Do Hawaii a Bali

Zand no clima da Indonésia

Ao sair do Hawaii em direção a Bali, várias horas de vôo e aeroporto castigam um pouco, mas nada que não fosse valer a pena.

Foram dois meses de Indonésia realmente muito intensos, tudo acontecendo na hora certa.

As ondas que estavam relativamente pequenas no começo, mas as bancadas começaram a receber os swells gradativamente, foi bom porque como estava com meu joelho lesionado, deu tempo de me adaptar.

Uluwatu sempre funcionando era o pico mais constante, mas quando o swell realmente entrava, era Padang o lugar para quem gosta de fazer os tubos.

Uma onda que exige muito e que realmente me impressionou. Lá eu vi muita gente fazer os tubos da vida e foi o lugar onde acabei abrindo a minha cabeça, mas nada que cinco pontos no hospital de Jimbaram não resolvesse o problema.

Monitorando o swell e na dúvida entre ir para vários picos, acabei optando por Desert Point, até porque algumas pessoas que voltavam de Nias estavam com suspeita de malária.

A escolha foi certeira. No ápice do swell, Desert quebrou com quase 3 metros e foram as ondas mais incríveis que já surfei na vida.

Vi muita gente saindo machucada neste dia e não esperava que a minha vez estaria próxima. Paguei o preço ao aranhar sério as costas na parte mais rasa da bancada  e mais rápida da onda.

Agradeço a soliedariedade das pessoas que estavam lá e que me ajudaram com os primeiros socorros. Era limão na ferida, sem perdão.

A vibe na Indonésia é muito forte e lá muitas pessoas acabam pagando seus karmas, como prega a religião hindu.

Acabei pagando alguns dos meus por lá, agora estou purificado, mas com certeza o saldo foi positivo, por tudo o que aconteceu, por todos os tubos, pelas pessoas e lugares que conheci.

A cultura é extremamente exótica. O aprendizado e a experiência voltam para casa na bagagem.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.