Circuito Banco do Brasil

Italo e Wesley comandam show

Italo Ferreira compete pela primeira vez no RN e avança de fase na última etapa do Circuito Banco do Brasil na Praia de Miami, Natal. Wesley Leite faz maior nota e maior somatório do primeiro dia.

O campeão mundial e olímpico, Italo Ferreira, atraiu um grande público para assistir a sua estreia na inédita etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe no Rio Grande do Norte. Ele competiu na última bateria da quinta-feira (31) e até os medalhistas olímpicos, Isaquias Queiroz e Rayssa Leal, estavam na Praia de Miami para prestigiar o seu companheiro da equipe de atletas patrocinados pelo Banco do Brasil. No primeiro dia, foram realizadas 12 baterias e o paulista Wesley Leite fez os recordes do dia, enquanto o paraibano José Francisco assumiu a liderança no ranking do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024, que está sendo encerrado em Natal.

Mas, todas as atenções estavam voltadas para a participação do Italo Ferreira, que não competia no seu estado desde que entrou na elite do Championship Tour (CT) em 2015. Esta é a primeira vez que um evento da QS acontece no estado do Rio Grande do Norte e a Praia de Miami ficou cheia já no primeiro dia. A bateria do Italo foi a última da quinta-feira e outro potiguar, Emanoel Tobias, largou na frente com apoio da sua torcida. Isso até o campeão mundial achar uma onda para completar um aéreo que valeu 7,23 e garantiu a vitória. Emanoel Tobias passou em segundo e os dois eliminaram o também potiguar Gabriell Teixeira e o cearense Jeová Rodrigues.

“Eu fico com raiva quando eu não surfo, porque sei o que eu posso fazer quando eu pego a onda. Demorei um pouco pra pegar a primeira e a galera tava num ritmo bom, mas eu sou muito competitivo e foi uma bateria divertida”, fala Italo Ferreira, que ainda não tem vitória em etapas do QS no seu currículo. “Eu pulei essa fase do QS. Só fiz a metade do ano (em 2014), me classifiquei pro CT e esse foi meu foco. Mas agora estou aqui, voltando no tempo pra tentar fazer uma boa performance. É uma vitória que eu não tenho e gostaria de fazer um check ali”.

Italo também falou sobre estar competindo em Natal novamente: “Eu volto 18 anos atrás, lembro que ficava na casa da galera aqui, pegava carona e hoje venho no meu carro, tenho meus patrocinadores, fico em hotéis incríveis com toda uma estrutura, equipe, então tudo isso é pra ver como Deus é maravilhoso. Vim refletindo sobre isso, de como mudou minha vida desde o título mundial e das Olimpíadas. O que mais me motiva, é ser uma inspiração pra galera, as pessoas me verem como um espelho de um trabalho duro, na persistência, com talento, seguindo o caminho, seu propósito, que você consegue chegar lá. Foi o que aconteceu comigo e fico feliz de poder estar vivendo esse momento agora”.

O primeiro medalha de ouro da história do surfe nas Olimpíadas, também falou sobre fazer parte da equipe de atletas patrocinados pelo Banco do Brasil: “Para mim, é incrível fazer parte desse squad do Banco do Brasil, que vem apostando no nosso esporte e impulsionando nossos atletas. Eu vejo como está legal este Circuito Banco do Brasil, da galera poder competir em casa, uma estrutura muito boa e a gente se sente bem na competição. Hoje meu amigo, Lennon (rapper), passou o dia aqui se divertindo com a galera na praia, então é isso que a gente quer, aproveitar os momentos, interagir com as pessoas, é bom demais”.

Primeira vez – Quem também aproveitou bastante o momento, foi o natalense Emanoel Tobias, um dos surfistas que estão tendo a chance de competir pela primeira vez em uma etapa do WSL Qualifying Series (QS). Ele tem uma escolinha de surfe na praia de Ponta Negra, um celeiro de grandes talentos do surfe potiguar. Muitos dos seus alunos estavam na Praia de Miami torcendo por ele, que começou bem e liderou boa parte da bateria, mas Italo Ferreira conseguiu confirmar o favoritismo no final.

“Só Deus sabe quando eu vou ter outra oportunidade de competir com o Italo, então tinha que aproveitar. Ainda mais com a torcida gigante, meus alunos todos na praia, foi bom demais”, disse Emanoel Tobias. “Consegui pegar boas ondas, me encaixei, fiz meu jogo e trocamos ideia dentro d´água. Desde quando saiu a relação das baterias, vi que era a oportunidade da vida de mostrar o meu surfe pro mundo. Se ganhasse então, meu Deus do céu, mas é quase impossível né. Estou grato demais por essa oportunidade gigante e quero parabenizar ao Banco do Brasil, agradecer por nos presentear com um evento desse”.

Primeira vitória – Um dos objetivos do Circuito Banco do Brasil de Surfe, é descobrir novos talentos no surfe brasileiro, oferecendo a chance para que participem de etapas da World Surf League. Muitos potiguares e até surfistas de outros estados do Nordeste, estão aproveitando esta oportunidade em Natal. Apesar da maioria potiguar, o único representante do estado do Piauí, Patrick Alves, ganhou a primeira bateria da história do QS no Rio Grande do Norte.

“Eu sou o único atleta do estado do Piauí presente nesse evento, é o meu primeiro QS e estou feliz pela grande oportunidade de estar aqui com os melhores surfistas do Brasil”, disse Patrick Alves. “Esse Circuito Banco do Brasil é irado e é uma grande satisfação ter vencido essa primeira bateria do campeonato. É uma oportunidade legal, porque é no Nordeste, fica próximo do meu estado, então é um incentivo a mais pros atletas. A WSL e o Banco do Brasil, estão de parabéns e que tenham mais eventos destes pelo Nordeste, para termos mais oportunidades de competir nesses campeonatos”.

Novo líder – Patrick Alves depois foi eliminado na primeira bateria da segunda fase, quando o paraibano José Francisco, o Fininho que há muitos anos mora em Florianópolis (SC), assumiu a liderança no ranking do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024, que está sendo encerrado agora em Natal. O argentino Nacho Gundesen estava na frente, mas não veio competir na Praia de Miami. Fininho se classificou em segundo lugar, no confronto vencido pelo potiguar Jonathan Freitas.

“Bateria é assim, a gente depende da Natureza, então estou feliz porque eu passei, para ter a oportunidade de fazer melhor na próxima”, diz José Francisco. “Pra mim, é uma novidade assumir a liderança no ranking do Circuito Banco do Brasil, então vou curtir esse momento e agradecer a Deus. É importante ter duas etapas aqui no Nordeste (a outra foi em Alagoas), onde tem muitos surfistas bons, ondas boas, então é fundamental esse investimento. Fico feliz por isso e estou curtindo tudo aqui. Está sendo muito legal”.

José Francisco assumiu a primeira posição no ranking, mas a batalha pelo título de campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024 prossegue em Natal. Também estão na briga, o carioca Vitor Ferreira e o paulista Wesley Leite, que passaram suas primeiras baterias na quinta-feira e mais três surfistas que vão estrear na segunda metade da segunda fase, que ficou para abrir a sexta-feira na Praia de Miami, o potiguar Mateus Sena, o catarinense Lucas Vicente e o cearense Cauã Costa.

Melhor do dia – Um dos concorrentes, Wesley Leite, fez os recordes do primeiro dia, nota 8.00 e 14.17 pontos. A sua bateria foi a melhor da quinta-feira, com o potiguar Deyvson Santos também fazendo uma grande apresentação. A sua melhor onda valeu nota 7.33 e ele perdeu por pouco, com o segundo maior placar do dia nas duas notas computadas, 14.00 pontos. A abertura desta etapa inédita do Circuito Banco do Brasil de Surfe em Natal, foi um verdadeiro show de aéreos na bela Praia de Miami, com as esquerdas formando rampas perfeitas para voar.

Se o campeão mundial olímpico, Italo Ferreira, fechou o primeiro dia, o segundo será aberto com a outra grande estrela do surfe potiguar no momento, Jadson André, que ficou 11 temporadas na elite dos melhores surfistas do mundo. Jadson vai estrear contra Djackson Paulino, Igor Ferreira e Sidney Silva. O único natalense que briga pelo título de campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe, Mateus Sena, compete na quarta bateria do dia, com o paranaense Lucas Catapam e mais dois potiguares, Lucas Pires e Francisco Albuquerque. Os dois melhores avançam para a terceira fase.

Festival Tamo Junto BB – A última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024 faz parte da programação do Tamo Junto BB, um Festival de Esportes e Música que vai agitar a capital do Rio Grande do Norte. O campeonato de surfe inédito da World Surf League em Natal, será na Praia de Miami e as outras modalidades olímpicas patrocinadas pelo Banco do Brasil, Vôlei de Praia, Skate e Corrida de Rua, vão rolar na Arena das Dunas, onde também acontecerão os shows de Oriente, Vanessa da Mata e Nando Reis na sexta-feira e no sábado tem Attooxaa, Lexa e Jão. Todos os shows e competições na Arena das Dunas terão entradas gratuitas, mas é necessário se cadastrar antes. Mais informações no site tamojuntobb.com.br.

Fã e Apoiador do Surfe Brasileiro é o slogan do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024, que iniciou em Torres (RS) e passou por Saquarema (RJ), Marechal Deodoro (AL), São Sebastião (SP) e está sendo encerrado nesta semana na Praia de Miami, com total apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Prefeitura Municipal de Natal e da Federação de Surf do Rio Grande do Norte. Todas as cinco etapas são transmitidas ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

Resultados da quinta-feira
Primeira fase Masculino – 3.o=65.o lugar (53 pontos) e 4.o=69.o lugar (52)
1.a: 1 Patrick Alves (BRA), 2 Sidney Silva (BRA), 3 Vando Souza (BRA), 4-Rafael Melo (BRA)
2.a: 1 Italo Gomes (BRA), 2 Luiz André Souza (BRA), 3 Jhosefy Lima e Silva (BRA), 4 Vinicius Trindade (BRA)
3.a: 1 João Victor Santos (BRA), 2 Caio Lima (BRA), 3-Alef Kleberson (BRA), 4 Daniel Domingos (BRA)
4.a: 1 Isaias Souza (BRA), 2 Lucas Silva (BRA), 3 José Carlos Rodrigues (BRA), 4 Johnny Ferreira (BRA)

Segunda fase Masculino – entrada dos 56 cabeças de chave – 3.o=33.o lugar (66 pontos) e 4.o=49.o lugar (60)
1.a: 1 Jonathan Freitas (BRA), 2 José Francisco (BRA), 3 Patrick Alves (BRA), 4 Arthur Chaves (BRA)
2.a: 1 Yuri Barros (BRA), 2 Carlos Cabral (BRA), w.o-Gabriel André (BRA), w.o-Joakim Alm (SUE)
3.a: 1 Igor Moraes (BRA), 2 Arthur Alves (BRA), 3 José Junior (BRA), 4 Italo Gomes (BRA)
4.a: 1 Daniel Adisaka (BRA), 2 Weslley Dantas (BRA), 3 Cleodom Souza (BRA), 4 Paulo Vilar (BRA)
5.a: 1 Wesley Leite (BRA), 2 Deyvson Santos (BRA), 3 João Victor Santos (BRA), 4 Kellysson Gois (BRA)
6.a: 1 Paulo Henrique (BRA), 2 Vitor Ferreira (BRA), 3 Lucas Felipe (BRA), 4 Kayan Medeiros (BRA)
7.a: 1 Adauto Sena (BRA), 2 Takeshi Oyama (BRA), 3 Isaias Souza (BRA), 4 Douglas Nunes (BRA)
8.a: 1 Italo Ferreira (BRA), 2 Emanoel Tobias (BRA), 3 Gabriell Teixeira (BRA), 4 Jeová Rodrigues (BRA)

Próximas baterias
Segunda fase Masculino – 3.o=33.o lugar (66 pontos) e 4.o=49.o lugar (60):
9 Jadson André (BRA), Djackson Paulino (BRA), Igor Ferreira (BRA), Sidney Silva (BRA)
10 Samuel Joca (BRA), Lysandro Leandro (BRA), Jonatha Santos (BRA), Rafael Barbosa (BRA)
11 Cauã Costa (BRA), Leo Alves (BRA), Kauã Hanson (BRA), Luiz André Souza (BRA)
12 Mateus Sena (BRA), Lucas Catapam (BRA), Lucas Pires (BRA), Francisco Albuquerque (BRA)
13 Kaue Germano (BRA), Adailton Souza (BRA), Junior Rocha (BRA), Caio Lima (BRA)
14 Ryan Kainalo (BRA), Gustavo Henrique (BRA), Luiz Felipe Bezerra (BRA), Davi Lima (BRA)
15 Eric Bahia (BRA), Madson Costa (BRA), Itim Silva (BRA), Lucas Silva (BRA)
16 Lucas Vicente (BRA), Bruno Grilo (BRA), Israel Junior (BRA), Breno Eduardo (BRA)

Terceira fase Masculino – 3.o=17.o lugar (200 pontos) e 4.o=25.o lugar (150)
1 Weslley Dantas (BRA), Yuri Barros (BRA), Jonathan Freitas (BRA), Arthur Alves (BRA)
2 José Francisco (BRA), Igor Moraes (BRA), Daniel Adisaka (BRA), Carlos Cabral (BRA)
3 Wesley Leite (BRA), Takeshi Oyama (BRA), Paulo Henrique (BRA), Emanoel Tobias (BRA)
4 Italo Ferreira (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Deyvson Santos (BRA), Adauto Sena (BRA)

Primeira fase Feminino – 1.a e 2.a avançam para as quartas de final -3.a=9.o lugar (350 pontos) e 4.a=13.o lugar (295)
1 Laura Raupp (BRA), Mariana Areno (BRA), Monik Santos (BRA)
2 Vera Jarisz (ARG), Juliana dos Santos (BRA), Maya Carpinelli (BRA), Isadora Lima (BRA)
3 Sol Carrion (BRA), Silvana Lima (BRA), Nicole Santos (BRA), Alessandra Almeida (BRA)
4 Arena Rodriguez Vargas (PER), Sol Aguirre (PER), Kayane Reis (BRA)

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    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.