Ao sair do Hawaii em direção a Bali, várias horas de vôo e aeroporto castigam um pouco, mas nada que não fosse valer a pena.
Foram dois meses de Indonésia realmente muito intensos, tudo acontecendo na hora certa.
As ondas que estavam relativamente pequenas no começo, mas as bancadas começaram a receber os swells gradativamente, foi bom porque como estava com meu joelho lesionado, deu tempo de me adaptar.
Uluwatu sempre funcionando era o pico mais constante, mas quando o swell realmente entrava, era Padang o lugar para quem gosta de fazer os tubos.
Uma onda que exige muito e que realmente me impressionou. Lá eu vi muita gente fazer os tubos da vida e foi o lugar onde acabei abrindo a minha cabeça, mas nada que cinco pontos no hospital de Jimbaram não resolvesse o problema.
Monitorando o swell e na dúvida entre ir para vários picos, acabei optando por Desert Point, até porque algumas pessoas que voltavam de Nias estavam com suspeita de malária.
A escolha foi certeira. No ápice do swell, Desert quebrou com quase 3 metros e foram as ondas mais incríveis que já surfei na vida.
Vi muita gente saindo machucada neste dia e não esperava que a minha vez estaria próxima. Paguei o preço ao aranhar sério as costas na parte mais rasa da bancada e mais rápida da onda.
Agradeço a soliedariedade das pessoas que estavam lá e que me ajudaram com os primeiros socorros. Era limão na ferida, sem perdão.
A vibe na Indonésia é muito forte e lá muitas pessoas acabam pagando seus karmas, como prega a religião hindu.
Acabei pagando alguns dos meus por lá, agora estou purificado, mas com certeza o saldo foi positivo, por tudo o que aconteceu, por todos os tubos, pelas pessoas e lugares que conheci.
A cultura é extremamente exótica. O aprendizado e a experiência voltam para casa na bagagem.























