Itacoatiara

Yudi encaixa no trilho

No último inverno, depois de treinar forte, decidi que era hora de desbravar a pesada onda de Itacoatiara, Niterói (RJ).

 

Durante o feriado da Independência, fiquei de olho nos gráficos e verifiquei uma ondulação adequada para o litoral carioca. Não pensei duas vezes e peguei uma carona de Florianópolis (SC) até São Paulo. Completei o trajeto até o Rio de Janeiro de ônibus e cheguei às 6 horas do dia 9 de setembro em solo carioca. 

 

Fiz um check na lan house e percebi que não era dia para Itacoatiara. O mar estava storm e mexido. Eu me mandei para Ipanema, arranjei um local para ficar e fui até o Arpoador.

 

O point quebrava de gala. As ondas rolavam no raso e atingiam até 1,5 metros. Algumas rodavam tubos secos com baforadas animais. Fiquei na água até o final da tarde. 

 

Depois de uma breve conferida no boletim do dia seguinte, percebi que itacoatiara iria funcionar. Acordei às 5:30 horas e cheguei ao pico “de mala e cuia”. Perguntei para o Carlinhos, vendedor de cerveja da praia, se poderia deixar minhas malas ali. Ele foi simpático e receptivo. 

 

Em poucos minutos estava na beira do mar. Vi Dudu Pedra descer uma morra que passava de 2 metros. O cara é insano, tem que respeitar mesmo. China e outros bodyboarders atirados também marcavam presença no line up.

 

Peguei boas ondas e constatei que o povo carioca é muito gente fina. Fui bem recebido e bem tratado em todos os lugares. Sempre com atenção e hospitalidade. Consegui, com o Hamilton, outro cara que trabalha na praia, uma carona para a pensão onde ficaria hospedado e uma dica: “chega cedo amanhã que vai dar altas”.

 

Dito e feito, eram 5:30 horas e estava na beira do mar. Ondas alucinantes rodavam no Costão e no meio da praia. Muito tubo e vento terral. Aproveitei o que deu até o campeonato da ASN (Associação de Surf de Niterói) ir para a água e interditar o pico.

 

No decorrer do dia, tive o prazer de conhecer o fotógrafo Tony D`Andrea. O cara é muito gente fina.

 

Eram 16 horas e entrou um vendaval de terral. Todos caíram na água esperando o fim da última bateria do evento. Altas ondas e tubos secos rolavam nas bancadas da praia.

 

Só então entendi o que é um Itacoatiara clássico. Agradeço a galera local, principalmente ao Dudu e ao Tony, pela hospitalidade e pela camaradagem. 

 

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