Open J-Bay

Filipe é tricampeão em Jeffreys

Filipe Toledo derrota Ethan Ewing na decisão com direito a nota 9.93 pontos e vence pela terceira fez o Open J-Bay. Brasileiro conquista 10.000 pontos e amplia vantagem na liderança do ranking.
Open J-Bay 2023, Jeffreys Bay, África do Sul

O resultado do Open J-Bay nos anos de 2017 e 2018 se repetiu em 2023. Filipe Toledo venceu três baterias nesta quarta-feira (19), todas com nota no critério excelente, sendo duas na decisão, e faturou o tricampeonato da etapa do CT realizada na África do Sul. Com os 10.000 pontos conquistados ele abre ainda mais vantagem na liderança do ranking. O brasileiro sai da África do Sul já garantido no WSL Finals, assim como Ethan Ewing, vice no evento. Gabriel Medina (3º) e Yago Dora (5º) também competiram no último dia da competição.

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As finais do Open J-Bay foram realizadas em ondas lisas de 1 a 1,5 metro. As direitas foram diminuindo com o passar das horas e as séries ficaram cada vez mais demoradas. As baterias das quartas tiveram 35 minutos de duração. Já na semi foram 40 e na final 45.

O primeiro a surfar na decisão foi Ethan. Aos cinco minutos o australiano executou quatro manobras e largou com 5.67 pontos. Filipe atuou aos 13. O brasileiro subiu o nível e chegou no critério excelente. O atual campeão mundial dropou e bateu pra ganhar a seção. Na sequência ele executou outra pancada, depois rasgou, bateu pra frente, fez um cutback e agrediu o lip duas vezes seguidas passando a rabeta por cima da crista. A performance valeu 8.83.

Depois de algumas atuações sem destaque dos dois surfistas, Filipinho mostrou mais uma vez como surfar em alto nível a direita de Jeffreys Bay. O brasileiro rasgou com amplitude, executou um snap forte, seguido de uma batida passando as quilhas por cima do lip, depois rasgou invertendo a direção da prancha e ainda fez um forte ataque à junção. Três dos cinco juízes deram 10 e ele ficou com a nota 9.93 pontos. A atuação deixou o australiano em situação complicada na bateria, precisando de duas ondas que dessem no mínimo 18.76 pontos. Ethan até chegou a trocar de nota, mas não melhorou sua situação e perdeu pelo placar de 18.76 a 12.60.

Com a vitória Filipe sai da África do Sul na liderança do ranking, com 54.980 pontos, já classificado para o WSL Finals e para as Olimpíadas de Paris 2024. Ethan subiu da terceira para a segunda posição e também está garantido no evento de Paris e na etapa que definirá os campeões mundiais da temporada.

“Eu sinto que, hoje em dia, disputar as Olimpíadas é o auge do nosso esporte também”, disse Filipe. “Ganhar um título mundial é uma sensação indescritível, mas ser um atleta olímpico é muito especial e vou fazer de tudo para representar bem o meu país, minha família e tentar ganhar mais uma medalha para o Brasil”.

“J-Bay ocupa um lugar muito grande no meu coração”, confessou Filipinho. “Eu adoro a vibe daqui, as pessoas e, especialmente, essas ondas incríveis. Eu lesionei o joelho no Brasil e achava que nem ia conseguir surfar nesse evento, mas deu tudo certo e agradeço muito a minha equipe, minha família e toda glória a Deus. Chegar no Taiti com a lycra amarela e já classificado para o WSL Finals, é muito especial e farei de tudo para ir para Trestles em primeiro lugar, que será muito importante para tentar mais um título mundial”.

Caminho até a final – Filipe precisou vencer duas baterias para chegar na decisão do Open J-Bay. Ele competiu pela quartas de final contra Jack Robinson e venceu pela primeira vez na carreira o australiano numa disputa homem a homem na elite.

Jack começou ativo e em dois minutos surfou duas ondas. A primeira foi fraca, mas na segunda ele executou três manobras para largar com 6.17 pontos. Filipe também começou com uma direita ruim, porém aos cinco minutos ele aproveitou uma série. O brasileiro fez oito manobras. Na atuação ele variou rasgadas e batidas, sendo a de finalização uma que ele jogou a rabeta por cima do lip. O australiano também atuou na mesma série e executou cinco ataques. Filipinho voltou a marcar 9.63 no Open J-Bay, e Jack colocou 7.83 no somatório.

Os dois voltaram a surfar aos 29 minutos. Filipe não tinha a prioridade e pegou a primeira onda da série. Ele ficou um pouco preso no lip no primeiro ataque, depois rasgou, desenhou um cutback e esperou a parede da onda levantar. Na sequência ele executou duas rasgadas e um floater. Jack veio na direita seguinte e fez boa apresentação. O aussie executou duas rasgadas e duas batidas. O brasileiro marcou 5.67 e foi pra liderança. Jack passou a precisar de 7.48 para reassumir o primeiro posto e conquistou 7.23.

Sem a prioridade, Filipe passou a tentar trocar sua menor nota (5.67). A primeira tentativa aconteceu numa onda ruim, mas na segunda ele encontrou várias seções para manobras. O brazuca distribuiu rasgadas estilosas e fortes, além de batidas potentes em seis ataques para anotar 6.70 e aumentar a diferença para 8.51 pontos.

Jack seguiu sentado no pico na espera de uma série, porém ela não apareceu e ele foi eliminado. Essa foi a terceira bateria homem a homem entre os dois em etapas do CT, e a primeira vitória do brasileiro.

Filipe x Kanoa – Na semifinal o brasileiro mostrou habilidade em encontrar oportunidades num mar de poucas ondas, e também muito surfe no pé para fabricar pontuações altas. Autor de uma nota no critério excelente logo no início da disputa, Kanoa Igarashi sentou no pico esperando por outra onda boa e viu o brasileiro crescer no duelo e sair da água vitorioso.

A bateria começou com Kanoa conquistando 8.00 pontos. O japonês rasgou duas vezes, depois bateu, fez outra curva, um layback e outra pancada. Depois de uma atuação fraca, Filipe voltou a surfar, ainda no início da disputa. O brasileiro rasgou, bateu pra ganhar a seção, acertou outra batida, porém perdeu um pouco do equilibrou e pulou da prancha quando viu que não chegaria na seção seguinte. A nota foi 4.83.

Filipe fez cinco ataques aos 13 minutos. O brasileiro achou a onda num momento que não tinha a prioridade, executou três snaps e duas batidas para assumir a liderança com 6.83 pontos. Três minutos depois ele voltou a surfar. Filipinho rasgou, bateu e caiu num reverse. O placar não foi alterado.

Com uma nota no critério excelente no somatório, Kanoa precisava de pouco (3.66) para reassumir o primeiro posto. O japonês então decidiu continuar com o direito de escolha de onda e esperar por uma boa série. Enquanto Kanoa ficava sentado no pico, Filipe seguia buscando melhorar sua pontuação.

Filipinho chegou no critério excelente aos 30 minutos. O brazuca dropou e fez uma curva em direção a espuma, depois bateu e acelerou. Após passar uma seção, ele chegou na parece aberta e radicalizou com um layback poderoso, e logo após ele ainda acertou uma pancada chutando a rabeta. A performance valeu 850 pontos e ele finalmente se distanciou do adversário placar. Kanoa passou a necessitar de 7.34 para vencer.

Nos minutos finais o japonês tentou acordar, mas as duas ondas que surfou não chegaram perto da nota que precisava e ele acabou eliminado.


O caminho de Ethan – Ethan eliminou um conterrâneo e um brasileiro no caminho até a final. O australiano chegou na semi após passar por Connor O’Leary. Connor, que chegou na metade do duelo precisando de 8.00 pontos, levou um duro golpe aos 21 minutos. Naquele momento Ethan usou a prioridade e executou três manobras. Ele começou a apresentação com uma rasgada invertendo totalmente a direção da prancha, depois linkou um floater com uma batida. A performance valeu 7.83 e dessa forma ele deixou o adversário precisando de duas ondas que somassem no mínimo 14.33 pontos.

Connor até conseguiu diminuir o prejuízo com 5.87, mas Ethan voltou a trocar de nota (6.77) e venceu pelo placar de 14.60 s 9.87. Com a derrota Connor terminou o Open J-Bay em quinto lugar.


Medina para na semi – Na semifinal não deu para Gabriel Medina. Ethan soube aproveitar melhor as poucas oportunidades nos 40 minutos de disputa e venceu pelo placar de 13.50 a 12.04 pontos.

O duelo aconteceu em séries demorada de até 1 metro no pico sul-africano de Jeffreys Bay. Ethan marcou 7.50 pontos logo aos quatro minutos de bateria. Ele rasgou forte, executou um snap, uma rasgada e um layback expressivo. Medina, que tinha uma nota fraca, atuou três minutos depois. O campeão da etapa em 2019 bateu, fez um floater, uma rasgada curta, uma batida e caiu na tentativa de outra pancada. A atuação valeu 5.17.

O australiano ampliou a vantagem aos 13 minutos. Ethan rasgou com força, fez um snap e subiu no lip com um floater. Com a performance ele conquistou a nota 6.00 e deixou Medina na necessidade de 8.33 pontos para chegar na decisão do Open J-Bay. O brasileiro ameaçou uma reação aos 24 minutos. Ele bateu forte, passou uma seção com um floater, fez uma batida pra frente, rasgou e executou outra pancada. A performance valeu 6.87 e Medina passou a necessitar de 6.64 para assumir a liderança.

Uma outra série apareceu na Baía de Jeffreys após 14 minutos de flat. Ethan usou a prioridade na primeira onda, mas não trocou de nota. O brasileiro entrou na segunda direita, mas caiu na tentativa de um aéreo após executar duas manobras. Fim de bateria e vitória de Ethan pelo placar de 13.50 a 12.04 pontos.

“Este lugar é superespecial para mim”, disse Ethan Ewing. “A primeira vez que vim para cá, já senti uma conexão incrível aqui e tive uma ótima semana com meu pai junto comigo dessa vez. Fazer finais consecutivas é muito legal, mas o Filipe (Toledo) é muito bom nessas ondas. Para mim, ele é o melhor surfista do mundo hoje, então desejo bom trabalho para ele e bom trabalho para as meninas também, que foram super inspiradoras”.


Medina nas quartas – Medina superou o havaiano Ian Gentil na bateria de abertura das quartas. Os dois começaram acelerados e logo surfaram ondas longas. Medina executou nove manobras e Ian fez cinco. Os dois largaram com 6.50 pontos. O brasileiro usou a prioridade numa direita ruim aos sete minutos. Ian surfou na mesma série. O havaiano começou a apresentação com uma batida e depois acelerou. Quando chegou numa seção mais limpa ele rasgou, depois fez uma curva curta, rasgou com amplitude e bateu na junção. A nota foi 5.17.

O brasileiro também seguiu ativo na disputa e rapidamente voltou a atuar. Medina rasgou, subiu no lip duas vezes pra ganhar seções, depois bateu, rasgou novamente e fechou a atuação com outra pancada. Ele precisava de 5.17 para assumir a liderança e marcou 7.00 pontos. Ian passou a necessitar de uma nota igual para vencer.

Uma série entrou na Baía de Jeffreys aos 15 minutos e Ian usou a prioridade. O havaiano bateu, executou um snap, acertou outra pancada e caiu no ataque seguinte. Medina surfou na sequência. A onda foi menor e espumada. O brasileiro acertou um floater e surfou um tubo. Ele saiu e entrou em outro canudo, mas não achou a saída. Ian recebeu 5.43 e não alterou sua situação confronto. Medina não trocou de nota (3.33).

Ian segurou a prioridade até os 26 minutos. O havaiano entrou numa direita pequena que não ofereceu muita área e ele não conseguiu trocar de nota. Dois minutos depois Medina achou uma direita um pouco maior. Ele usou o direito de escolha e fez a onda, porém também não melhorou seu somatório (5.13).

Nenhuma outra série entrou até o final. Os dois até voltaram a atuar, porém em ondas muito pequenas que não alteraram o resultado. Ian ainda tentou um Alley Oop, mas não acertou. Ian terminou em quinto lugar no Open J-Bay.


Yago termina em quinto – Yago Dora foi o outro brasileiro que competiu no dia. Ele caiu nas quartas de final. O brasileiro competiu na última bateria da fase contra Kanoa Igarashi, japonês que soube aproveitar as ondas no início para vencer um duelo de poucas oportunidades.

Kanoa deu um gás no começo e nos cinco minutos iniciais marcou 5.33 e 6.67 pontos. A sua melhor atuação teve duas rasgadas e um snap. Ele ainda errou uma batida. Yago surfou duas ondas e tinha 2.33 como maior nota.

O mar ficou calmo até os 23 minutos, quando Yago usou a prioridade. A direita não foi boa e ele só conseguiu espaço para uma rasgada e um floater. O brasileiro marcou 2.93 pontos e passou a precisar de 9.07 para chegar na semifinal.

Yago ameaçou entrar numa onda aos 27 minutos, mas Kanoa usou a prioridade e bloqueou o brasileiro. O japonês fez três manobras, nenhum muito expressiva, e abandonou a direita. Ele não trocou de nota. O brasileiro surfou três minutos depois. Yago rasgou e teve que acelerar para passar duas seções. Na sequência ele rasgou e bateu. Com a nota 4.17 ele diminuiu o prejuízo para 7.83 pontos. Cada um dos surfista ainda surfou uma onda no minutos finais, mas o placar não foi alterado.

Próxima etapa – A próxima etapa e última da fase classificatória do CT 2023 acontece nas esquerdas de Teahupoo, Taiti, entre os dias 11 e 20 de agosto.

Open J-Bay 2023
Final Masculina
Filipe Toledo (BRA) 18.76 x 12.60 Ethan Ewing (AUS)

Semifinais

1 Ethan Ewing (AUS) 13.50 x 12.04 Gabriel Medina (BRA)

2 Filipe Toledo (BRA) 15.33 x 10.50 Kanoa Igarashi (JAP)

Quartas de final

1 Gabriel Medina (BRA) 13.50 x 11.93 Ian Gentil (HAV)

2 Ethan Ewing (AUS) 14.60 x 9.87 Connor O’Leary (AUS)

3 Filipe Toledo (BRA) 16.33 x 15.06 Jack Robinson (AUS)

4 Kanoa Igarashi (JAP) 12.00 x 7.10 Yago Dora (BRA)
Final Feminina

Lakey Peterson (EUA) 14.77 x 13.50 Molly Picklum (AUS)

Semifinais

1 Lakey Peterson (EUA) 11.47 x 10.00 Tyler Wright (AUS)

2 Molly Picklum (AUS) 10.00 x 9.40 Carissa Moore (HAV)

Quartas de final

1 Tyler Wright (AUS) 12.93 x 12.60 Gabriela Bryan (HAV)

2 Lakey Peterson (EUA) 14.50 x 7.50 Caroline Marks (EUA)

3 Carissa Moore (HAV) 14.50 x 8.50 Sarah Baum (AFR)

4 Molly Picklum (AUS) 15.67 x 15.10 Stephanie Gilmore (AUS)

Ranking Masculino do CT 2023 após a etapa de Jeffreys Bay
1 Filipe Toledo (BRA) 54.980

2 Ethan Ewing (AUS) 47.815

3 Griffin Colapinto (EUA) 47.540

4 João Chianca (BRA) 42.960
5 Yago Dora (BRA) 36.865
6 Gabriel Medina (BRA) 35.440

7 John John Florence (HAV) 34.290

8 Jack Robinson (AUS) 33.950

9 Leonardo Fioravanti (ITA) 31.900

10 Ryan Callinan (AUS) 31.815

11 Connor O’Leary (AUS) 29.705

12 Italo Ferreira (BRA) 28.485

13 Kanoa Igarshi (JAP) 26.770

14 Barron Mamiya (HAV) 24.865

15 Ian Gentil (HAV) 24.780

16 Jordy Smith (AFR) 24.005

17 Caio Ibelli (BRA) 22.790

17 Liam O’Brien (AUS) 22.790

19 Matthew McGillivray (AFR) 21.450

20 Callum Robson (AUS) 21.365

21 Rio Waida (IDN) 18.960

22 Seth Moniz (HAV) 17.535

23 Kelly Slater (EUA) 13.555

Ranking Feminino do CT 2023 após a etapa de Jeffreys Bay

1 Carissa Moore (HAV) 54.745

2 Tyler Wright (AUS) 55.980

3 Caroline Marks (EUA) 49.870

4 Molly Picklum (AUS) 49.325

5 Caitlin Simmers (EUA) 41.270

6 Lakey Peterson (EUA) 38.150

7 Stephanie Gilmore (AUS) 36.370

8 Tatiana Weston-Webb (BRA) 34.235

9 Gabriela Bryan (HAV) 32.895

10 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 30.760

11 Johanne Defay (FRA) 18.320

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    A próxima chamada do MEO Rip Curl Pro Portugal está marcada para esta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche acontece nesta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.