Elo perdido

Desvios da linha evolutiva

Muitas pranchas surgiram de ideias que não funcionaram, mas que de certa forma ajudaram na evolução do esporte.

No final dos anos 1960 e começo dos 1970, a galera que havia saído da era dos longboards foi abduzida pelo conceito de pranchas menores e a vontade de fazer curvas cada vez mais fechadas e rápidas. As biquilhas foram um caminho, mas alguns modelos tornaram-se apenas um elo perdido.

Vários shapers mundo afora, sem saber exatamente onde aqueles novos conceitos iriam dar, surgiram com pranchas que pareciam – mesmo não sendo – com biquilhas Simmons cruzadas com as fishies de Steve Lis. O resultado foi bizarro e não durou muito.

Mesmo assim, houve quem aprendesse que era possível modificar a maneira de surfar e se divertir com outras possibilidades. Houve quem tirasse boas lições do que funcionava ou não.

A verdade é que esses modelos de outline paralelo, rabeta larga com muita flutuação e quilhas quase paralelas colocadas bem atrás derrapavam para caramba, enterravam de borda, não tinham a velocidade e fluidez desejadas, mas ajudaram na evolução.

Deixo aqui minha singela homenagem a essas “feiosinhas” da linha evolutiva, que nos ajudaram a chegarmos à nova era das biquilhas.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.