Surf adaptado

Competição de vencedores

Em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, aconteceu no sábado (12/12), na Praia da Barra, o Circuito ADAPTSURF 2015. Uma competição única, com a participação dos alunos e voluntários da ONG, onde todos são grandes vencedores.

O dia estava perfeito, com sol, praia cheia, ilustres visitas e ondas de um metro em média. O público presente vibrou e incentivou os surfistas adaptados e os voluntários deram um show de solidariedade se dedicando do início ao fim para que tudo desse certo. Os competidores mostraram que dentro do mar as limitações não os impedem de surfar com técnica e disposição para encarar as ondas.

Uma equipe de juízes avaliou os participantes considerando a distância percorrida e o controle da prancha, além da escolha da onda e das manobras feitas pelos surfistas. Cada competidor foi ao mar acompanhado de um surfista voluntário, que o ajudou a entrar nas ondas, voltar e se posicionar no outside. Não há eliminações. No final, as duas melhores notas de cada bateria são somadas, resultando em pontos para o ranking, definindo o grande campeão do Circuito.

“O objetivo principal do Circuito ADAPTSURF é promover a integração dos alunos da Barra e do Leblon, mas é sempre aberto a surfistas de outras regiões do Brasil. Aproveitamos o campeonato para tentar desenvolver metodologias onde possamos segmentar as categorias e pontuar os competidores de forma justa, o que é bastante complicado quando tratamos de surfe, uma modalidade totalmente subjetiva”, explica Henrique Saraiva, presidente da ONG.

Foram vinte participantes, sendo um convidado do Rio Grande do Sul, Paulo Renato, que surfou muito bem na quinta bateria do dia. Os grandes destaques desta etapa foram a aluna Monique, com a maior nota do campeonato, o aluno cego Marlon e a aluna Ligia, que mostrou muita habilidade e equilíbrio. As crianças deram um show à parte: a pequena Letícia surfou de pé e Davizinho fez valer o título de vice-campeão mundial de surf adaptado na categoria assistido pelo fisioterapeuta Phelipe Nobre.

“Comecei no Projeto em 2010 e isso mudou a minha vida. A ONG não me ensinou somente a surfar no mar, mas na vida também. Hoje me sinto capaz e confiante. As ondas me ensinaram a ser forte e nunca desistir. Além dos sentimentos, o surf me ajudou fisicamente, me dando a independência e a determinação para passar por cima de qualquer obstáculo. Hoje me sinto como as ondas do mar, sou independe e feliz!”, conta Monique Oliveira, aluna com paralisia cerebral.

A alegria e dedicação das surfistas profissionais voluntárias Claudinha Gonçalves, Aline Adisaka, Gilvanilta Ferreira e da remadora Karina Vela contigiaram a todos. Um estímulo a mais para os alunos, que aproveitaram ao máximo cada momento no mar em companhia das lindas e talentosas surfistas. Também ajudaram muito os surfistas Betinho Dias e Daniel Rangel, colocando os competidores nas melhores ondas do dia. Os registros ficaram por conta da fotógrafa voluntária Regina e da querida Ju Martins, que registrou tudo de dentro d`água e desde sempre incentiva e apoia a ONG.

No fim de tarde, o clima de confraternização tomou conta do evento com a premiação dos competidores e voluntários. Todos receberam uma medalha exclusiva feita com material reciclado, produtos Nike e brindes da ONG. As surfistas voluntárias também foram premiadas pela dedicação e carinho com os alunos.

Fundada em 2007, a ADAPTSURF é uma associação civil sem fins lucrativos, que promove a inclusão e integração social das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo igualdade de oportunidades e acesso ao lazer, esporte e cultura, através do contato direto com a natureza.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.