Destruição ambiental dá prejuízo ? II

#No texto da última semana, abordamos a necessidade de mudanças na relação ?Indústria x Sociedade? e no modo como as cidades exploram o turismo. Continuando o assunto, hoje vamos falar um pouco sobre o valor das coisas.

Políticos e empresários que apresentam e executam projetos nocivos ao meio-ambiente sempre têm em seu poder estudos que mostram os ganhos econômicos provenientes destes empreendimentos: aumento na arrecadação de impostos, geração de empregos na construção civil (embora muitos sejam temporários, e isso nunca é dito) e aumento do número de turistas, que irão aquecer a economia local.

Já as perdas são geralmente sub valorizadas ou nem são abordadas, pois muitas são de difícil quantificação. Existem coisas que são inestimáveis. Eu explico: quem é que consegue mensurar em números o valor de chegar numa praia e a água estar limpa? E o valor do visual selvagem de uma praia? E das areias limpas, sem garrafas plásticas, bitucas de cigarro, papéis e outras porcarias?

Recentemente, a revista Veja fez uma reportagem apontando as melhores praias do Brasil, e um dos critérios era o visual selvagem, tanto que as dez vencedoras eram praias onde ?ainda? não há devastação…

E dá pra ir mais longe: Algum de vocês, caros internautas, consegue atribuir um valor para uma vida que é perdida devido a uma doença decorrente da poluição, como alguns tipos de câncer? E o valor de ir a uma praia livre de doenças de veiculação hídrica? (se você não lembra, estas doenças são originadas pelo esgoto e são transmitidas pelas águas contaminadas). E qual o valor de comer um peixe ou um fruto do mar realmente limpo, sem riscos de doenças ou contaminações?

Parece complexo, não? E é mesmo! Quem surfa pode entender melhor estas questões. Basta se perguntar quanto vale pegar uma onda cristalina, virar na base e escolher entre um batidão na orelha ou um tubo seco. Na minha opinião isso não tem preço. E para você? Então agora pense nas questões acima e tente respondê-las novamente.

Parodiando uma famosa propaganda, ?existem coisas que seu cartão não pode comprar…?.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)