Renato Galvão

Voar é preciso

O circuito brasileiro passa por um momento crítico, quase nada de campeonatos. Nesse período sem competições no Brasil, aproveitei para treinar bastante e curtir minha família, meus amigos e as ondas de casa.

Tenho treinado bastante, como sempre treinei, e dado bastante atenção para os aéreos. Já vinha treinando forte, mas percebi que depois que peguei as pranchas do shaper Reis comecei a voar com mais facilidade.

 

Sigo trabalhando com meu grande amigo e treinador Carlos Roberto. Ele está sempre comigo nas competições e me ajuda muito. Tenho feito alguns treinos de fortalecimento e equilíbrio com treino funcional. Gostei muito desse estilo de treino.

Competições No ano passado, disputei os títulos brasileiro e paulista. Acabei terminando como vice-campeão. Cheguei perto de conquistar o tricampeonato nos dois circuitos. Foi um ano bacana, apesar de muito difícil em relação a eventos.

 

Perdemos o circuito brasileiro e tivemos pouquíssimos eventos regionais. Este ano quero disputar o título paulista e brasileiro, e se Deus quiser conquistar o tricampeonato.

Ubatuba A cidade onde moro é um lugar muito irado para treinar. Temos ondas de todos os tipos, tanto para direita quanto para a esquerda, excelentes surfistas dividindo o line-up e muito surf! Uma das minhas praias favoritas é a Vermelhinha do Centro, uma onda triangular que proporciona muitos voos e fica perto da minha casa.

 

Outra onda alucinante em Ubatuba é o meio do Félix, uma onda que tem tubos longos. Ela é forte e lembra muito as direitas do Bode, em Noronha.

 

Agora, sem dúvida, uma onda pouco conhecida e muito perigosa de Ubatuba é a Sununga, uma onda única que quebra rente à areia e faz cada tubo incrível. O perigo é que a onda quebra praticamente na areia (risos).

Patrocinadores Graças a Deus renovei com a Long Island, uma marca muito irada, uma equipe muito legal. Estou muito feliz e tenho muito prazer em trabalhar nessa empresa.

Este ano conto também com o patrocínio das pranchas Reis, que são incríveis. Já usei muitas pranchas na minha vida e fiquei impressionado com o talento do Reis, uma prancha melhor que a outra.

Estou aberto para co-patrocinadores, como lojas, relógios, óculos e outras empresas. Interessados podem entrar em contato pelo email [email protected].

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)