da etapa, Alex Ribeiro, Jessé Mendes, Edgard Groggia, João Chianca e Samuel Pupo também se despediram do evento com a nona posição. Eles conquistaram 3.500 pontos e receberam US$ 2.750 de premiação.

Alex Ribeiro e Maxime Huscenot competiram na primeira bateria da fase, na vala das esquerdas. O brasileiro surfou de frontside e conseguiu boas curvas ao longo do duelo, porém o francês, de backside, foi mais vertical e agressivo nas manobras e levou a melhor. Alex saiu da França em 32º lugar no ranking.

A terceira bateria teve uma história parecida com a da primeira. Jessé Mendes e Lucca Mesinas competiram no banco das esquerdas, e o brasileiro de frontisde e o peruano de back.

Lucca foi vertical e conseguiu fazer um bom link de manobras. Foi assim que ele conquistou as notas 8.00 e 7.43 pontos. O brasileiro rasgava com pressão e tentava manobras inovadoras. Dessa maneira ele recebeu 6.33 e 6.07 dos juízes. Porém ele precisava de 9.10 para reverter o resultado e acabou eliminado. Jessé está na 40ª posição no Challenger Series.

A disputa de Jessé aconteceu ao mesmo tempo em que Kanoa Igarashi e Edgard Groggia competiam na vala das direitas. Ao contrário das baterias anteriores dos brasileiros, nesse duelo os dois surfistas eram de base regular.

Edgard até achou uma esquerda no início do confronto (5.67), mas o caminho para a vitória estava mesmo nas direitas. Kanoa conquistou suas maiores notas na primeira metade da disputa de meia hora. Ele surfou em alta velocidade e usou bem as bordas nas rasgadas. O japonês também fez uma junção expressiva, quando inverteu totalmente a direção da prancha de layback.

Com as notas 6.67 e 7.60 pontos ele deixou o brasileiro na necessidade de 7.45. Edgard chegou perto depois de destruir uma direita, também com boas rasgadas e batidas. Mas a nota 6.83 não mudou o resultado da bateria. Nos últimos segundos ele ainda partiu para o tudo ou nada, voou alto numa direita, mas caiu na aterrissagem e se despediu do Pro France. Edgar é o 33º melhor surfista do Challenger Series.

Melhor brasileiro no ranking – O quinto confronto teve João Chianca e Carlos Muñoz. Os dois começaram de forma parecida e nas direitas. O brasileiro conquistou 5.17 pontos e o costa-riquenho 5.73. João seguiu ativo. Ele surfou uma esquerda pequena e fez uma batida chutando a rabeta e mais duas pancadas. A nota foi 4.50.

Carlos foi para a liderança com 4.70 pontos, conquistados com duas manobras de backside numa esquerda. A partir daí o brasileiro passou a precisar de 5.27. Ele lutou muito, pegou várias ondas, mas o máximo que conseguiu foi 4.83 após executar duas manobras de backside.

João sai da França como chegou: sendo o melhor brasileiro no ranking. Porém ele melhorou ainda mais sua posição e agora ocupa o sexto lugar. Para melhorar sua pontuação no Havaí, ele precisa chegar nas quartas de final.

Brisa campeã – O troféu de campeã da categoria feminina foi para a Costa Rica. Brissa Hennessy venceu as norte-americanas Alyssa Spencer (quartas de final) e Sawyer Lindblad (semi) no caminho até a final, disputada contra a australiana India Robinson.

A costa-riquenha ficou ativa na final e controlou bem as situações. Ela abriu com 6.83 pontos, depois colocou mais 4.67 no somatório. India começou com 5.33 e passou a esperar por melhores ondas.

Brisa deu um gás perto do fim ao anotar 6.17 pontos. Depois ela fechou a bateria com 8.40, conquistados com duas manobras fortes de backside. A australiana tinha tentado encostar com 7.83, mas não teve chance de conseguir mais 7.41 para vencer e terminou como vice-campeã.

“Nossa, nem acredito que venci, mas estou muito feliz e muito obrigado pelo apoio de todo mundo lá da Costa Rica”, vibra Brisa. “Essa final foi uma loucura. A India (Robinson) é uma excelente competidora e eu acho que ela merece estar na elite ano que vem. As condições do mar mudaram muito durante a bateria e ainda bem que consegui aquela onda no final para vencer. Agora quero comemorar e curtir essa energia de todo mundo aqui”.

Com o resultado, Brisa ganhou mais 10.000 pontos, assumiu a liderança do ranking e se garantiu na elite de 2022 com uma etapa de antecedência. India conquistou 8.000 pontos com o segundo lugar e subiu 22 posições na lista das melhores. Ela agora ocupa a quarta posição no Challenger Series.

Pro France
Final

Campeão Connor O’Leary (AUS) 12.76 (10.000 pontos e US$ 20.000)

Vice-campeão Michel Bourez (FRA) 10.73 (8.000 pontos e US$ 10.000)

Semifinais
2º=3º lugar (6.500 pontos e US$ 5.000)

1 Connor O’Leary (AUS) 13.93 x 12.40 Kanoa Igarashi (JPN)

2 Michel Bourez (FRA) 15.17 x 6.77 Mateus Herdy (BRA)
Quartas de final
2º=5º lugar (5.000 pontos e US$ 3.500)

1 Connor O’Leary (AUS) 12.84 x 7.37 Maxime Huscenot (FRA)

2 Kanoa Igarashi (JPN) 14.70 x 13.84 Lucca Mesinas (PER)

3 Mateus Herdy (BRA) 13.73 x 2.30 Carlos Muñoz (CRI)

4 Michel Bourez (FRA) 9.77 x 9.60 Frederico Morais (PRT)

Oitavas de final Masculinas
2º=9º lugar (3.500 pontos e US$ 2.750)

1 Maxime Huscenot (FRA) 14.66 x 10.70 Alex Ribeiro (BRA)

2 Connor O’Leary (AUS) 12.50 x 10.90 Beyrick De Vries (HOL)

3 Lucca Mesinas (PER) 15.43 x 12.40 Jessé Mendes (BRA)

4 Kanoa Igarashi (JPN) 14.27 x 12.50 Edgard Groggia (BRA)

5 Carlos Munoz (CRI) 10.43 x 10.00 Joao Chianca (BRA)

6 Mateus Herdy (BRA) 14.90 x 6.50 Lucas Silveira (BRA)

7 Michel Bourez (FRA) 11.77 x 10.54 Samuel Pupo (BRA)

8 Frederico Morais (PRT) 14.90 x 9.70 Jordan Lawler (AUS)

Final Feminina

Campeã Brisa Hennessy (CRI) 15.23 (10.000 pontos e US$ 20.000)

Vice-campeã India Robinson (AUS) 13.16 (8.000 pontos e US$ 10.000)

Semifinais
2ª=3º lugar (6.500 pontos e US$ 5.000)

1 Brisa Hennessy (CRI) 14.50 x 13.73 Sawyer Lindblad (EUA)

2 India Robinson (AUS) 15.60 x 10.27 Caitlin Simmers (EUA)

Quartas de final
2ª=5º lugar (5.000 pontos e US$ 3.500)

1 Sawyer Lindblad (EUA) 15.17 x 7.20 Dimity Stoyle (AUS)

2 Brisa Hennessy (CRI) 13.33 x 8.83 Alyssa Spencer (EUA)

3 India Robinson (AUS) 10.50 x 10.07 Molly Picklum (AUS)

4 Caitlin Simmers (EUA) 11.93 X 11.04 Vahine Fierro (FRA)

Ranking do Challenger Series atualizado após o Pro France
Masculino

1 Kanoa Igarashi (JPN) 15.500 pontos
2 Ezekiel Lau (HAV) 14.250
3 Jake Marshall (EUA) 12.500
4 Imaikalani deVault (HAV) 12.000
5 Nat Young (EUA) 11.900
6 Connor O’Leary (AUS) 11.000
6 Lucca Mesinas (PER) 11.000
6 João Chianca (BRA) 11.000
9 Liam O’Brien (AUS) 10.750
9 Griffin Colapinto (EUA) 10.750
11 Carlos Muñoz (CRI) 10.650
12 Callum Robson (AUS) 10.500
13 Jackson Baker (AUS) 10.400
14 Leonardo Fioravanti (ITA) 10.000
15 Jordan Lawler (AUS) 9.500
15 Samuel Pupo (BRA) 9.500
17 Mateus Herdy (BRA) 9.250
17 Lucas Silveira (BRA) 9.250
19 Michel Bourez (FRA) 9.000
20 Shun Murakami (JPN) 8.900

Outros brasileiros até a 50ª posição
28 Thiago Camarão (BRA) 7.650
29 Alejo Muniz (BRA) 7.500
32 Alex Ribeiro (BRA) 7.375
33 Edgard Groggia (BRA) 7.250
40 Jesse Mendes (BRA) 5.900
42 Wiggolly Dantas 5.800
44 Ian Gouveia (BRA) 5.650
48 Yago Dora (BRA) 5.250
50 Weslley Dantas (BRA) 5.050
Feminino

1 Brisa Hennessy (CRI) 21.500
2 Gabriela Bryan (HAV) 21.000
3 Caitlin Simmers (EUA) 17.200
4 India Robinson (AUS) 13.300
5 Sawyer Lindblad (EUA) 12.500
5 Vahine Fierro (FRA) 12.500
7 Luana Silva (HAV) 12.200
8 Molly Picklum (AUS) 12.000
8 Coco Ho (HAV) 12.000
8 Alyssa Spencer (EUA) 12.000

Brasileiras até a 50ª posição
33 Silvana Lima 6.350
35 Summer Macedo 6.050

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    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.