Surfista de asfalto

Trekinho curte um relax na Califa

Trekinho aproveita o descanso para testar novos equipamentos. Foto: Fábio Minduim.

O carioca Marcelo Trekinho passou um tempo na Califórnia para sair da rotina e descansar, além de se inspirar para o surf andando de skate, esporte que praticava antes de virar surfista.

 

Treko também aproveita a estada na Califórnia para testar novos equipamentos e planejar seus novos objetivos como a empreitada com Bruno Santos em uma dupla de tow-in.

 

Confira a entrevista com o top do circuito brasileiro de surf profissional e aerialista. 
 
Por que você decidiu passar essa temporada na Califórnia?

 
Eu vim correr o US Open e decidi ficar aqui para treinar.  Nos últimos dois meses, estive pegando um avião todo domingo, não dava tempo nem de se acostumar com os lugares. E já que aqui tenho vários amigos, decidi ficar por mais uns dias e viver um pouco o cotidiano normal de um lugar.
 
O que você tem feito de bom em termos de treinamento para o surf?
 
O mar está marola, então aproveito para andar de skate,  uma das coisas que mais gosto de fazer. Tenho feito elástico para meus ombros e bastante alongamento, além de escalar umas árvores. Isso ajuda a me manter bem fisicamente.
 
Você está escalado para o Tow-In Maresias tendo o Bruno Santos como dupla. Esse tipo de modalidade está em seus planos?
 
Estou ansioso para esse evento. Fiquei em Maresias, São Sebastião (SP), depois do SuperSurf  e presenciei um dos maiores mares que já vi no Brasil. Se estiver daquele jeito vai ser alucinante. Estava assustador. Mas com o jet-ski tudo fica mais fácil. Pude ver o Alemão de Maresias arrepiando e ter uma idéia de como seria se rolasse um evento ali.
 
Você testou algum tipo de equipamento novo por aí?

Trouxe várias pranchas novas do Claudio Hennek, o ?Alemão?, que estão funcionando muito bem aqui. Também fiz duas Xanadu e duas Darren Symes. São pranchas diferentes das que eu estou acostumado. Mas ambas funcionaram muito bem. É legal poder experimentar pranchas diferentes e passar as informações para meu shaper. Assim evoluímos juntos. 
 
Já pensou em montar uma base permanente nos EUA?
 
Curto ficar aqui, já tenho uma estrutura legal e conheço bem o pessoal da Volcom da Califórnia, o que facilita ainda mais as coisas. Conheço os fotógrafos e sempre que dá, fazemos umas sessions.
 
Em termos de manobras, você acha que os surfistas brasileiros estão no mesmo patamar que os da Califórnia?

 

Sim. Aqui tem vários surfistas de aéreos assim como o Sifu. Estes atletas sempre aparecem com manobras novas e equipamentos diferentes, mas os brasileiros são tão talentosos quanto a galera daqui.
 
Você já fez tow-out por aí? Pretende fazer?

 

Não é possível fazer tow out aqui. A Guarda Costeira é bem restrita quanto a isso, ainda mais no verão. O que se usa mais aqui é o grinch que os wakeboarders usam, que é uma corda que puxada por uma máquina, semelhante ao Jet-ski.
 
Como foi a experiência de dropar um half- pipe com mais de 4 metros?
 
Depois do primeiro, já dropei mais dois. Andei na rampa do Bob Burnquist aqui, foi demais. Agora preciso começar a fazer as manobras.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.