MEO Vissla Pro Ericeira

Mais três brasileiros avançam

Alejo Muniz, Summer Macedo e Silvana Lima passam de fase no MEO Vissla Pro Ericeira. Michael Rodrigues e Jesse Mendes são eliminados da etapa portuguesa.
Pro Ericeira, Ribeira D'Ilhas, Portugal

O Brasil chegou na terceira fase masculina do Pro Ericeira com oito surfistas, e na feminina com duas. Nesta quarta-feira (6) foram realizadas as duas últimas baterias do Round 2 masculino, e todas as oito da segunda fase feminina. Alejo Muniz, Summer Macedo e Silvana Lima seguem vivos na etapa portuguesa.

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As disputas foram realizadas em ondas de meio a um metro, com séries maiores, no pico de Ribeira D’Ilhas. O quarto dia de ação começou com os homens. Os dois confrontos tiveram participações de brasileiros. A primeira metade da 11ª disputa da fase não teve grandes destaques, e os quatro surfistas estavam muito próximos uns dos outros no placar. Mas nos 15 minutos finais, dois atletas conseguiram notas mais altas e avançaram.

O surfista de Barbados Josh Burke, que já era líder, aumentou a diferença para seus adversários com 7.27 pontos conquistados numa onda pequena, mas que teve aéreo reverse de baixa altura, além de uma batida e três rasgadas. Michael Rodrigues estava em terceiro e fez boas curvas para assumir a segunda posição com 6.13.

Josh disparou na liderança logo em seguida com 8.73 pontos, após atacar uma direita com força e velocidade. O australiano Callum Robson surfou logo depois e com batidas, rasgadas fortes e cutbacks na pressão conquistou 7.33 para colocar o brasileiro no terceiro lugar.

Michael foi em busca dos 6.21 pontos que precisava. A onda não tinha muito tamanho, mas levantou uma parede e ele bateu, depois decolou com reverse, rasgou duas vezes e partiu para outro voo, porém errou. Essa falha tirou o brasileiro da terceira fase, pois ele chegou muito perto da virada com 5.97.

Josh venceu e Callum (2º) também avançou na competição. Já Michael (3º) e o australiano Sheldon Simkus (4º) se despediram do Pro Ericeira.

A disputa seguinte, a 12ª e última do Round 2, teve Imaikalani deVault se distanciando no placar. O havaiano abriu o duelo com 8.50 pontos, após surfar com velocidade, passar uma seção com uma leve batida e depois acertar o lip com força. Ele seguiu na onda, rasgou na parte mais lenta, e entrou no inside no gás para acertar mais uma potente batida.

Quase no último terço da bateria, Alejo Muniz tratou de se firmar na briga com 7.50 pontos. O brasileiro surfou uma onda pequena com agilidade e pressão. Jesse Mendes tentou dar o troco e anotou 4.90, depois de atuar numa onda de meio metro com uma sequência de batidas e rasgadas.

Michael Dunphy, que não estava bem no duelo, ganhou uma sobrevida com várias manobras que valeram 7.13 pontos. O norte-americano assumiu a terceira posição e passou a ameaçar o segundo posto de Alejo. Porém o brasileiro atuou rápido, e novamente com velocidade e força. A nota 6.50 deixou Alejo mais distante de Michael, que passou a necessitar de 6.88 para avançar.

Jesse tentou sair da última posição com 6.50 pontos, mas não conseguiu e foi eliminado na necessidade de mais 7.50. Imaikalani voltou a marcar uma nota no critério excelente (8.00) e disparou na frente, enquanto Alejo se segurou no segundo lugar e também se garantiu na terceira fase do Pro Ericeira. Michael se despediu da competição em terceiro lugar.

Dobradinha brasileira – As meninas entraram na água logo após as duas disputas masculinas. As brasileiras Summer Macedo e Silvana Lima competiram juntas na segunda bateria do Round 2 feminino e avançaram juntas.

As adversárias Molly Picklum, da Austrália, e Leilani McGonagle, da Costa Rica, começaram melhores, mas as brazucas aceleraram e ficaram com as primeiras posições.

Summer estava na frente após dez minutos de bateria, mas sem muita distância no placar para suas oponentes. Logo a brasileira pegou uma onda e rasgou algumas vezes até bater no inside para anotar 7.00 pontos e conseguir uma folga no placar.

Silvana estava em último e pegou uma onda boa, mas errou uma forte batida na primeira seção da direita. Leilani e Molly tinham notas na casa dos seis pontos e lutavam pelas primeiras posições. A australiana usou a prioridade, bloqueou a brasileira, fez algumas manobras e assumiu a liderança com 6.67 pontos.

Ainda em último, Silvana tentou voltar para o jogo com 5.23 pontos, mas ainda precisava de 6.01 para avançar na etapa. Restavam 12 minutos para o fim. Leilani surfou e jogou Summer para terceiro. As brasileiras tiveram oito minutos para mudar a história da bateria.

Summer logo usou a prioridade, fez duas curvas e uma batida forte na junção. A nota 7.57 levou a brasileira para a liderança. O tempo passava e as posições não eram alteradas, até que Silvana pegou uma direita quando restavam dois minutos para o fim.

A brasileira precisava de 7.57 para avançar. Silvana rasgou duas vezes e bateu forte na junção. Ela conquistou 8.50 pontos e foi para a segunda posição. Final de bateria, e as brasileiras avançaram juntas. Molly (3ª) e Leilani (4ª) foram eliminadas.

“O meu objetivo na bateria era surfar bem solta. Eu sabia que, se conseguisse mostrar meu surfe, eu ia receber boas notas. Todas as meninas surfam muito bem, então eu precisava quebrar tudo”, diz Summer Macedo, que é namorada do brasileiro João Chianca. “Eu estou com uma equipe de apoio excelente aqui, o João, o meu técnico Pedro e o Imaikalani Devault, que mandou bem na bateria dele hoje de manhã. O Imai me ajudou no posicionamento no mar e como achar as ondas com mais parede, que é muito importante aqui. O João me ajuda bastante também. Eu nunca tive tanto apoio nos eventos e isso me deixa muito feliz”.

Perto da nota 10 – A melhor surfista da quarta-feira foi Alyssa Spencer. A norte-americana chegou perto da nota máxima com 9.33 pontos, conquistados com um forte e vertical ataque de backside.

A nota foi conquistada quando restava um minuto e meio para o fim, e ela estava em segundo lugar. Os 9.33 pontos, somados com 7.50 deram a Alyssa o maior somatório do dia: 16.83.


Vagas para o CT 2022 – O WSL Challenger Series vai completar a elite que disputará os títulos mundiais no World Surf League Championship Tour 2022, classificando 12 surfistas para a categoria masculina e seis para a feminina. Serão quatro etapas e os rankings irão computar três resultados, com um deles podendo ser a maior pontuação obtida nas etapas do WSL Qualifying Series 2020 disputadas até o mês de março, antes do Circuito Mundial ser cancelado por causa da pandemia do Covid-19.

O US Open of Surfing abriu a batalha pelas vagas para o CT semana passada na Califórnia. Agora, tem o Pro Ericeira, que vai até domingo em Ribeira D´Ilhas, Portugal, depois o Pro France de 16 a 24 também de outubro em Hossegor, França, com o Haleiwa Challenger fechando o WSL Challenger Series 2021 de 26 de novembro a 7 de dezembro em Haleiwa Beach, no Havaí.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Pro Ericeira acontece nesta quinta-feira (6), às 4h (de Brasília).

Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Pro Ericeira
Round 2 Masculino
3º=25º lugar ($ 1.500 e 750 pts) e 4º=37º ($1.000 e 650 pts)

Bateria realizadas nesta quarta-feira (6)

11 Josh Burke (BRB) 16.00, Callum Robson (AUS) 12.33, Michael Rodrigues (BRA) 12.10, Sheldon Simkus (AUS) 9.37

12 Imaikalani deVault (HAV) 16.50, Alejo Muniz (BRA) 14.00, Michael Dunphy (EUA) 12.46, Jesse Mendes (BRA) 11.40
Bateria realizadas na terça-feira (5)

1 Deivid Silva (BRA) 11.93, Jake Marshall (EUA) 10.67, Marcos Correa (BRA) 7.43, Connor O’Leary (AUS) 7.34

2 João Chianca (BRA) 13.37, Ezekiel Lau (HAV) 12.33, Sebastian Zietz (HAV) 12.14, Marco Giorgi (URU) 11.00

3 Lucca Mesinas (PER) 11.33, Jordan Lawler (AUS) 10.80, Slade Pretwich (AFR) 9.57, Jorgann Couzinet (FRA) 7.40

4 Jacob Willcox (AUS) 13.33, Carlos Muñoz (CRI) 11.03, Joan Duru (FRA) 10.63, Matthew McGillivray (AFR) 9.50

5 Nat Young (EUA) 13.27, Thiago Camarão (BRA) 11.67, Charly Martin (FRA) 11.40, Italo Ferreira (BRA) 10.77

6 Mateus Herdy (BRA) 13.93, Hiroto Ohhara (JPN) 13.47, Gatien Delahaye (FRA) 9.83, Cam Richards (EUA) 9.20

7 Cole Houshmand (EUA) 14.63, Ian Gouveia (BRA) 13.87, Kanoa Igarashi (JPN) 9.97, Eli Hanneman (HAV) 6.47

8 Samuel Pupo (BRA) 14.90, Dylan Moffat (AUS) 12.10, Liam O’Brien (AUS) 11.60, Patrick Gudauskas (EUA) 8.60

9 Jackson Baker (AUS) 15.80, Kauli Vaast (FRA) 13.93, Vasco Ribeiro (PRT) 13.27, Ramzi Boukhiam (MAR) 9.37

10 Cooper Chapman (AUS) 15.50, Caio Ibelli (BRA) 14.33, Crosby Colapinto (EUA) 14.17, Wade Carmichael (AUS) 8.13

Round 3
3º=17º lugar ($ 2.000 e 2.000 pts)

1 Deivid Silva (BRA), Ezekiel Lau (HAV), Jordan Lawler (AUS)

2 João Chianca (BRA), Jake Marshall (EUA), Lucca Mesinas (PER)

3 Jacob Willcox (AUS), Hiroto Ohhara (JPN), Nat Young (EUA)

4 Mateus Herdy (BRA), Carlos Muñoz (CRI), Thiago Camarão (BRA)

5 Cole Houshmand (EUA), Dylan Moffat (AUS), Kauli Vaast (FRA)

6 Samuel Pupo (BRA), Ian Gouveia (BRA), Jackson Baker (AUS)

7 Cooper Chapman (AUS), Alejo Muniz (BRA), Josh Burke (BRB)

8 Imaikalani deVault (HAV), Caio Ibelli (BRA), Callum Robson (AUS)

Round 2 Feminino
3ª=17º lugar (US$ 2.000 e 2.000 pts) e 4.o=25º lugar (US$ 1.500 e 1.800 pts)

1 Keely Andrew (AUS) 13.56, Pauline Ado (FRA) 13.53, Sophie McCulloch (AUS) 11.10, Juliette Lacome (FRA) 5.80

2 Summer Macedo (BRA) 14.57, Silvana Lima (BRA) 13.73, Molly Picklum (AUS) 12.80, Leilani McGonagle (CRI) 11.67

3 Alyssa Spencer (EUA) 16.83, Gabriela Bryan (HAV) 15.87, Zoe McDougall (HAV) 14.60, Garazi Sanchez-Ortun (ESP) 11.74

4 Yolanda Hopkins (PRT) 15.86, Shino Matsuda (JPN) 13.80, Minami Nonaka (JPN) 13.26, Freya Prumm (AUS) 9.07

5 Brisa Hennessy (CRI) 16.70, Ariane Ochoa (ESP) 15.63, Carolina Mendes (PRT) 13.00, Hinako Kurokawa (JPN) 12.23

6 India Robinson (AUS) 15.27, Keala Tomoda-Bannert (HAV) 12.90, Vahine Fierro (FRA) 12.33, Samantha Sibley (EUA) 8.33

7 Macy Callaghan (AUS) 13.17, Teresa Bonvalot (PRT) 10.80, Chelsea Tuach (BRB) 9.20, Mahina Maeda (JPN) 7.83

8 Luana Silva (HAV) 16.80, Bettylou Sakura Johnson (HAV) 15.83, Sara Wakita (JPN) 12.67, Sol Aguirre (PERU) 12.00

Round 3
2ª=17º lugar (US$ 2.750 e 3.500 pts)

1 Keely Andre (AUS) x Silvana Lima (BRA)

2 Summer Macedo (BRA) x Pauline Ado (FRA)

3 Alyssa Spencer (EUA) x Shino Matsuda (JPN)

4 Yolanda Hopkins (PRT) x Gabriela Bryan (HAV)

5 Brisa Hennessy (CRI) x Keala Tomoda-Bannert (HAV)

6 India Robinson (AUS) x Ariane Ochoa (ESP)

7 Macy Callaghan (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

8 Luana Silva (HAV) x Teresa Bonvalot (PRT)

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    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.