Fico Surf Festival 2023

Sucesso na Praia Brava

Sexta edição do Fico Surf Festival 2023 é sucesso de público durante três dias de muito surfe, arte, música e entretenimento na Praia Brava de Itajaí (SC).
Fico Surf Festival 2023, Praia Brava, Itajaí (SC)

A edição 2023 do Fico Surf Festival foi histórica e trouxe de volta toda a atmosfera dos grandes festivais realizados pela marca Fico nos anos 80 e 90. Esta foi a segunda vez que Hike Beach Club na badalada praia Brava de Itajaí (SC) sediou este evento A primeira foi em 2019.

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Assim como no evento anterior, o festival reuniu diversas tribos, famílias e muita gente bonita durante os três dias de festival, principalmente no domingo (12), que contou com a presença do sol forte e praia lotada, dando uma prévia da próxima temporada.

“O Fico Surf Festival é muito mais que uma competição. É arte, lazer e consciência ambiental. Esse evento foi fantástico do início ao fim, com várias ativações acontecendo de sexta-feira até o domingo aqui na Brava. Foi demais, um dos melhores que fizemos até hoje!”, comentou Felipe Winck, analista de marketing da Fico Surfwear.

Meio ambiente em pauta na Brava

Durante o Fico Surf Festival foram promovidas ações de sustentabilidade com o objetivo de conscientizar sobre a importância de proteger o ecossistema costeiro de nosso litoral.

Estas ações ambientais aconteceram no sábado, com uma programação dedicada à preservação do ambiente marinho e à promoção de um estilo de vida consciente e sustentável em coletivo.

Em parceria com a Route, aconteceu um mutirão de limpeza da praia e da restinga, para mantê-la limpa e livre de resíduos. Foram retiradas garrafas de vidro, plásticos e outros materiais nocivos ao meio ambiente durante esta ação realizada por voluntários.

Para preservar a biodiversidade local e contribuir para a compensação na emissão de carbono durante o evento, a Fico plantou 40 mudas de árvores nativas da região.

SurfSkate: sensação na praia Brava

A novidade deste ano foi a inclusão do SurfSkate no Fico Surf Festival. Esporte que simula movimentos do surfe em cima do skate com performances executadas em uma pista-circuito, esta é uma das modalidades que mais crescem no país, atraindo inúmeros adeptos.

Foram disputadas as categorias Masculino, Feminino e Grommets neste ano de estreia do SurfSkate. Os vencedores que escreveram seus nomes como os primeiros campeões desta modalidade no festival foram: Murilo Vargas (Masculino), Samara Estamado (Feminino) e Noah Machado Teixeira (Grommets).

A premiação para os finalistas destas três categorias foi destaque em sua estreia: na Masculino e Feminino os campeões ganharam R$ 500, mais troféus e peças da Balloon Co. Os segundos colocados levaram R$ 300, medalhas e peças da Balloon Co. Os terceiros lugares receberam R$ 200, medalhas e peças Balloon Co.

Na categoria Grommets, o campeão, vice e terceiro colocado receberam medalhas, kits Fico e peças da Balloon Co.

Surf Adaptado marca presença no Festival

Outro grande momento deste final de semana foi o Surf Adaptado, que pela primeira vez participou do Fico Surf Festival e contou com a presença da Associação de Surf Sem Fronteiras (ASSF) da Barra da Lagoa, Florianópolis (SC).

Eles entraram na água para quatro baterias de apresentação, arrancando muitos aplausos do grande público neste domingo de “verão” no litoral norte catarinense.

Equipe Variados vence disputa do Tag Team

Assim como na edição anterior, a disputa do Tag-Team (competição entre equipes) foi o carro-chefe do evento. No total, foram 14 equipes participando da competição atrás da excelente premiação oferecida aos três primeiros colocados.

Cada equipe foi formada por atletas ,de diferentes categorias: Pro/AM (1), Master (1), Grommets (até14 anos) (1), Feminino (1) e Expression Session(1), totalizando cinco surfistas.

As baterias foram disputadas no formato “Fast Heat”, com a duração de 45 minutos (exceto a final, que teve a duração de 1 hora). Cada competidor pôde surfar apenas três ondas, com as duas melhores notas de cada surfista entrando no somatório da equipe.

Ao término de cada participação, os atletas saíram do mar em direção aos seus respectivos boxes na praia, batiam nas mãos dos companheiros, que imediatamente iam para o mar dar sequência à disputa. Um dos integrantes de cada equipe pôde dobrar a pontuação de sua melhor performance na bateria.

A grande decisão foi disputada entre as equipes Variados (Matheus Navarro, Ronaldo Silveira, Caetano Vargas, Kailani Rennó e Kiany Hyakutake) e Navegantes Surf Club (Derick Adriano, Júlio Machado, Kaique Oliveira, Larissa Adriano, Kauanny de Souza).

Com as ondas de meio metro um pouco mexidas pelo vento do quadrante sudeste, a equipe Variados (nome dado por reunir surfistas de diversas partes do Brasil) foi a vencedora do Fico Surf Festival 2023, marcando 48.30 pts contra 24.20 pts dos surfistas de Navegantes (SC).

Destaque para onda surfada na final pelo local Matheus Navarro, que aplicou várias manobras até a beira para marcar 7.50 pts. Esta nota foi dobrada pela equipe, totalizando 15 pts.

“É um campeonato diferente e muito dinâmico, em que o atleta não surfa apenas para ele, mas sim pela equipe. É uma experiência muito interessante”, disse o bicampeão catarinense profissional Caetano Vargas, integrante da equipe Variados, campeã da disputa.

“Eu me diverti muito nesses dois dias com a galera. Já tinha disputado competições de Tag-Team, mas não com esse tamanho como foi o Fico Surf Festival”, disse o jovem Kailani Rennó, filho do legend Zecão Rennó, que veio especialmente de Ubatuba (SP) para disputar e vencer o evento.

A equipe campeã recebeu pelo título uma moto Yamaha Fluo ABS da DVR Motos, além de troféus e kits com roupas e acessórios da Fico Surfwear. A vice-campeã levou R$ 5 mil, mais medalhas e kits da Fico.

A terceira colocada foi a equipe da ASPI (Associação de Surf de Itajaí), que embolsou R$ 3 mil, medalhas e kits da Fico.

Atrações do Fico Surf Festival 2023
Fico Surfwear: 40 anos – O evento fez parte das comemorações dos 40 anos da Fico em 2023, marca de moda surfwear que faz parte do grupo Lunelli Indústria Têxtil Catarinense, com mais de 40 anos de atuação no mercado.

Aniversário de Raphael Levy “Fico” – A data para a realização do festival foi simbólica: dia 11 de novembro (sábado), foi aniversário de Raphael Levy, fundador da marca e que também estava presente no evento.

Durante o sábado a noite com o Hike Beach Club lotado, Raphael Fico foi homenageado de surpresa pela organização e por todos presentes na festa, quando foi cantado o tradicional “parabéns”.

Shows e DJS embalaram três dias de festas no Hike Beach Club – A abertura oficial do Fico Surf Festival 2023 aconteceu na sexta-feira, 10 de novembro, com a exibição da Premiére do filme da Fico.

A programação musical deu sequência à sexta-feira de atrações no evento com a apresentação da banda de Imbituba (SC) Surf Trio e DJ Dasyria.

Sábado foi a vez do DJ Glazer e a apresentação da surf music da banda James Python. O domingo teve o DJ Kefing e a Banda Tow-In fechando com chave de ouro o festival no Hike Beach Club.

Museu do Surf Fico – Pranchas das décadas de 60/70/80 e 90 foram expostas num stand montado especialmente na estrutura do evento. Esse rico acervo atraiu muitas pessoas curiosas por saber um pouco mais sobre a evolução das pranchas nessas quatro décadas de história no surf brasileiro.

Pranchas Powerligth para as maiores notas – Os surfistas que marcaram as melhores notas do evento em cada categoria receberam um “voucher” valendo uma prancha da Powerligth Surfboards, mais troféu e kits da Fico. Confira os vencedores na galeria de resultados abaixo.

O Fico Surf Festival 2023 é uma realização da Fico Surfwear. Patrocínio da DVR Yamaha, Silverbay, Powerlight Surfboads, Hike Beach Club e Balloon CO. Tem a parceria da Unifique, Waves e Route Brasil. Homologação: FECASURF (Federação Catarinense de Surf) e ASPI (Associação de Surf das Praias de Itajaí).

Acompanhe todas as informações sobre o Fico Surf Festival 2023 nas redes sociais da Fico Surfwear no Instagran @ficosurfwear.

Clique aqui para conferir a programação completa.

Resultados do Fico Surf Festival
Tag-Team

1 Equipe Variados (Matheus Navarro, Ronaldo Silveira, Caetano Vargas, Kailani Rennó e Kiany Hyakutake)

2 Navegantes Surf Club (Derick Adriano, Júlio Machado, Kaique Oliveira, Larissa Adriano, Kauanny de Souza)

3 Associação de Surf das Praias de Itajaí (Jonathan Bussetti, Greg Cordeiro, Murilo Brandt, Valentina Zanoni e Cauã Demski)

Maiores notas por categorias
Expression Session
José Francisco(Fininho) – Equipe Pit Bull da Barra – 6.50 pts.

Pro/AM
Matheus Navarro – Equipe Variados – 8.50 pts.

Master
Samuel Serconeck – Equipe ASPG Pacífico – 5.40 pts.

Sub 14
Kailane Rennó – Equipe Variados – 6.0 pts.

Feminino
Valentina Zanoni – Equipe ASPI – 5.35 pts.

SurfSkate Masculino
1 Murilo Vargas
2 Conrado Feltes
3 Bruno dos Santos
4 Gabriel Diógenes

SurfSkate Feminino
1 Samara Estamado
2 Valentina Zanoni
3 Bruna Dutsol
4 Fabiula Gomes

SurfSkate Grommets
1 Noah Machado
2 Henrique Surfboy
3 Eric Estamado
4 Pedro Artur

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Pedro Bettencourt Müller nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho de 1966, num ambiente familiar que respirava praia. Seu pai, Guilherme Xavier de Brito Müller, economista e morador do Leblon, cresceu frequentando a Zona Sul. Sua mãe, Maria Isabel Bettencourt Müller, criada em Santa Teresa, compartilhava da mesma paixão pelas praias. Para o casal, fim de semana e férias tinham destino certo: areia, sol e mar. Foi assim que Pedro e o irmão, Guilherme, passaram a infância seguindo os pais para o meio da Barra ou para São Conrado, ainda de estradas de terra, sem prédios, calçadões ou qualquer urbanização. Nesse cenário quase intocado, Pedro foi se encantando pelas ondas. Lembra-se de observar alguns surfistas solitários no meio da Barra e sentir-se hipnotizado pela habilidade deles. O mar, desde cedo, era o lugar onde queria estar. Ele recorda também a rotina da infância: ia para as aulas de natação no Clube de Regatas Flamengo e, depois, caminhava até o judô, no Leblon, um trajeto longo para uma criança de 12 anos. Antes de entrar no tatame, sentava-se no calçadão para olhar o mar quebrando, entregue à mesma fascinação que o acompanharia por toda a vida. O mar lhe transmitia paz, calma e propósito. Ali, ainda menino, já entendia que queria se tornar surfista. A mudança para São Conrado, por volta dos 14 ou 15 anos, foi decisiva. Morando ao lado do Pepino, Müller muitas vezes cabulava a aula pra ir surfar. As ondas triangulares, rápidas e pesadas da região se transformaram no seu campo de treinamento permanente. Ali, guiado pela referência de Rony Lima e pela evolução proporcionada pelas pranchas dos shapers Rico e Pedro Battaglin, deu um salto técnico marcante. A “biquilha mágica” 5’4″ de Battaglin é lembrada até hoje como uma das grandes viradas em seu surfe, época em que adotou o apelido de “o Águia”, pela tatuagem no braço. Uma nova mudança, motivada pelo desemprego do pai, levou a família para a Barra. Para Müller, foi a oportunidade perfeita: entre o Postinho, o meio da Barra e o Quebra-Mar, encontrou três ondas consistentes e acessíveis a pé, permitindo treinos diários que aceleraram ainda mais sua evolução. Nessa fase, destacou-se nos campeonatos da ASBT – Associação de Surf da Barra da Tijuca – e entrou para a promissora equipe da Cristal Graffiti. Antes disso, havia vencido seu primeiro campeonato no Leblon, organizado por Marcelo Peninha, vitória que marcou sua confiança rumo ao profissionalismo. Os resultados na categoria Júnior renderam um prêmio decisivo: uma passagem para o Havaí. Aos 18 anos, Müller viveu sua primeira temporada no North Shore (1984/85), dividindo casa com surfistas brasileiros experientes. Pipeline, logo no primeiro dia, foi seu batismo de fogo: mar pesado, adrenalina no limite e a certeza de que o treino no Pepino o havia preparado para aquele cenário. De volta ao Brasil, enfrentou dificuldades para manter regularidade como profissional. A grande virada veio com o curso de meditação transcendental feito ao lado de Rodolfo Lima. O impacto competitivo foi imediato: venceu a etapa profissional do Quebra-Mar no circuito carioca, em 1986, e passou a frequentar pódios de forma consistente. A regularidade, marca registrada de sua carreira, nasceu ali. Em 1987, tornou-se vice-campeão do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional. Liderou boa parte da temporada, foi vice-campeão na etapa da Lightning Bolt e, depois, campeão no Fico Festival. Só perdeu o título na penúltima bateria do Circuito, por apenas 20 pontos, uma diferença mínima para quem tinha 850 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado. Na época, era visto como o surfista mais consciente e estratégico do país. Nos anos seguintes, acumulou resultados expressivos: vitórias importantes na Abrasp e uma vitória significativa no QS de Florianópolis, superando Barton Lynch, Jojó e Julio Adler. Em 1995, viria um dos grandes destaques internacionais de sua carreira: o nono lugar em Pipeline, substituindo de última hora o australiano Damien Hardman. Ondas entre 10 e 15 pés confirmaram sua capacidade técnica em um dos palcos mais desafiadores do mundo. Pedro Müller seguiria competindo por mais de duas décadas. Em Ubatuba, já aos 38 anos, conquistou sua última vitória no Circuito Super Surf 2004, num dos triunfos mais marcantes de sua trajetória. Hoje, vive do surfe como treinador, comentarista da Sportv e um dos proprietários da @escola_pedromuller, na Barra da Tijuca, administrada pelo sócio Adelmo Noite. Acompanhe ns publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

Como uma prancha largamente usada por surfistas fora do circuito mundial profissional pode ganhar atenção? Coloque a dita cuja nos pés de um bicampeão mundial. Quer um destaque ainda maior? Filipe Toledo vence o tricampeão Gabriel Medina. Pronto. Vamos por partes. Na etapa do Championship Tour, na Nova Zelândia (Maio 2023), Filipe acabou não vencendo a disputa da quarta de final contra Griffin Colapinto, mesmo obtendo a melhor nota da bateria. Faltou uma onda. Mas o assunto aqui é outro, ou quase. Em um universo dominado por triquilhas, desde 1981, a diversidade de pranchas, no século 21, começou a ganhar espaço fora das competições. No meio de antigas novidades, biquilhas com trailer fin (estabilizador central) se mostraram mais controláveis e amistosas, levando muita gente a adotá-las no quiver. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Filipe Toledo (@filipetoledo) O modelo de biquilha com estabilizador central já havia sido testado mas ganhou vida nova em 2003, com as Super Twins do shaper, tetracampeão mundial (79, 80, 81 e 82), Mark Richards. Ele trouxe de volta suas Twin Fins do início dos anos 80, adicionando uma “quilhinha” central. Daí, de repente, Filipe Toledo coloca no jogo do circuito mundial o modelo Modern 2, da Sharp Eye Surfboards. Vence Gabriel Medina nas esquerdas de Raglan e deixa muito mais gente antenada sobre as possibilidades de uma twin com trailer fin. Filipe não foi o primeiro a fazer algo que eu esperava há tempos. Kelly Slater inovou, diminuindo o tamanho das pranchas e competindo, em algumas situações, com o que eram mais bi do que triquilhas, na primeira década do século 21. Dane Reynolds também fez isso, mas vamos combinar que esses dois não são parâmetros de surf normal. Deivid Silva também ousou. Abiquilhou-se numa etapa. Mandou bem, mas não chamou tanta atenção. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Sharp Eye Surfboards (@sharpeyesurfboards_au) Quando se trata de altíssima performance pesa sempre o fato dos atletas da elite não terem muito tempo para experiências fora da casinha das triquilhas. Mas, pela primeira vez, Filipe, além de seu ano sabático, em 2024, teve, como todos os Tops, os mesmos raros sete meses de folga antes da temporada 2026. Isso parece ter criado espaço para lidar com pranchas diferentes, memória física e jogo mental para se arriscar com um equipamento não muito convencional na Nova Zelândia. Sim, pranchas realmente diferentes pedem ajustes na maneira de usá-las e isso requer tempo e, claro, talento. Duas coisas chamaram a minha atenção. Impressionante como podemos e devemos comparar os melhores do surf competitivo profissional com pilotos da Fórmula 1. É com eles que a indústria das pranchas evolui mais e melhor. Detalhes sutis, milimétricos, que essa turma sente no funcionamento de uma prancha podem ser incorporados aos modelos que a maioria dos surfistas não conseguiria detectar ou explicar. Eles dão o caminho do que será usado pelos consumidores “normais”. Shapers são mais teoria, estudo. Tops são prática. As mudanças surgem daí. Segunda, e mais curiosa. Um esporte que durante tanto tempo teve uma aura de vanguarda e ousadia leva muito tempo para propor ou acertar mudanças mais drásticas, seja na construção ou desenvolvimento de design. Não creio que seja culpa dos fabricantes, já que essa indústria nunca gerou dinheiro suficiente para que se desenvolvesse como deveria. Ainda por cima a competição tem um formato onde há pouco espaço para o diferente quanto à performance. Mas isso é conversa para outro texto. Por agora fica a dica. Mesmo ideias estranhas à normalidade podem resultar em bons resultados. Teste tudo que é prancha que você puder. Não tenha medo, você não depende de notas dos juízes para ser feliz.

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