Costa oeste de Oahu

História havaiana sob areia

Painel de gravuras de 500 anos reaparece na costa oeste de Oahu, Havaí. Arqueólogos e especialistas do Exército dos EUA atuam na preservação do patrimônio.

Após quase uma década escondido, um painel de petróglifos (gravuras feitas em rochas por povos antigos) havaianos de mais de 500 anos reapareceu na costa oeste de Oahu, no Havaí. A revelação aconteceu em 12 de julho, quando a maré baixa e as ondulações da estação revelaram as gravuras, que estavam cobertas pela areia. A informação é do portal UOL.

Localizado no Pililaau Army Recreation Center, o conjunto de 26 figuras está talhado em uma rocha de arenito, em um trecho de cerca de 35 metros. As imagens, que variam entre formas humanas estilizadas e símbolos abstratos, têm tamanhos diversos, indo de 15 centímetros a mais de dois metros.

Segundo o UOL, é a primeira vez desde 2016 que o painel completo fica visível. A descoberta mobilizou arqueólogos e especialistas culturais do Exército dos EUA, que atuam na preservação do patrimônio nativo havaiano.

“As mudanças sazonais na maré e na energia das ondas deslocaram as areias ao longo da praia e expuseram completamente esses petróglifos”, explica Dave Crowley, responsável pelo Programa de Gestão de Recursos Culturais da Guarnição do Exército no Havaí em comunicado.

Imagens foram documentadas com o uso de fotogrametria 3D. A tecnologia permite criar réplicas digitais em alta definição, tanto para pesquisa quanto para acesso virtual por parte da comunidade local. Parte do material é compartilhado com organizações nativas, que realizam visitas culturais em áreas militares restritas.

Iniciativa faz parte de um esforço maior para conciliar a presença militar com o respeito às tradições havaianas. Soldados recebem treinamento sobre cultura local e aprendem a identificar e preservar locais sagrados durante os exercícios.

“Cuidar dessas terras é essencial para nossa missão. Ao proteger sítios culturais como esses petróglifos, honramos a herança do Havaí e construímos laços mais fortes com a comunidade”, fala Dave Crowley.

Ainda não é possível datar com precisão as gravuras, mas estudos indicam que elas podem ter até 600 anos. A equipe acredita que o painel esteja relacionado a antigos rituais ou registros de presença humana na região

“Embora seja difícil determinar uma data exata, essas gravuras podem ter até 600 anos, com base em sítios arqueológicos próximos. Documentamos tudo para compartilhar com a comunidade e, ao mesmo tempo, garantir a preservação”, conta Laura Gilda, arqueóloga principal.

Fonte UOL

 

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