
A terceira edição do Campeonato Brasileiro de Parasurf começa nesta quinta-feira (2) em Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. Considerado um dos eventos mais importantes da CBSurf, a competição reunirá parassurfistas de todo o país até o domingo (5) nas ondas da Praia do Borete, em Porto de Galinhas.
Este campeonato não apenas decide os títulos nacionais de 2025, mas também funciona como a seletiva nacional para o Mundial de Parasurf da International Surfing Association (ISA).
Desde 2022, a gestão da CBSurf, liderada pelo presidente Teco Padaratz, tem dado grande atenção ao Parassurf, resultando em um Brasil potência, colecionando títulos mundiais.

Atletas de renome e campeões mundiais estarão presentes na disputa, como o pernambucano Roberto Pino, bicampeão mundial na modalidade PS-S1 (para surfistas com baixa estatura), que buscará seu tetracampeonato brasileiro. Sua família também compete: a filha Lara Pino e o filho Otávio Pino.
Outros campeões mundiais como Felipe Kizu (com 7 títulos mundiais), Alcino Pirata, Figue Diel e Davi Teixeira (Davizinho) são esperados para brigar pelos títulos e pelas vagas no mundial.
Inclusão e ações sociais
O Campeonato Brasileiro de Parasurf vai além das disputas esportivas, sendo uma celebração de superação e inclusão. Entre as atividades, a patrocinadora UNINASSAU promoverá ações sociais, com atendimentos de fisioterapia essenciais para os participantes, realizados por alunos da instituição.
Projetos como oBike Sem Barreiras (bicicletas adaptadas), a Calçada Sensorial e o Óculosda Embriague, com foco em acessibilidade e conscientização.

Modalidades e classes
PS-S1: atletas com deficiência na parte superior do corpo ou baixa estatura que surfam em pé
PS-S2: atletas com comprometimento da parte inferior abaixo do joelho que surfam em pé
PS-S3: atletas com comprometimento da parte inferior acima do joelho que surfam em pé
PS-Sit: surfam sentados sem precisar de assistência remando e voltando para a prancha
PS-Kneel: surfam de joelhos ou sentados
PS-Prone 1: surfam em decúbito ventral
PS-Prone 2: surfam em decúbito ventral precisando de ajuda para remar
PS VI-1: surfistas com deficiência visual com cegueira total
PS VI-2: surfistas com deficiência visual com cegueira parcial
Campeões brasileiros de 2024
PS-S1: Roberto Pino (PE) e Lara Pino (PE)
PS-S2: Rafael Luerders (SC) e Malu Mendes (SP)
PS-S3: Icaro Lasas (ES) e Rochele Silva (CE)
PS-Kneel: João Energia (SC) e Vera Quaresma (SC)
PS-Prone 1: Cleuson Soares (PB) e Maria do Sol (SC)
PS-Prone 2: Davi Aguiar (RJ) e Monique Oliveira (RJ)
PS VI-1: Figue Diel (SC) e Ingrid Medina (SC)
PS VI-2: Miguel Flavio (SP) e Mariana Busnello (SC)
Down: Gabriel Paiva (RJ) e Jade Lie (SP)
Autismo: Thiago Gama (RJ) e Ana Cordeiro (CE)
Surdez: Aline Lopes (ES)
Inclusivo: Kauã Caldas (RJ)