MEO Vissla Pro Ericeira

Brasil segue forte em Portugal

Segundo dia do MEO Vissla Pro Ericeira tem mais seis brasileiros classificados para a segunda fase do evento português.
Pro Ericeira, Ribeira D'Ilhas, Portugal

O Pro Ericeira realizou mais quinze baterias nas boas ondas de 3-4 pés da segunda-feira (4) em Ribeira D´Ilhas, na Reserva Mundial de Surf de Ericeira, em Portugal. Onze surfistas do Brasil competiram e Caio Ibelli e Silvana Lima estrearam batendo recordes do WSL Challenger Series 2021.

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Alejo Muniz, Michael Rodrigues, Jessé Mendes também avançaram e mantiveram maioria brasileira, com 12 classificados entre os 48 que seguem na briga do título. Entre as mulheres, Summer Macedo e Silvana passaram para a segunda fase, que continua as 8h da terça-feira (5) em Ericeira, 4h da madrugada no Brasil.

O segundo dia do Pro Ericeira começou pelas seis baterias restantes da primeira fase masculina e prosseguiu com mais nove dos dezesseis confrontos da rodada inicial feminina. Weslley Dantas ficou em último na bateria que abriu a segunda-feira, mas na segunda Caio Ibelli brilhou nas direitas de Ribeira D´Ilhas. Ele destruiu uma onda com dois ataques muito fortes no crítico e finalizou com um layback animal na junção, ganhando nota 8,50 dos juízes. Luel Felipe também surfou bem uma onda que valeu 7,07.

Os dois iam fazendo uma dobradinha brasileira, até o australiano Jackson Baker conseguir 6,70 na sua última onda, para superar o pernambucano por uma pequena diferença de 12,87 a 12,27 pontos. Luel foi eliminado junto com o sul-africano Shane Sykes. Já Caio Ibelli, ainda achou outra onda boa para mandar o seu layback na junção e somar 6,90 na vitória por 15,40 pontos. A nota 8,50 e esse placar, são as maiores marcas do Brasil nas duas etapas do WSL Challenger Series 2021.

“Estou muito feliz por estar aqui em Portugal, em Ericeira. Tem altas ondas hoje (segunda-feira), as condições estão perfeitas e estou muito feliz em conseguir um 8,50 e um 6,90 para vencer”, disse Caio Ibelli, que tenta se manter na seleção brasileira do CT, com uma das 12 vagas em disputa no WSL Challenger Series. “Estou muito confiante, bem relaxado e espero poder mostrar meu surfe cada vez mais, para conseguir um bom resultado aqui em Portugal”.

Na categoria feminina, Silvana Lima também achou boas ondas para atacar forte com seu frontside, variando batidas e rasgadas abrindo grandes leques de água nas direitas de Ribeira D´Ilhas. Ela ganhou nota 8,83 com uma série de manobras potentes combinadas com velocidade. Depois, sacramentou a vitória sobre as francesas Pauline Ado e Tessa Thyssen e a americana Sawyer Lindblad, com outra onda muito bem surfada, que valeu 7,57. Com essa nota, atingiu o maior placar feminino do ano no WSL Challenger Series 2021.

“Eu sempre me sinto bem aqui em Portugal, minhas pranchas estão muito boas e por isso que meu surfe está tão solto assim”, disse Silvana Lima. “Eu estou bem confiante e fiquei muito feliz por ter surfado bem. Apesar de que está muito frio aqui e eu odeio frio (risos). Eu nem treinei antes da bateria. Sei que não é uma boa estratégia, mas meu primeiro surfe foi na bateria. O mar está um pouco difícil, mas tentei pegar as ondas boas das séries e deu certo”.

Como não participou do US Open of Surfing, que abriu o WSL Challenger Series 2021 na semana passada, Silvana Lima só agora está entrando na briga pelas seis vagas para o World Surf League Championship Tour 2022. Na segunda fase, vai competir junto com outra brasileira, Summer Macedo, a mesma que ela derrotou na final do Salinas Open, em junho no Equador. As duas vão enfrentar a surfista da Costa Rica Leilani McGonagle e a australiana Molly Picklum, no segundo confronto da segunda fase em Portugal.

Outras brasileiras – Summer Macedo liderou até o minuto final, a sua bateria de estreia em Ericeira contra três australianas. As duas que estavam sendo eliminadas, pegaram ondas e ficou a expectativa pelas notas. Sophie McCulloch precisava de 4,83 e conseguiu 5,77, para tirar a vitória da brasileira. Já Dimity Stoyle, recordista de pontos (15,10) do US Open of Surfing, não conseguiu a nota que precisava e Summer Macedo avançou em segundo lugar, por 10,43 a 10,30 pontos da outra australiana eliminada, Ellie Brooks.

O Brasil ainda teve a irmã do tricampeão mundial Gabriel Medina competindo como convidada no Pro Ericeira. Sophia Medina entrou na primeira bateria e estava se classificando até os 5 minutos finais, quando a top do CT 2021, Keely Andrew, conseguiu uma nota 8,00 para pular do terceiro para o primeiro lugar. A costa-ricense Leilani McGonagle, que liderava, passou em segundo e Sophia terminou em 33º lugar no evento, ficando à frente da japonesa Amuro Tsuzuki, que competiu no CT esse ano e nas Olimpíadas.

Novos recordes do ano – A havaiana Gabriela Bryan quer se manter na frente da corrida pelas seis vagas para o CT 2021 e estreou batendo os recordes de Silvana Lima no Pro Ericeira, logo na bateria seguinte a da brasileira.

Gabriela massacrou sua primeira onda com uma série de manobras executadas com pressão e velocidade, que arrancaram nota 9,50. A segunda foi boa também, para somar 7,67 e se tornar a recordista absoluta do WSL Challenger Series 2021, com 17,17 pontos.
Gabriela Bryan é a nova recordista absoluta do WSL Challenger Series 2021.

Melhor do dia entre os homens – Na categoria masculina, o igualmente havaiano Imaikalani Devault, também tinha ultrapassado os recordes de Caio Ibelli na única bateria sem participação brasileira da segunda-feira em Ribeira D´Ilhas. Ele aumentou o recorde de nota do dia de 8,50 para 8,67 e atingiu 16,17 pontos, que é o maior placar do WSL Challenger Series 2021 na categoria masculina. Imaikalani defende vaga no G-12 que se classifica para o CT 2022 e terá que encarar dois brasileiros no seu próximo desafio em Portugal, Alejo Muniz e Jessé Mendes.

Maioria brasileira – Eles e Caio Ibelli e Michael Rodrigues, mantiveram a maioria do Brasil entre os concorrentes ao título do Pro Ericeira. Esta segunda etapa do WSL Challenger Series 2021 começou com 21 brasileiros entre os 96 participantes de 19 países. Mais um entrou na segunda-feira, Victor Bernardo, na vaga do norte-americano Ian Crane, que não apareceu em Portugal. Vitinho acabou entrando na bateria onde já estavam dois brasileiros e os três perderam para o australiano Callum Robson. Só Jessé Mendes se classificou, com Victor e Alex Ribeiro sendo eliminados.

Michael Rodrigues ganhou a disputa seguinte e Alejo Muniz venceu a bateria que fechou a primeira fase. Nela, o australiano Sheldon Simkus conquistou a última vaga para a segunda fase, com ambos eliminando dois portugueses, o top da elite, Frederico Morais, e Afonso Antunes. Com isso, o único surfista de Portugal a seguir na briga do título em Ericeira é Vasco Ribeiro, que está no grupo dos 12 que se classificam para o CT 2022.

Entre os 48 surfistas divididos nas 12 baterias da segunda fase, 12 são do Brasil, 10 da Austrália, 7 dos Estados Unidos, 5 da França, 4 do Havaí, 2 do Japão, 2 da África do Sul, 1 de Portugal, 1 do Peru, 1 do Uruguai, 1 da Costa Rica, 1 de Barbados e 1 de Marrocos. São tantos brasileiros que, em apenas 3 baterias não haverá algum disputando vagas para a rodada classificatória para as oitavas de final do Pro Ericeira.

Vagas para o CT 2022 – O WSL Challenger Series vai completar a elite que disputará os títulos mundiais no World Surf League Championship Tour 2022, classificando 12 surfistas para a categoria masculina e seis para a feminina. Serão quatro etapas e os rankings irão computar três resultados, com um deles podendo ser a maior pontuação obtida nas etapas do WSL Qualifying Series de 2020 disputadas até o mês de março, antes do Circuito Mundial ser cancelado por causa da pandemia do Covid-19.

O US Open of Surfing abriu a batalha pelas vagas para o CT semana passada na Califórnia. Agora, tem o Pro Ericeira, que vai até o próximo domingo em Ribeira D´Ilhas, Portugal, depois o Pro France de 16 a 24 também de outubro em Hossegor, França, com o Haleiwa Challenger fechando o WSL Challenger Series 2021 de 26 de novembro a 7 de dezembro em Haleiwa Beach, no Havaí.

Próxima chamada – A próxima chamada para o evento acontece nesta terça-feira (5), às 4h (de Brasília).

Assista às disputas ao vivo aqui no Waves.

Pro Ericeira
Round 1 Masculino
3º=49º lugar (US$ 775 e 400 pts) e 4º=73º lugar (US$ 600 e 350 pts)

Baterias disputadas nesta segunda-feira (4)

19 Crosby Colapinto (EUA) 13.17, Ramzi Boukhiam (MAR) 9.20, Beyrick De Vries (HOL) 8.93, Weslley Dantas (BRA) 8.70

20 Caio Ibelli (BRA) 15.40, Jackson Baker (AUS) 12.87, Luel Felipe (BRA) 12.27, Shane Sykes (AFR) 11.60

21 Callum Robson (AUS) 13.30, Jessé Mendes (BRA) 11.74, Victor Bernardo (BRA) 11.20, Alex Ribeiro (BRA) 9.43

22 Michael Rodrigues (BRA) 12.60, Michael Dunphy (EUA) 10.90, Rio Waida (IDN) 8.23, Cody Young (HAV)7.60

23 Imaikalani deVault (HAV) 16.17, Josh Burke (BAR) 10.84, Adin Masencamp (AFR) 10.43, Nolan Rapoza (EUA) 10.00

24 Alejo Muniz (BRA) 11.77, Sheldon Simkus (AUS) 10.53, Frederico Morais (POR) 8.93, Afonso Antunes (POR) 8.30

Baterias disputadas no domingo (3)

1 Deivid Silva (BRA) 11.83, Margo Giorgi (URU) 8.37, Vicente Romero (ESP) 8.30, Tristan Guilbaud (FRA) 7.07

2 Marcos Correa (BRA) 10.57, João Chianca (BRA) 9.30, Reef Heazlewood (AUS) 8.23, Shuji Nishi (JPN) 7.93

3 Sebastian Zietz (HAV) 10.80, Jake Marshall (EUA) 10.67, Maxime Huscenot (FRA) 10.40, Billy Kemper (HAV) 7.53

4 Ezekiel Lau (HAV) 14.10, Connor O’Leary (AUS) 10.93, Barron Mamiya (HAV) 10.17, Reo Inaba (JAP) 7.70

5 Jorgann Couzinet (FRA) 12.00, Carlos Munoz (CRI) 11.17, Willian Cardoso (BRA) 9.50, Michel Bourez (TAH) 8.63

6 Jordan Lawler (AUS) 12.90, Joan Duru (FRA) 12.24, Wiggolly Dantas (BRA) 11.97, Oney Anwar (IDN) 8.20

7 Jacob Willcox (AUS) 13.33, Lucca Mesinas (PER) 8.74, Jordan Maree (AFR) 8.66, Timothee Bisso (FRA) 5.14

8 Matthew McGillivray (AFR) 12.14, Slade Prestwich (AFR) 10.17, Charly Quivront (FRA) 9.57, Jhony Corzo (MEX) 6.80

9 Charles Martin (FRA) 14.06, Mateus Herdy (BRA) 11.84, Kade Matson (EUA) 11.23, Shun Murakami (JPN) 5.90

10 Nat Young (EUA) 14.20, Gatien Delahaye (FRA) 11.50, Mihimana Braye (TAH) 8.13, Luke Gordon (EUA) 7.06

11 Cam Richards (EUA) 11.43, Thiago Camarão (BRA) 8.93, Ruben Vitoria (ESP) 6.94, Mason Ho (HAV) 6.00

12 Hiroto Ohhara (JPN) 15.63, Italo Ferreira (BRA) 14.80, Ian Gentil (HAV) 12.07, Tomas Fernandes (POR) 6.47

13 Kanoa Igarashi (JPN) 15.10, Samuel Pupo (BRA) 14.73, Rafael Teixeira (BRA) 11.24, Kalani Ball (AUS) 10.70

14 Ian Gouveia (BRA) 10.60, Patrick Gudauskas (EUA) 9.90, Edgard Groggia (BRA) 8.20, Aritz Aranburu (ESP) 6.74

15 Dylan Moffat (AUS) 15.93, Cole Houshmand (EUA) 12.63, Lucas Vicente (BRA) 10.20, Alonso Correa (PER) 9.20

16 Liam O’Brien (AUS) 11.37, Eli Hanneman (HAV) 10.50, Billy Stairmand (NZL) 10.50, Marc Lacomare (FRA) 7.47

17 Kauli Vaast (FRA) 11.76, Wade Carmichael (AUS) 11.60, Lucas Silveira (BRA) 10.80, Miguel Tudela (PER) 10.20

18 Vasco Ribeiro (POR) 13.40, Cooper Chapman (AUS) 12.07, Gaspard Larsonneur (FRA) 9.63, Joshua Moniz (HAV) 8.50

Round 2
3º=25º lugar ($ 1.500 e 750 pts) e 4º=37º ($1.000 e 650 pts)

1 Deivid Silva (BRA), Connor O´Leary (AUS), Jake Marshall (EUA), Marcos Correa (BRA)

2 Sebastian Zietz (HAV), Ezekiel Lau (HAV), João Chianca (BRA), Marco Giorgi (URU)

3 Lucca Mesinas (PER), Jorgann Couzinet (FRA), Jordan Lawler (AUS), Slade Prestwich (AFR)

4 Matthew McGillivray (AFR), Jacob Willcox (AUS), Joan Duru (FRA), Carlos Muñoz (CRI)

5 Italo Ferreira (BRA), Nat Young (EUA), Thiago Camarão (BRA), Charles Martin (FRA)

6 Cam Richards (EUA), Hiroto Ohhara (JPN), Gatien Delahaye (FRA), Mateus Herdy (BRA)

7 Kanoa Igarashi (JPN), Ian Gouveia (BRA), Cole Houshmand (EUA), Eli Hanneman (HAV)

8 Liam O´Brien (AUS), Patrick Gudauskas (EUA), Samuel Pupo (BRA), Dylan Moffat (AUS)

9 Kauli Vaast (FRA), Vasco Ribeiro (POR), Ramzi Boukiam (MAR), Jackson Baker (AUS)

10 Caio Ibelli (BRA), Wade Carmichael (AUS), Cooper Chapman (AUS), Crosby Colapinto (EUA)

11 Michael Rodrigues (BRA), Callum Robson (AUS), Sheldon Simkus (AUS), Joshua Burke (BRB)

12 Alejo Muniz (BRA), Jessé Mendes (BRA), Imaikalani Devault (HAV), Michael Dunphy (EUA)

Round 1 Feminino
3ª=33º lugar (US$ 1.000 e 700 pts) e 4.o=49º lugar (US$ 775 e 600 pts):

1 Keely Andrew (AUS) 13.83, Leilani McGonagle (CRI) 12.27, Sophia Medina (BRA) 11.03, Amuro Tsuzuki (JPN) 8.37

2 Sophie McCulloch (AUS) 5.47, Summer Macedo (BRA) 10.43, Ellie Brooks (AUS) 10.30, Dimity Stoyle (AUS) 9.67

3 Molly Picklum (AUS) 14.77, Juliette Lacome (FRA) 9.97, Nadia Erostarbe (ESP) 9.00, Maud Le Car (FRA) 7.00

4 Silvana Lima (BRA) 16.40, Pauline Ado (FRA) 12.50, Tessa Thyssen (FRA) 10.17, Sawyer Lindblad (EUA) 6.67

5 Gabriela Bryan (HAV) 17.17, Freya Prumm (AUS) 14.33, Tia Blanco (EUA) 12.17, Natasha Van Greunen (AFR) 10.10

6 Alyssa Spencer (EUA) 11.50, Minami Nonaka (JPN) 9.33, Ella McCafray (EUA) 8.80, Holly Wawn (AUS) 8.50

7 Shino Matsuda (JPN) 13.83, Garazi Sanchez-Ortun (ESP), 12.83, Francisca Veselko (POR) 12.63, Coco Ho (HAV) 9.67

8 Yolanda Hopkins (POR) 12.40 , Zoe McDougall (HAV) 12.26, Sarah Baum (AFR) 8.83, Josefina Ane (ARG) 3.66

9 Brisa Hennessy (CRI) 14.50, Samantha Sibley (EUA) 10.40, Rachel Presti (ALE) 10.17, Mafalda Lopes (POR) 10.13

Próximas baterias

10 Keala Tomoda-Bannert (HAV), Meah Collins (EUA), Carolina Mendes (POR), Savanna Stone (HAV)

11 Leticia Canales Bilbao (ESP), Ariane Ochoa (ESP), India Robinson (AUS), Kailani Johnson (IDN)

12Vahine Fierro (FRA), Hinako Kurokawa (JPN), Kobie Enright (AUS), Lucia Martino (ESP)

13 Macy Callaghan (AUS), Daniella Rosas (PER), Luana Coelho Silva (HAV), Janire Gonzalez Etxabarri (ESP)

14 Caitlin Simmers (EUA), Mahina Maeda (JPN), Dominic Barona (EQU), Sol Aguirre (PER)

15 Kirra Pinkerton (EUA), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Teresa Bonvalot (POR), Brianna Cope (HAV)

16 Philippa Anderson (AUS), Sara Wakita (JPN), Chelsea Tuach (BAR), Camilla Kemp (ALE)

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    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.