Circuito Banco do Brasil

Chumbo é grande atração

Circuito Banco do Brasil 2024 dá a largada no QS 5000 masculino na Praia de Itaúna.
Circuito Banco do Brasil, Saquarema Surf Festival, Praia de Itaúna (RJ).

A Prefeitura de Saquarema apresenta o Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves e a quarta edição do Maior Festival de Surfe da América do Sul começou pela etapa masculina do Qualifying Series com status máximo QS 5000. Uma das atrações da segunda-feira, foi o campeão mundial de ondas gigantes, Lucas Chumbo Chianca, que passou as duas baterias que disputou no primeiro dia. Já os recordistas nas boas ondas da Praia de Itaúna, foram Wallace Vasco e João Ferreira. Foram realizadas 16 baterias na segunda-feira e o QS 5000 masculino continua na terça-feira, a partir das 8 horas, ao vivo da Capital Nacional do Surf pelo site da World Surf League.

Uma triagem com surfistas do Rio de Janeiro promovida pelo Circuito Banco do Brasil de Surfe, classificou os últimos e as últimas participantes do QS 5000 do Saquarema Surf Festival. Na categoria masculina, as vagas ficaram com Caio Knappi e Theo Fresia.

Na feminina, as duas melhores foram Laiz Costa e Leticia Calleia. O niteroiense Caio Knappi disputou cinco baterias na segunda-feira, três pela triagem e depois venceu mais duas, na primeira e na segunda fase do QS 5000.

“Acho que a pressão é bem maior nas primeiras baterias”, disse Caio Knappi, após a vitória sobre Leo Andrade, Igor Shibata e Lucas Di Giorge, na segunda fase do Saquarema Surf Festival.

“Depois que passa a primeira, a gente vai ficando mais calmo, mas mais cansado também. Estou morto aqui agora, porque essa bateria foi intensa, deu muita onda. O mar melhorou bastante e agora é descansar um pouco pra amanhã. Graças a Deus, estou aí no segundo dia do campeonato”, completa.

Chumbo foi um dos grandes destaques do primeiro dia. Ele estreou na primeira bateria da segunda fase e avançou em segundo lugar no confronto vencido pelo alagoano Amando Tenorio.

Lucas participou das três primeiras edições do Saquarema Surf Festival e no ano passado conseguiu o melhor resultado, décimo terceiro lugar na quinta fase, quando perdeu para dois surfistas que vão disputar vagas para o CT no Challenger Series esse ano, Cauã Costa e Rafael Teixeira.

“Campeonato no quintal de casa é sempre bom e eu adoro esse feeling de competição”, disse Lucas Chianca.

“É aqui que eu treino quando as ondas estão grandes e é bom ficar no rip de bateria, sem falar que eu adoro também dar uma impregnada na galera da marola (risos). O mar está um pouco devagar ainda, acho que o swell (ondulação) está chegando e o período tá alto para o tamanho da ondulação. Mas, deve dar um bombada mais tarde. Graças a Deus eu passei e vamos pra próxima”, ressalta.

Chumbo também falou sobre o seu irmão mais jovem, João Chianca, que se inscreveu no Saquarema Surf Festival, mas cancelou sua participação seguindo orientações médicas, de prosseguir o tratamento para a recuperação total do acidente sofrido em Pipeline: “Graças a Deus, ele está bem, 100% de novo. Já está focado nos treinos e a meta é as Olimpíadas no Taiti, então vamo que vamo”.

Melhores do dia

Lucas voltou a competir no fim de tarde da segunda-feira, quando as ondas já estavam melhores na Praia de Itaúna. Novamente se classificou em segundo lugar, com o jovem catarinense Wallace Vasco fazendo os recordes do primeiro dia. Ele ganhou a primeira nota excelente – 8,00 – do Saquarema Surf Festival 2024, com uma série de quatro batidas e rasgadas muito fortes de backside, numa direita que abriu a parede até o canal do point de Itaúna.

“É gratificante saber disso, porque é um evento de alto nível, muito especial e estou feliz por ter achado duas ondas bem boas, principalmente a que foi a melhor do evento até agora”, disse Wallace Vasco.

“Certamente, isso dá mais confiança para o restante do campeonato e vamos com tudo pras próximas. A bateria tinha um localzão daqui né, o Lucas Chumbo, deu uma pressão a mais, então só foquei em dar o meu melhor, achar duas ondas boas e estou feliz de ter passado essa bateria”, revela.

Wallace Vasco venceu a bateria por 13,33 pontos, superando os 12,93 que o paulista João Ferreira tinha acabado de atingir na abertura da terceira fase. Era dele também a maior nota – 7,83 – do campeonato até ali. O recorde era o 7,00 do João Lucas Bessy na segunda fase, depois igualado pelo baiano Yage Araujo no penúltimo confronto do dia.

A segunda-feira terminou com as quatro primeiras baterias da terceira fase. As outras doze serão ficaram para abrir a terça-feira.

“Eu tinha feito a estratégia de ficar ali na direitinha do canal, só que as minhas duas primeiras ondas nem foram ali no lugar que eu tava querendo ficar”, contou João Ferreira.

“Foram duas ondas ruins, aí decidi esperar e consegui pegar a boa, soltar o surfe, mas não sabia que tinha sido a maior nota do dia de hoje. No ano passado, eu fiquei no mesmo lugar, fiz duas ondas boas no começo da bateria, mas cometi uma interferência e perdi. Agora tem altas ondas, a previsão é de melhorar ainda mais, então vem mais show de surfe aí”, explica.

Próximas atrações

Terça-feira já começam a entrar as principais estrelas do Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves. Na oitava bateria da terceira fase, a quarta a entrar no mar no segundo dia, estreia o catarinense Alejo Muniz, que já fez parte da elite mundial e vai tentar retornar pelo Challenger Series desse ano. Na disputa seguinte, tem o bicampeão brasileiro Krystian Kymerson e, duas baterias depois, entra outro ex-top da elite da WSL e vencedor de uma etapa do QS em Saquarema, Wiggolly Dantas.

Ainda na terceira fase, compete o catarinense Matheus Navarro, que ganhou a primeira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe em Torres (RS). Com a vitória, ele lidera o ranking regional da temporada 2024/2025 da WSL South America, que define o campeão sul-americano e classifica 7 surfistas para o Challenger Series, circuito de acesso para a elite do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT).

O Saquarema Surf Festival é a única etapa com status QS 5000, que vale a pontuação máxima. Matheus Navarro está escalado na décima quarta das 16 baterias da terceira fase.

Cabeças Chave

Na sequência, serão disputadas as oito primeiras baterias da quarta fase, quando estreiam os 32 cabeças de chave mais bem colocados no ranking da World Surf League. Esta rodada começa com Edgard Groggia e Fabricio Rocha enfrentando dois classificados na segunda-feira, o campeão mundial Lucas Chianca e um dos recordistas do primeiro dia, João Ferreira.

Na quarta bateria, tem o vice-campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe em Torres e vice-líder do ranking sul-americano de 2024/2025, Mateus Sena.

Na quinta, está Valentin Neves, filho do bicampeão brasileiro Leo Neves, homenageado pela 213 Sports no Maior Festival de Surfe da América Latina em Saquarema. A sétima bateria é encabeçada por um ex-top da elite mundial, Peterson Crisanto, e pelo atual campeão sul-americano da categoria Pro Junior, Ryan Kainalo. E na oitava e última da terça-feira, está o vencedor do principal título da América do Sul na temporada 2023/2024 e cabeça de chave número 1 do Saquarema Surf Festival, Mateus Herdy. Ele vai estrear junto com um dos convidados da cidade, Arthur Maximo.

Próximos dias

A programação do Saquarema Surf Festival será definida a cada dia. Para a terça-feira, já foi anunciado que serão realizadas as 12 baterias restantes da terceira fase masculina do QS 5000 e as 8 primeiras da quarta fase.

A segunda metade desta rodada de estreia dos principais cabeças de chave do QS 5000, poderá abrir a quarta-feira. Mas, dependendo das condições do mar, pode ser iniciado o QS 5000 feminino, ou a categoria Pro Junior Sub-20, ou até o Longboard. Certeza mesmo é de que o show de surfe vai prosseguir na Praia de Itaúna até o domingo, quando serão decididos os títulos das seis competições do Maior Festival de Surfe da América do Sul.

A Prefeitura de Saquarema apresenta o Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves com realização da 213 Sports, vertical de esportes da V3A.

O evento licenciado pela WSL Latin America, é válido como segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024 e acontece com patrocínios do Banco do Brasil, Cerveja Sol, Monster Energy, G-Shock e Verde Campo, apoio de TVB Shorts, Juçai Orgânico e Castelhana Praia Hotel, parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação de Surf de Saquarema (ASS).

A competição é transmitida ao vivo pelo site oficial da World Surf League e pelo canal da WSL Brasil no YouTube.

Sobre a 213 Sports

Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu em 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia.

Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 70 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de sportainment. Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports.

Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Oi Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Saquarema Surf Festival, WTR, Red Bull Pool Clash, SLS Super Crown World Championship, entre outros.

Resultados
Primeira fase 

1.a:  Davi Reina (BRA), Niccolas Padaratz (BRA), Odacir Nonato (BRA)

2.a: Hizunomê Bettero (BRA), Guilherme Luz (BRA), Pedro Dib (BRA), Ian Vaz (BRA)

3.a: João Lucas Bessy (BRA), Alan Donato (BRA), Theo Fresia (BRA), Vitor Valentim (BRA)

4.a: Caio Knappi (BRA), Pedro Henrique (BRA), Lucas Rosario (BRA), Caique Gomes (BRA)

Segunda fase

1.a: Amando Tenorio (BRA), Lucas Chianca (BRA), Davi Reina (BRA), Noah Machado (BRA)

2.a: Yage Araujo (BRA), Guilherme Ferreira (BRA), Niccolas Padaratz (BRA), Gabriel Ljubicic (PER)

3.a: Pedro Martins (BRA), Hizunomê Bettero (BRA), Davi Silva (BRA), Kai Milan-Thomas (EUA)

4.a: Sunny Pires (BRA), Murilo Brandt (BRA), Guilherme Luz (BRA), Bernardo Bordovsky (POL)

5.a: João Lucas Bessy (BRA), Kim Matheus (BRA), Derek Souza (BRA), Junior Lagosta (BRA)

6.a: Mariano Arreyes (ARG), Raul Rios (PER), Walley Guimarães (BRA), Alan Donato (BRA)

7.a: Caio Knappi (BRA), Leo Andrade (BRA), Igor Shibata (BRA), Lucas Di Giorge (BRA)

8.a: Bruno Moraes (BRA), Pedro Henrique (BRA), Noel De La Torre (CHL), Giuliano Arreyes (ARG)

Terceira fase

1.a: João Ferreira (BRA), Felipe Oliveira (BRA), Amando Tenorio (BRA), Luan Ferreyra (BRA)

2.a: Wallace Vasco (BRA), Lucas Chianca (BRA), Luan Wood (BRA), Sean Goldszmidt (PER)

3.a: Yage Araujo (BRA), Franco Radziunas (ARG), Lucas Catapam (BRA), Samuel Joca (BRA)

4.a: Caetano Vargas (BRA), Cauã Gonçalves (BRA), Guilherme Ferreira (BRA), Gabriel Paiva (BRA)

Próximas baterias – Terceira fase

5.a: Philippe Neves (BRA), Gabriel André (BRA), Daniel Matos (BRA), Pedro Martins (BRA)

6.a: Vitor Ferreira (BRA), Douglas Silva (BRA), João Victor Scharnovski (BRA), Hizunomê Bettero (BRA)

7.a: Patrick Plachi (BRA), Hedieferson Junior (BRA), Kainan Meira (BRA), Sunny Pires (BRA)

8.a: Alejo Muniz (BRA), Alex Suarez (ECU), Murillo Coura (BRA), Murilo Brandt (BRA)

9.a: Krystian Kymerson (BRA), Marcos Correa (BRA), Joaquin Del Castillo (PER), João Lucas Bessy (BRA)

10.a: Eric Bahia (BRA), Takeshi Oyama (BRA), Facundo Arreyes (BRA), Kim Matheus (BRA)

11.a: Diego Aguiar (BRA), Magno Pacheco (BRA), Wiggolly Dantas (BRA), Mariano Arreyes (ARG)

12.a: Anderson da Silva (BRA), Thiago Camarão (BRA), Pericles Dimitri (BRA), Raul Rios (PER)

13.a: Luã da Silveira (BRA), Pedro Neves (BRA), Pedro Araujo (BRA), Caio Knappi (BRA)

14.a: Matheus Navarro (BRA), João Artur de Holanda (BRA), Eduardo Motta (BRA), Leo Andrade (BRA)

15.a: Cauet Frazão (BRA), Martin Ottado (URU), Guilherme Carvalho (BRA), Bruno Moraes (BRA)

16.a: Maximiliano Saenz (ECU), Tomas Lopez Moreno (ARG), Yan Sondahl (BRA), Pedro Henrique (BRA)

Quarta fase

1.a: Edgard Groggia (BRA), Fabricio Rocha (BRA), João Ferreira (BRA), Lucas Chianca (BRA)

2.a: Daniel Adisaka (BRA), Igor Moraes (BRA), Wallace Vasco (BRA), Felipe Oliveira (BRA)

3.a: Nacho Gundesen (ARG), Fernando Junior (BRA), Yage Araujo (BRA), Cauã Gonçalves (BRA)

4.a: Mateus Sena (BRA), Marco Giorgi (URU), Caetano Vargas (BRA), Franco Radziunas (ARG)
5.a: Valentin Neves (BRA), Samuel Igo (BRA), 1.5, 2.6

6.a: Caio Costa (BRA), Weslley Dantas (BRA), 1.6, 2.5

7.a: Peterson Crisanto (BRA), Ryan Kainalo (BRA), 1.7, 2.8

8.a: Mateus Herdy (BRA), Arthur Maximo (BRA), 1.8, 2.7

9.a: Lucas Silveira (BRA), Daniel Templar (BRA), 1.9, 2.10

10.a: Lukas Camargo (BRA), Alex Ribeiro (BRA), 1.10, 2.9

11.a: José Francisco (BRA), Rickson Falcão (BRA), 1.11, 2.12

12.a: Gabriel Klaussner (BRA), Wesley Leite (BRA), 1.12, 2.11

13.a: Lucas Vicente (BRA), Gustavo Henrique (BRA), 1.13, 2.14

14.a: Rodrigo Saldanha (BRA), Kaue Germano (BRA), 1.14, 2.13

15.a: Alonso Correa (PER), Leo Casal (BRA), 1.15, 2.16

16.a: Rafael Teixeira (BRA), Roberto Araki (CHL), 1.16, 2.15

Primeira fase feminina

1.a: Maya Larripa (MEX), Valeria Ojeda (VNZ), Laiz Costa (BRA), Leticia Calleia (BRA)

Segunda fase feminina

1.a: Tainá Hinckel (BRA), Sol Aguirre (PER), Kayane Reis (BRA), Catalina Zariquiey (PER)

2.a: Melanie Giunta (PER), Kalea Gervasi (PER), Camila Sanday (PER), Rafaella Montesi (CHL)

3.a: Arena Rodriguez Vargas (PER), Silvana Lima (BRA), Sophia Gonçalves (BRA), Sofia Artieda (PER)

4.a: Daniella Rosas (PER), Julia Duarte (BRA), Dominic Barona (ECU), 1.a da primeira fase

5.a: Laura Raupp (BRA), Kemily Sampaio (BRA), Alexia Monteiro (BRA), 2.a da primeira fase

6.a: Juliana dos Santos (BRA), Kiany Hyakutake (BRA), Mariana Areno (BRA), Genesis Garcia (ECU)

7.a: Vera Jarisz (ARG), Yanca Costa (BRA), Taís Almeida (BRA), Pamella Mel (BRA)

8.a: Isabelle Nalu (BRA), Brianna Barthelmess (PER), Yasmin Neves (BRA), Potira Castaman (BRA)

Baterias Pro Junior
Primeira fase

1.a: Gabriel Ljubicic (PER), Gabriel Dantas (BRA), Reimundo Berry (CHL)

2.a: João Victor Scharnovski (BRA), Sean Goldszmidt (PER), Caio Okamoto (BRA), Daniel Duarte (BRA)

3.a: Guilherme Fernandes (BRA), Davi Silva (BRA), Benjamin D´Orey (BRA)

4.a: Maximiliano Saenz (EQU), Kai Milan-Thomas (EUA), Lucas Di Giorge (BRA)

5.a: Guilherme Carvalho (BRA), Noah Machado (BRA), Igor Shibata (BRA)

6.a: Eduardo Mulford (BRA), Miguel Ferraz (BRA), David Reina (BRA), Fabricio Jesus (BRA)

7.a: Sunny Pires (BRA), Gabriel Paiva (BRA), Lucas Rosario (BRA)

8.a: Luan Ferreyra (BRA), Kaue Daniel (BRA), Pedro Rian Lima (BRA)

Segunda fase

1.a: Leo Casal (BRA) e Lukas Camargo (BRA)

2.a: Guilherme Lemos (BRA) e Cauet Frazão (BRA)

3.a: Caio Costa (BRA) e Tomas Goransky (ARG)

4.a: Fabricio Rocha (BRA) e João Artur de Holanda (BRA)

5.a: Ryan Kainalo (BRA) e Noel de la Torre (CHL)

6.a: Gabriel Klaussner (BRA) e Rickson Falcão (BRA)

7.a: Samuel Joca (BRA) e Takeshi Oyama (BRA)

8.a: Rodrigo Saldanha (BRA) e Murillo Coura (BRA)

Primeira fase feminina

1.a: Brianna Barthelmess (PER), Kemily Sampaio (BRA), Alexia Monteiro (BRA), Luana Paes (BRA)

2.a: Catalina Zariquiey (PER), Genesis Garcia (EQU), Laiz Costa (BRA), Nina Stein (BRA)

3.a: Rafaella Montesi (CHL), Kiany Hyakutake (BRA), Potira Castaman (BRA), Leticia Calleia (BRA)

4.a: Camila Sanday (PER), Yasmin Neves (BRA), Pamella Mel (BRA), Valeria Ojeda (VNZ)

Segunda fase

1.a: Laura Raupp (BRA) e Allany Tuze (BRA)

2.a: Sofia Artieda (PER) e Arena Rodriguez Vargas (PER)

3.a: Isabelle Nalu (BRA) e Sophia Gonçalves (BRA)

4.a: Kalea Gervasi (PER) e Vera Jarisz (ARG)

Baterias Longboard
Primeira fase masculina

1.a: Matias Maturano (PER), Wenderson Biludo (BRA), Leonardo Esteves Martins (BRA)

2.a: Jeferson Silva (BRA), Alexandre Escobar (BRA), Fabio Santos (BRA)

3.a: Julian Schweiser (URU), Anderson Silva (BRA), Hideki Duarte (BRA)

4.a: Jefson Silva (BRA), Romoaldo Nascimento (BRA), Heriberto Torres Martinez (MEX)

Primeira fase feminina

1.a: Ayllar Cinti (BRA), Rayane Amaral (BRA), Evelyn Gontier (ARG)

2.a: Evelin Neves (BRA), Kate Brandi (BRA), Viviane Skinner (BRA), Gabriela Sztamfater (BRA)

Sobre a World Surf League

A World Surf League (WSL) é a casa do surf competitivo no planeta, coroando campeões mundiais desde 1976, apresentando os melhores surfistas do mundo. A WSL supervisiona o cenário competitivo global do surf e estabelece o padrão para o desempenho de alta performance no ambiente mais dinâmico de todos os esportes. Com um firme compromisso com os seus valores, a WSL prioriza a proteção do oceano, a igualdade de gêneros e a rica herança do esporte, ao mesmo tempo que destaca a progressão e a inovação.

Enquanto alguns fotógrafos documentam a história, Fedoca Lima fez diferente: viveu dentro dela enquanto fotografava. Carioca do Posto 5, começou a surfar com 11 anos e a fotografar quase ao mesmo tempo, com uma máquina fotográfica alemã do pai. Aos 14, registrou a Rainha Elizabeth passando de Rolls-Royce aberto pela orla de Copacabana, em frente à casa do Assis Chateaubriand. No mesmo período, fotografou o Mick Jagger dando o dedo do meio no Copacabana Palace. Não era fotógrafo profissional. Era um moleque com olho bom e câmera na mão, sem perceber ainda o tamanho do que estava construindo. O que veio depois é história do surfe brasileiro. O Píer de Ipanema nos anos 70, quando o Rio era o centro do surfe nacional, com Daniel Friedmann, Pepê Lopes, Rico de Souza e Ricardo Bocão dominando o circuito. A Brasil Surf, primeira revista especializada do país, na qual Fedoca jogou em todas as posições: fotógrafo, redator e capa. O Havaí entre 1978 e 1981, surfando e fotografando ao lado de Gerry Lopez, Shaun Tomson e Michael Ho em Pipeline e Waimea. Os shows históricos, de Bob Marley ao ar livre no Havaí até Rolling Stones e Paul McCartney no Maracanã. “A foto que eu não tirei, essa me persegue.” Fedoca Lima Mais de cinquenta anos depois, esse arquivo vira livro. “Surf, Clicks e Rock’n Roll” tem 220 páginas, cerca de 180 fotografias e percorre a transformação do surfe brasileiro desde a era analógica até o digital, passando por Arpoador, Saquarema, Havaí, Califórnia e Macumba. Com captação aprovada de R$ 203 mil via incentivo cultural e apio da Fu Wax, o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026. Conversamos com Fedoca sobre tudo isso. Antes de se consolidar como fotógrafo, você também virou personagem da própria história do surfe brasileiro ao sair na capa da Brasil Surf em 1975. Como foi viver aquele momento por dentro? Saí na capa da Brasil Surf. Na época eu trabalhei na revista de março de 75 até janeiro de 79, só não peguei o primeiro número. Jogava todas as posições: saí na capa, escrevia, tirava foto, ajudava na redação, dava palpite, fazia matéria. Por muito tempo achei que era o único fotógrafo de surfe que tinha saído numa capa. Depois o Bruno Alves me falou que o irmão dele, o Alberto, saiu na capa da Fluir número 1. A história dele bate um pouco com a minha: ele pegava onda, saiu na capa, era fotógrafo. Mas durante anos eu achei que era caso único. Até hoje tem um restaurante aqui que o cara pediu, eu tirei uma foto com a revista na mão, ele botou na parede, eu assinei. A influência continua. A Brasil Surf ajudou a mudar a imagem do surfista no Brasil. Como era ser surfista naquela época, antes dessa mudança de percepção acontecer? O surfe saía no caderno B do Jornal do Brasil, do Globo. Não saía no esporte. E o surfista era tido como vagabundo de praia. Maconheiro. Isso, aliás, até hoje tem um pouco, mas na época tinha muito mais. A Brasil Surf não vou dizer que limpou essa imagem completamente, mas ajudou a transformar o surfe em esporte e também a fomentar o mercado de surfwear. Os irmãos Wady e Fuad Mansur, da loja Mansur, em Ipanema, foram dos primeiros anunciantes. Acreditaram na revista, fizeram anúncios de contracapa e página inteira, e as camisetas personalizadas vendidas pelo correio viraram um sucesso. A Brasil Surf acabou impulsionando fabricantes de pranchas, calções, parafinas e diversos outros anunciantes ligados ao surfe. Os fabricantes de prancha tinham um veículo para anunciar. Os fotógrafos ganhavam uma graninha, viajavam. Fui para a América Central, Porto Rico, Barbados, El Salvador, Fernando de Noronha, Peru, várias viagens bancadas pela Brasil Surf de uma forma ou de outra. O Nilton Barbosa foi ao Havaí duas vezes bancado pela revista. No caso dele, eles bancavam os filmes, ele vendia as fotos e a viagem se pagava. Tinha uma diferença entre mim e o Nilton nessa época: ele chegava na praia e ficava na areia fotografando, fotografando, fotografando. Eu chegava e ia para dentro da água. Se não estava o Daniel, não estava o Pepê, não estava o Cauli, não estava o Bocão, não estavam os caras top, eu entrava e surfava. Então tem foto minha na Brasil Surf publicada pelo Nilton Barbosa, pelo Rogério Ehrlich. Eu estava mais dentro da água do que fora. Eu estudava. Primeiro vestibular, depois faculdade. Boa parte dos meus amigos só queria saber de surfar. Eu dividia meu tempo. Chegava na praia, já tinha estudado de manhã, aí ficava naquele dilema: vou pegar onda ou vou fotografar? Por isso tem poucas fotos do Píer. Em três anos não tirei nem metade do que tiro hoje num dia bom na Macumba com o digital. Você viveu o Píer, a Brasil Surf, o Havaí dos anos 70, o nascimento do surfe brasileiro moderno. Em que momento percebeu que estava no meio de uma transformação cultural que iria muito além do esporte? O Píer foi o que fomentou o surfe no Rio de Janeiro. Por dez anos, foi domínio completo do Rio no cenário brasileiro. O Daniel Friedmann, em 77, foi o último carioca a vencer uma etapa do circuito internacional, ganhou no Quebra-Mar, em cima do Pepê Lopes, que tinha ganho em 76. Os dois de Ipanema, meus vizinhos de rua. E esse pessoal do Píer que dominou, o Daniel, o Pepê Lopes, o Cauli Rodrigues, e também o Otávio Pacheco, o Rico de Souza, o Ricardo Bocão. E tinha o Betão, que era o melhor surfista do Brasil na época mas não era competitivo, não corria atrás de patrocinador, acabou saindo cedo. Em 75 ele ganhou o Campeonato de Saquarema e foi saindo, saindo. O Píer influenciou a revista, influenciou os fabricantes de prancha, influenciou o modo de viver. Começaram a ter fábricas em Guaratiba, Vargem Grande, no Recreio, depois em Saquarema. As pessoas foram morar lá. O Penho foi, o Otávio comprou

O que define uma boa onda? Tamanho, força, parede, qualidade da linha, formação e surfabilidade, dentre outros elementos. No oceano, todos esses fatores mudam a cada swell, a cada vento, a cada maré. Em Búzios, a proposta é diferente: construir essas variáveis de forma controlada, repetível e ajustável. A piscina do Brasil Surfe Clube Aretê Búzios opera com a tecnologia Endless Surf, do grupo canadense WhiteWater, com 48 câmaras de ar de alta precisão. O sistema permite criar configurações distintas dentro da mesma estrutura. Dentro de um universo de grandes possibilidades, as cinco primeiras ondas já foram nomeadas e reveladas, cada uma com perfil próprio, e muito mais ainda está por vir. Onda #01: Pointbreak + Junção Linha longa, seções conectadas, tempo de onda que pode ultrapassar 25 segundos. A junção encadeia diferentes partes da onda sem perder velocidade, criando uma das experiências mais difíceis de encontrar no oceano com consistência. Para quem quer mais de 10 manobras na mesma onda ou simplesmente mais tempo de linha para ler e decidir. Onda #02: Manobras + Bowl A parede fica mais íngreme. O bowl abre seções críticas para manobras verticais e aéreos. É o ambiente para quem quer empurrar os limites do que consegue fazer sobre a prancha, com repetição suficiente para transformar cada tentativa em aprendizado real. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por BSC (@brasilsurfeclube) Onda #03: Rampa + Tubo Uma onda que combina duas experiências na mesma seção. A rampa prepara o surfista para a manobra e o tubo roda na sequência. Para quem quer encaixar um aéreo e ainda sair do tubo na mesma onda, essa configuração entrega os dois elementos sem precisar escolher. Onda #04: Rampa Nível Intermediário Parede consistente, menor intensidade, mais previsível. A configuração certa para quem está desenvolvendo manobras progressivas e precisa de repetição para consolidar o que está aprendendo. A seção cria a rampa no ângulo certo, com velocidade suficiente para executar sem exigir o nível avançado. Onda #05: Rampa Nível Avançado Mais potência, mais velocidade, mais projeção. A rampa avançada é para quem já chegou em Búzios com manobras no repertório e quer testá-las com pressão real. Com capacidade para gerar até 700 ondas por hora, o intervalo entre uma tentativa e outra é curto o suficiente para transformar cada sessão em treino de alto rendimento. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por BSC (@brasilsurfeclube) Para todos os níveis As cinco configurações cobrem desde quem está aprendendo até quem treina em alto rendimento. A piscina ainda opera em dois modos: single peak, com ondas quebrando para um lado e maior extensão de linha, e split peak, com direitas e esquerdas simultâneas, permitindo que surfistas compartilhem a mesma série em direções opostas. Yago Dora, campeão mundial de surfe em 2025, Victor Bernardo, um dos maiores freesurfers da atualidade, e Michelle des Bouillons, referência mundial em ondas gigantes, integram o time do BSC e já testaram a tecnologia na piscina Adrena Red Sea, na Arábia Saudita. “Muito animal esse lance de ter essa variedade de onda também. Um leque de ondas absurdo. Mal posso esperar para Búzios”, disse Victor Bernardo após a sessão. A versão de Búzios será maior: 48 câmaras contra 36 da estrutura do Mar Vermelho, com 13 mil metros quadrados de lâmina d’água. Variedade de ondas para testar, arriscar, aprender e evoluir todos os dias. Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026, é o que o Brasil Surfe Clube Aretê Búzios chega para entregar.

Pedro Bettencourt Müller nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho de 1966, num ambiente familiar que respirava praia. Seu pai, Guilherme Xavier de Brito Müller, economista e morador do Leblon, cresceu frequentando a Zona Sul. Sua mãe, Maria Isabel Bettencourt Müller, criada em Santa Teresa, compartilhava da mesma paixão pelas praias. Para o casal, fim de semana e férias tinham destino certo: areia, sol e mar. Foi assim que Pedro e o irmão, Guilherme, passaram a infância seguindo os pais para o meio da Barra ou para São Conrado, ainda de estradas de terra, sem prédios, calçadões ou qualquer urbanização. Nesse cenário quase intocado, Pedro foi se encantando pelas ondas. Lembra-se de observar alguns surfistas solitários no meio da Barra e sentir-se hipnotizado pela habilidade deles. O mar, desde cedo, era o lugar onde queria estar. Ele recorda também a rotina da infância: ia para as aulas de natação no Clube de Regatas Flamengo e, depois, caminhava até o judô, no Leblon, um trajeto longo para uma criança de 12 anos. Antes de entrar no tatame, sentava-se no calçadão para olhar o mar quebrando, entregue à mesma fascinação que o acompanharia por toda a vida. O mar lhe transmitia paz, calma e propósito. Ali, ainda menino, já entendia que queria se tornar surfista. A mudança para São Conrado, por volta dos 14 ou 15 anos, foi decisiva. Morando ao lado do Pepino, Müller muitas vezes cabulava a aula pra ir surfar. As ondas triangulares, rápidas e pesadas da região se transformaram no seu campo de treinamento permanente. Ali, guiado pela referência de Rony Lima e pela evolução proporcionada pelas pranchas dos shapers Rico e Pedro Battaglin, deu um salto técnico marcante. A “biquilha mágica” 5’4″ de Battaglin é lembrada até hoje como uma das grandes viradas em seu surfe, época em que adotou o apelido de “o Águia”, pela tatuagem no braço. Uma nova mudança, motivada pelo desemprego do pai, levou a família para a Barra. Para Müller, foi a oportunidade perfeita: entre o Postinho, o meio da Barra e o Quebra-Mar, encontrou três ondas consistentes e acessíveis a pé, permitindo treinos diários que aceleraram ainda mais sua evolução. Nessa fase, destacou-se nos campeonatos da ASBT – Associação de Surf da Barra da Tijuca – e entrou para a promissora equipe da Cristal Graffiti. Antes disso, havia vencido seu primeiro campeonato no Leblon, organizado por Marcelo Peninha, vitória que marcou sua confiança rumo ao profissionalismo. Os resultados na categoria Júnior renderam um prêmio decisivo: uma passagem para o Havaí. Aos 18 anos, Müller viveu sua primeira temporada no North Shore (1984/85), dividindo casa com surfistas brasileiros experientes. Pipeline, logo no primeiro dia, foi seu batismo de fogo: mar pesado, adrenalina no limite e a certeza de que o treino no Pepino o havia preparado para aquele cenário. De volta ao Brasil, enfrentou dificuldades para manter regularidade como profissional. A grande virada veio com o curso de meditação transcendental feito ao lado de Rodolfo Lima. O impacto competitivo foi imediato: venceu a etapa profissional do Quebra-Mar no circuito carioca, em 1986, e passou a frequentar pódios de forma consistente. A regularidade, marca registrada de sua carreira, nasceu ali. Em 1987, tornou-se vice-campeão do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional. Liderou boa parte da temporada, foi vice-campeão na etapa da Lightning Bolt e, depois, campeão no Fico Festival. Só perdeu o título na penúltima bateria do Circuito, por apenas 20 pontos, uma diferença mínima para quem tinha 850 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado. Na época, era visto como o surfista mais consciente e estratégico do país. Nos anos seguintes, acumulou resultados expressivos: vitórias importantes na Abrasp e uma vitória significativa no QS de Florianópolis, superando Barton Lynch, Jojó e Julio Adler. Em 1995, viria um dos grandes destaques internacionais de sua carreira: o nono lugar em Pipeline, substituindo de última hora o australiano Damien Hardman. Ondas entre 10 e 15 pés confirmaram sua capacidade técnica em um dos palcos mais desafiadores do mundo. Pedro Müller seguiria competindo por mais de duas décadas. Em Ubatuba, já aos 38 anos, conquistou sua última vitória no Circuito Super Surf 2004, num dos triunfos mais marcantes de sua trajetória. Hoje, vive do surfe como treinador, comentarista da Sportv e um dos proprietários da @escola_pedromuller, na Barra da Tijuca, administrada pelo sócio Adelmo Noite. Acompanhe ns publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

Como uma prancha largamente usada por surfistas fora do circuito mundial profissional pode ganhar atenção? Coloque a dita cuja nos pés de um bicampeão mundial. Quer um destaque ainda maior? Filipe Toledo vence o tricampeão Gabriel Medina. Pronto. Vamos por partes. Na etapa do Championship Tour, na Nova Zelândia (Maio 2023), Filipe acabou não vencendo a disputa da quarta de final contra Griffin Colapinto, mesmo obtendo a melhor nota da bateria. Faltou uma onda. Mas o assunto aqui é outro, ou quase. Em um universo dominado por triquilhas, desde 1981, a diversidade de pranchas, no século 21, começou a ganhar espaço fora das competições. No meio de antigas novidades, biquilhas com trailer fin (estabilizador central) se mostraram mais controláveis e amistosas, levando muita gente a adotá-las no quiver. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Filipe Toledo (@filipetoledo) O modelo de biquilha com estabilizador central já havia sido testado mas ganhou vida nova em 2003, com as Super Twins do shaper, tetracampeão mundial (79, 80, 81 e 82), Mark Richards. Ele trouxe de volta suas Twin Fins do início dos anos 80, adicionando uma “quilhinha” central. Daí, de repente, Filipe Toledo coloca no jogo do circuito mundial o modelo Modern 2, da Sharp Eye Surfboards. Vence Gabriel Medina nas esquerdas de Raglan e deixa muito mais gente antenada sobre as possibilidades de uma twin com trailer fin. Filipe não foi o primeiro a fazer algo que eu esperava há tempos. Kelly Slater inovou, diminuindo o tamanho das pranchas e competindo, em algumas situações, com o que eram mais bi do que triquilhas, na primeira década do século 21. Dane Reynolds também fez isso, mas vamos combinar que esses dois não são parâmetros de surf normal. Deivid Silva também ousou. Abiquilhou-se numa etapa. Mandou bem, mas não chamou tanta atenção. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Sharp Eye Surfboards (@sharpeyesurfboards_au) Quando se trata de altíssima performance pesa sempre o fato dos atletas da elite não terem muito tempo para experiências fora da casinha das triquilhas. Mas, pela primeira vez, Filipe, além de seu ano sabático, em 2024, teve, como todos os Tops, os mesmos raros sete meses de folga antes da temporada 2026. Isso parece ter criado espaço para lidar com pranchas diferentes, memória física e jogo mental para se arriscar com um equipamento não muito convencional na Nova Zelândia. Sim, pranchas realmente diferentes pedem ajustes na maneira de usá-las e isso requer tempo e, claro, talento. Duas coisas chamaram a minha atenção. Impressionante como podemos e devemos comparar os melhores do surf competitivo profissional com pilotos da Fórmula 1. É com eles que a indústria das pranchas evolui mais e melhor. Detalhes sutis, milimétricos, que essa turma sente no funcionamento de uma prancha podem ser incorporados aos modelos que a maioria dos surfistas não conseguiria detectar ou explicar. Eles dão o caminho do que será usado pelos consumidores “normais”. Shapers são mais teoria, estudo. Tops são prática. As mudanças surgem daí. Segunda, e mais curiosa. Um esporte que durante tanto tempo teve uma aura de vanguarda e ousadia leva muito tempo para propor ou acertar mudanças mais drásticas, seja na construção ou desenvolvimento de design. Não creio que seja culpa dos fabricantes, já que essa indústria nunca gerou dinheiro suficiente para que se desenvolvesse como deveria. Ainda por cima a competição tem um formato onde há pouco espaço para o diferente quanto à performance. Mas isso é conversa para outro texto. Por agora fica a dica. Mesmo ideias estranhas à normalidade podem resultar em bons resultados. Teste tudo que é prancha que você puder. Não tenha medo, você não depende de notas dos juízes para ser feliz.