O que antes era um sonho durante décadas pela comunidade local tornou-se realidade. Albany inaugurou oficialmente o seu recife artificial em Middleton Beach, e os resultados são impressionantes. Uma esquerda perfeita, que quebra limpa e com regularidade. Surfistas de toda a região colam no pico, transformando o ambiente urbano.
Durante a maior parte do ano — e praticamente todos os invernos — Middleton Beach era conhecida por ondas inconsistentes e fechadeiras. Hoje, com a ajuda de engenharia de precisão e toneladas de granito estrategicamente colocadas, a história mudou.
“Estamos falando de uma onda que antes não existia. Agora, os miúdos vêm surfar antes e depois da escola. É isso que queríamos”, diz Peter Bolt, surfista e um dos maiores impulsionadores do projeto.
Bolt começou a sonhar com o recife ainda em 1990, quando regressou a Albany. Desde então, enfrentou anos de estudos de viabilidade, falta de financiamento e ceticismo sobre os recifes artificiais.
A virada de chave veio em 2017, quando os principais partidos políticos a nível estadual prometeram 5 milhões de dólares para viabilizar o projeto. O impulso final chegou em 2022, com financiamento adicional do governo federal e o envolvimento de uma empresa de engenharia marinha da Nova Zelândia, que em apenas seis meses ergueu o recife com mais de 70 mil toneladas de granito.
Um recife, várias ondas – Concebido para gerar ondas surfáveis 41% do tempo, os números atuais superam todas as expectativas. E a variedade das ondas permite desde sessões intermédias a dias com condições exigentes para surfistas avançados.
“Esta onda tem recursos que não encontramos facilmente aqui”, afirma Cameron Warburton, outro local que cresceu surfando na região.
A infraestrutura não só oferece um novo point de qualidade para surfar, como também revitaliza a vida social e econômica da cidade. Com a praia agora mais frequentada, cresce o número de cafés, bares e o turismo à volta do surf.
O recife artificial de Albany promete ser um caso de sucesso global e uma inspiração para outras regiões costeiras com potencial, mas sem bancadas naturais.
“É uma aposta de uma só vez, que vai atrair ondas, surfistas e investimento por mais de 100 anos”, conclui Bolt.
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Fonte Surf Total