Denis Abessa

Publicações

Pequenos atos, grandes resultados!

29/11/2002 —

meio ambiente denis abessa

Somos todos hipócritas!

07/11/2002 —

meio ambiente visual somos todos hipócritas

Encogerco anima ambientalistas

02/07/2002 —

meio, ambiente, encogerco, santos

Comunidade dá o exemplo

01/05/2002 —

meio, ambiente, ubatuba, praia, grande

Meio-ambiente ganha mais um forte aliado

15/04/2002 —

setac, brasil, ecotoxicologia, ciência, sociedade, brasileira, meio, ambiente

Manifesto pela Brava (SC)

12/03/2002 —

praia, brava, manifesto, preservação, itajaí, sc, balneário, camboriú

A ameaça da ocupação desenfreada

06/03/2002 —

ocupação, desordenada, meio, ambiente, fernando, de, noronha

Verão poluído

26/02/2002 —

verão, poluição, poluído, praias, Brasil

Destruição ambiental dá prejuízo ? II

28/11/2001 —

meio, ambiente, denis, abessa, destruição, ambiental, parte, 2, dois, II

Sociedade deve combater destruição ambiental

14/11/2001 —

#Geralmente, quem destrói a natureza utiliza um argumento muito persuasivo na hora de propor ações: dinheiro. Empresários e políticos sempre apontam para os lucros gerados pelos projetos que visam executar. Mas será que é isso mesmo? Muitas vezes não. O que estas pessoas fazem é distorcer os fatos, supervalorizando as qualidades de seus empreendimentos e não dando o mínimo valor aos defeitos. O primeiro exemplo é o das indústrias: quando uma indústria se instala em um lugar, só se fala na arrecadação de impostos e nos empregos que serão gerados, porém nada é dito sobre potenciais efeitos de resíduos líquidos, sólidos ou gasosos que eventualmente sejam produzidos e representem perigo para o ambiente e/ou para as pessoas. Exemplos recentes mostram que isto pode significar um risco sério, e que em nome do lucro fácil acaba sendo desconsiderado. Uma coisa importante sobre este assunto é que o modelo adotado pela maioria das indústrias é inadequado: em nome de um lucro ? cuja maior parte fica para a própria indústria ? tudo é permitido a elas. É o que se chama de ?privatização dos lucros e socialização dos prejuízos?. Freqüentemente são observados efeitos nocivos sobre a pesca (diminuição dos estoques pesqueiros e contaminação do pescado e dos frutos do mar), contaminação da água de consumo e do ar, e isso causa inúmeros prejuízos na economia. Sem contar ainda os efeitos sobre a população, doenças como distúrbios nervosos e câncer, e inclusive mortes, o que é infinitamente pior. O x da questão é que nunca se fala nisso, e além disso, também faltam estudos que estimem adequadamente o prejuízo causado pela destruição (calculado em reais). No entanto, ninguém em sã consciência é contra as indústrias, e nem elas devem estar contra a sociedade, pois são altamente necessárias. Tudo é uma questão da sociedade cobrar o que realmente espera das indústrias: que elas produzam, gerem lucro e empregos, e ao mesmo tempo, não produzam impacto sobre o meio ambiente ou à saúde pública. É preciso mostrar às indústrias que elas são bem-vindas quando respeitam a sociedade, e é essa a mentalidade que irá nortear este novo milênio: Empresa que cuida do ambiente = empresa bem-vinda. Outro grande problema é a especulação imobiliária e a ocupação desordenada gerada por ela. Nossas cidades litorâneas conhecem bem este problema. As prefeituras atraem turistas cada vez mais para as cidades, e para isso, tratam de estimular a ocupação e a verticalização de todas as áreas, mesmo que para isso seja necessário destruir os atrativos naturais locais. O resultado é aquele que vemos praticamente em toda a costa: erosão, desmatamento, poluição das praias e rios por esgoto, sujeira generalizada, degradação visual, etc. As desculpas oferecidas para justificar a devastação são sempre as mesmas: aumentar a arrecadação de impostos e aquecer a economia local. Isso sem falar no ?por fora? que de vez em quando rola, especialmente considerando que o setor imobiliário possui o mais forte lobby do litoral. Porém estas justificativas são infundadas. Estudo realizado em um município de Santa Catarina constatou que a verticalização causou uma mudança no perfil do turista: de um turista que gastava inicialmente cerca de R$ 80 por dia na cidade, passou-se para um que gasta cerca de R$10. Quer dizer, para garantir a renda, hoje em dia é necessário ter oito vezes mais turistas no local do que antes, o que levou esse município à saturação da capacidade de suportar visitantes, ou seja, a cidade não comportou esse número tão elevado de gente, pela falta de infra-estrutura e de espaço para todos. Além disso, turistas atuais trazem tudo de casa e vão embora deixando toneladas de lixo, para piorar o quadro ambiental e econômico. Isso sem considerar as doenças de veiculação hídrica as quais os turistas são expostos a cada temporada… E você acha que é só lá? Esse é um fenômeno óbvio na grande maioria das cidades costeiras do Brasil. Estes fatos mostram ser necessária uma revisão das idéias vigentes. Por isso, é de vital importância a sociedade se conscientizar e mostrar aos políticos que nem sempre uma multidão de turistas significa lucro. Freqüentemente é o oposto. É, galera, ainda existe muita coisa errada no reino tupiniquim…

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