Ubatuba vence disputa entre escolas no Tombo

Determinação, força e união foram fundamentais nos dois dias de competição da primeira etapa do Circuito Nicoboco Paulista de Escolas de Surf, que reuniu 11 escolas do litoral paulista no último fim de semana.

 

A praia do Tombo, no Guarujá, foi o palco de uma belíssima prova de que a união faz a força. Das 11 escolas, oito se classificaram para as disputas finais no domingo e Ubatuba levou a melhor.

 

Apesar de ter ficado na terceira posição no sábado, pontuando 71,06, a Escola Municipal de Ubatuba zerou os pontos e uniu forças no domingo para as baterias decisivas. Sob o comando do experiente Ricardo Toledo,

bicampeão profissional e atual campeão paulista open, e do instrutor Rafael Picollo, os alunos comemoraram o importante título.

 

?Todos foram importantes nessa conquista. Vacilamos em alguns momentos, mas erramos justamente quando podíamos errar. Na última bateria, tínhamos que aproveitar todos os instantes e cada aluno fez a sua parte. Deu tudo certo?, comemorou Toledo.

 

Em atividades há 10 anos, a escola já formou grandes nomes, como Renato Galvão, bicampeão brasileiro, Odirlei Coutinho e Suelen Naraisa, ambos vice-campeões brasileiros, entre outros como Saulo Junior, Edgley Santos e Diego Santos.

 

Com o circuito, novos talentos irão surgir, segundo Ricardo Toledo. ?Esse campeonato traz a oportunidade para que outros atletas apareçam. Muitos ainda não competiram em campeonatos estaduais e agora eles irão viajar e conhecer alunos de outras escolas. Tudo isso contribuirá na formação cultural da molecada?.

 

Os donos da casa ficaram na segunda colocação e a cidade de Guarujá foi representada pelas escolas de surf do Pirata e do Ademir. Devido ao número de escolinhas existentes na região, os instrutores deram um exemplo de colaboração e lutaram lado-a-lado representando a cidade.

 

?Nós temos que ajudar um ao outro. Aquela briga de ficar dizendo que um é do Tombo e o outro do Maluf é coisa do passado. Somente com a união teremos forças para conseguirmos mais atletas talentosos?, ensina Ademir.

 

Atuando há cinco anos na praia do Tombo, Ademir engrossa as estatísticas das escolas sem patrocínio. ?Só conseguimos trabalhar com essas crianças porque amamos o que fazemos. Mas as lutas não são fáceis, quando ficamos a mercê da boa ação de um ou de outro para tocarmos a escola. A esperança é que com este circuito as empresas tomem conhecimento dos nossos trabalhos e resolvam investir na base do surf brasileiro?, profetiza.

 

O mesmo pensa Alcino Pirata. O surfista que perdeu a perna ao ser atingido por um carro quando pilotava a sua moto, aposta no sucesso do evento. ?É muito importante para essa criançada mostrar que tem grande potencial para o surf brasileiro. O circuito só vem a somar e incentivar ainda mais a todos que estão participando. As escolas são a base para se formar um grande campeão?. A escola, que funciona desde 1996, está localizada no Canto do Maluf, na praia das Pitangueiras, e conta com o apoio de diversas empresas.

 

##

Já a Escola de Surf de São Sebastião não conseguiu repetir a ótima atuação do primeiro dia. Da primeira colocação no sábado, os alunos sebastianenses terminaram em terceiro no ranking final, o que não tira os méritos da grande campanha.

 

?Foram dois dias distintos. No sábado vencemos diante de 11 escolas, mas na final perdemos importantes pontos por causa de alguns erros. Entretanto, estamos saindo vitoriosos, pois todos deram o máximo de si?, comentou Gedeon, fundador da escolinha, que teve ao seu lado o instrutor Carlos Bahia, um dos fenômenos do longboard nacional.

 

Outra que saiu vencedora foi a Escola de Surf Suprema / Daniks Fischer. Localizada na praia do Itararé, em São Vicente, os alunos da escolinha conseguiram o feito de pular da oitava posição para a quarta.

 

?A molecada está de parabéns. Eu agradeço a eles por terem vindo e também aos seus pais pela força que deram. O instrutor Rodolfo também teve uma atuação importantíssima para chegarmos até aqui?, comemorou Daniks Fischer.

 

As quatro escolas finalistas levaram premio em dinheiro. A campeã ganhou o valor de R$ 500, a vice embolsou R$ 400 e a terceira e a quarta R$ 300. Os técnicos e os alunos ganharam diplomas e kits Nicoboco.

 

Todos os inscritos receberam kits escolares e uma camisa oficial do evento. No domingo o prefeito de Guarujá, Farid Madi e o secretário de Esportes e Lazer, Antônio Ades Filho, prestigiaram o evento. A prefeitura também recebeu kits escolares que serão doados a uma instituição carente.

 

Disputa em equipes – A prova seguiu os moldes do Tag Team, onde cada escola formou duas equipes com um aluno nas categorias Petit (até 10 anos), Estreante (12 anos), Iniciante (14 anos) e Feminino (até 16 anos). Cada atleta tinha o direito de surfar três ondas e ao término saía correndo até o box de sua equipe liberando outro competidor.

 

Quem completasse as 12 ondas surfadas e chegasse em primeiro no box ganhava dois pontos extras. Além disso, cada equipe tinha o direito de dobrar os pontos de uma das ondas surfadas com um surfista coringa, que levantava os braços na onda escolhida. Mas, se alguma escola cometesse alguma irregularidade, como não completar o tempo da bateria, surfar uma quarta onda ou queimar a saída do box, perdia pontos.

 

A próxima etapa está marcada para os dias 23 e 24 de julho, em Itanhaém, litoral Sul, e a terceira e decisiva etapa para os dias 19 e 20 de novembro, na Praia da Baleia, em São Sebastião. Para mais informações acesse o site Fpsurf.com.br. Inscrições na Federação Paulista de Surf pelo telefone (0xx13) 3273-4319, em horário comercial.

 

O Circuito Nicoboco Paulista de Escolas de Surf tem o patrocínio da CAIXA, Brisbane e Sticle. Apoio: São Domingos e Velcor. A primeira etapa contou com o apoio da Prefeitura de Guarujá e Associação de Surf de Guarujá. Organização: Event Tools Promoções e Eventos. Supervisão: Federação Paulista de Surf.

 

Resultados da primeira etapa

 

1 Escola Municipal de Ubatuba (111,75 pontos)

2 Escola de surf do Guarujá – Pirata e Ademir (103,60)

3 Escola de Surf de São Sebastião (97,53)

4 Escola de Surf Suprema / Daniks Fischer (86,25)

 

Ranking Paulista

 

1 Escola Municipal de Ubatuba – 1000 pontos

2 Escola de Surf do Guarujá – Pirata e Ademir – 900

3 Escola de Surf de São Sebastião – 810

4 Escola de Surf Suprema / Daniks Fischer ? 729

5 Escola de Surf de Praia Grande ? 656

6 Escola de Surf do Zecão ? 590

7 Escola de Surf de Praia Branca ? 531

8 Escola de Surf de Caraguatatuba ? 478

9 Escola Municipal de Surf de Itanhaém ? 430

10 HZO Picuruta Surf School ? 387

11 Nicoboco Surf School – 349

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)