Pro Sunset Beach

Molly é campeã no Havaí

Australiana vence final contra Caroline Marks e é campeã do Pro Sunset Beaach, no Havaí.

Deu Austrália na categoria feminina do Pro Sunset Beach. Molly Picklum superou a norte-americana Caroline Marks na final do Pro Sunset Beach com virada no último quarto do confronto. A bateria foi realizada neste domingo (19) de mar liso e ondas de 1 a 1,5 metro com séries maiores no pico da ilha de Oahu, no Havaí.

Clique aqui para ver a reportagem completa da categoria masculina
Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

Molly ficou ativa na primeira metade do confronto, e abriu vantagem com duas notas 4,33 pontos, conquistadas com uma manobra expressiva em cada uma das atuações. Caroline chegou na metade do duelo de 40 minutos precisando da nota 8,36. Ela entrou em ação, fez uma batida vertical, depois entrou no inside e encaixou mais duas pancadas. A performance valeu 7,50 e ela passou a necessitar de 1,16.

A norte-americana tentou a virada aos 24 minutos, mas caiu na volta de uma batida. Depois, aos 28, fez nova tentativa. Ela entrou na onda, sem a prioridade, e teve que ir até o inside, onde teve espaço para uma batida. A nota 2,40 levou a surfista para a liderança. Molly passou a necessitar de 5,58 para ser a campeã, e marcou 5,50 logo depois. Ela voltou pro pico ainda em segundo lugar, e ficou com a segunda prioridade.

Caroline usou a prioridade aos 32 minutos, mas não fez boa apresentação. Molly surfou a onda seguinte da mesma série. A australiana fez uma rasgada e bateu reto na sequência, mas caiu na base, na volta da manobra. A performance valeu 5,40 pontos e a primeira posição na disputa. Caroline passou a precisar de 3,40 para vencer a etapa. O tempo passou e ela não conseguiu melhorar seu somatório, terminando a etapa em segundo lugar. Molly venceu pelo placar de 10,90 a 9,92 e conquistou sua primeira vitória no circuito da elite.

“É apenas uma cor de camisa, mas estou feliz por estar no topo, porque é onde quero estar, onde acredito que posso estar”, disse Molly Picklum, nova líder do ranking ao lado de Carissa Moore. “Estou muito feliz por vencer este evento, que é tão desafiador. Acho que é nunca perder a confiança e realmente acreditar em si mesma o tempo todo. O nível do surfe feminino é insano. Você pode estar no Challenger Series um ano e já vencer um evento do CT no outro. Então, estou muito orgulhosa de mim mesma e, momentos como esse, fazem tudo valer a pena”.


Caminho até a final – Molly teve que venceu duas baterias neste domingo para chegar na decisão. Ela briu as quartas de final contra a costa-riquenha Brisa Hennessy, atual campeã da etapa. A bateria foi fraca de ondas, e as duas chegaram quase no fim com uma nota baixa. Naquele momento entrou uma série e Brisa tinha a prioridade, mas ela não conseguiu entrar e a direita sobrou para Molly. A costa-riquenha então surfou a onda seguinte, que acabou oferecendo partes mais críticas.

Molly, que já estava na frente, marcou 3,00 pontos e deixou Brisa na necessidade de 4,84 para avançar. A costa-riquenha marcou 4,57 e acabou eliminada.

Molly x Tyler – A primeira semifinal feminina teve poucas ondas surfadas. Molly pegou duas logo no início e marcou 5,67 e 1,50 pontos. Naquele momento Tyler ficou na necessidade de 7,17. Molly voltou a atuar perto da metade do confronto, e ampliou a diferença com 4,00. Tyler pegou sua primeira direita na bateria logo depois. Ela necessitava de 9,24, e escolheu mal a onda, marcando apenas 0,43.

Tyler surfou novamente no início do último terço do duelo, mas a nota 0,77 não melhorou sua complicada situação. Molly usou a prioridade quando restavam três minutos. Ela fez um tubo rápido, rasgou e bateu para ampliar a diferença com 5,17 pontos. Tyler ainda tentou sair da combinação (12,34), mas caiu na tentativa de uma manobra e se despediu da etapa.


Pro Sunset Beach 2023
Final Feminina

Molly Picklum (AUS) 10,90 x 9,90 Caroline Marks (EUA)

Semifinais

1 Molly Picklum (AUS) 12,34 x 1,74 Tyler Wright (AUS)

2 Caroline Marks (EUA) 13,10 x 8,83 Gabriela Bryan (HAV)

Quartas de final

1 Molly Picklum (AUS) 8,67 x 8,40 Brisa Hennessy (CRI)

2 Tyler Wright (AUS) 12,17 x 11,17 Stephanie Gilmore (AUS)

3 Gabriela Bryan (HAV) 15,00 x 7,73 Carissa Moore (HAV)

4 Caroline Marks (EUA) 12,50 x 12,23 Caitlin Simmers (EUA)

Final Masculina
Filipe Toledo (BRA) 17,74 x 16,10 Griffin Colapinto (EUA)

Semifinais

1 Griffin Colapinto (EUA) 17,80 x 16,33 Jack Robinson (AUS)

Filipe Toledo (BRA) 16,33 x 15,54 João Chianca (BRA)
Quartas de final

1 Jack Robinson (AUS) 14,76 x 9,33 Nat Yong (EUA)

2 Griffin Colapinto (EUA) 13,50 x 9,16 Ethan Ewing (AUS)

3 Filipe Toledo (BRA) 17,07 x 12,44 Caio Ibelli (BRA)

4 João Chianca (BRA) 15,23 x 13,00 Matthew McGillivray (AFR)

Rankings do WSL Championship Tour 2023 após 2 etapas
Top-10 da categoria feminina

1ª Carissa Moore (HAV) – 14.745 pontos

1ª Molly Picklum (AUS) – 14.745

3ª Tyler Wright (AUS) – 13.885

4ª Gabriela Bryan (HAV) – 10.830

5ª Caroline Marks (EUA) – 10.410

6ª Brisa Hennessy (CRC) – 9.490

7ª Lakey Peterson (EUA) – 8.695

7ª Bettylou Sakura Johnson (HAV) – 8.695

9ª Tatiana Weston-Webb (BRA) – 7.355

9ª Caitlin Simmers (EUA) – 7.355

Top-10 da categoria masculina

1º Jack Robinson (AUS) – 16.085 pontos

2º Filipe Toledo (BRA) – 14.745
3º João Chianca (BRA) – 12.170

4º Leonardo Fioravanti (ITA) – 11.120

5º Caio Ibelli (BRA) – 10.830

6º Griffin Colapinto (EUA) – 9.130

7º John John Florence (HAV) – 8.065

8º Miguel Pupo (BRA) – 6.640
8º Gabriel Medina (BRA) – 6.640

8º Seth Moniz (HAV) – 6.640

Outros brasileiros
16: Italo Ferreira (RN) – 4.650 pontos
16: Yago Dora (SC) – 4.650
24: Samuel Pupo (SP) – 2.660
24: Michael Rodrigues (CE) – 2.660
34: Jadson André (RN) – 530

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.