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Começa a travessia do Atlântico de SUP

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Chris Bertish partiu do Marrocos na última terça-feira em direção às Ilhas Canárias, onde fará sua primeira parada. Foto: Arquivo pessoal.

 

Teve início no Marrocos, nesta terça-feira (06), a tentativa de se atravessar o oceano Atlântico remando de SUP. O autor da façanha, o sul-africano Chris Bertish, partiu no início da manhã de Agadir em direção ao Caribe. Ele pretende fazer uma escala nas Ilhas Canárias, depois, outra em na Ilha Leeward, no Caribe, para concluir sua travessia na Flórida (EUA) após remar cerca de 4,600 quilômetros de mar aberto, viajando o equivalente a uma maratona por dia, por mais de 120 dias seguidos.

 

Os preparativos para a travessia começaram há cinco anos, e, nos últimos 12 meses, Bertish treinou cerca de 16h por dia, o que envolveu muito trabalho de fortalecimento muscular em academia, natação, surfe e remadas semanais em mar aberto em distâncias aproximadas de 100 km.

 

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Bertish posa para foto ao lado de seu stand up paddle transatlântico antes da partida. Foto: Arquivo pessoal.

A prancha usada por ele levou seis meses para ficar pronta. Ele foi criada a partir de uma adaptação de uma SIC 17 pés com cabine e adaptações inspiradas em barcos à remo que realizaram travessias oceânicas. O SUP possui três sistemas de direção diferentes e um sistema de leme de emergência. A sua cabine é autossuficiente e à prova de água, com equipamentos eletrônicos que permitem rápidos cálculos para mudança de rotas e comunicação de longo alcance, além de sistemas meteorológicos de alta precisão.

 

“Estou muito animado e ansioso. Foram mais de quatro anos entre preparação e pesquisa e agora vou dar início a esse grande desafio. Tenho uma equipe incrível trabalhando comigo, me apoiando em terra e também tenho recebido muito apoio de amigos e pessoas de todo o mundo. Quero mudar a vida de milhões de crianças na África e isso é o que irá me dar forças para continuar remando até o fim”, disse Chris antes de partir nas primeiras horas da manhã de terça-feira.

 

O objetivo principal da travessia é arrecadar fundos para o Fundo Lunchbox, Operação Sorriso e Assinatura da Esperança com o objetivo de conseguir mais de um milhão de dólares e tornar todo o projeto uma iniciativa de caridade autossustentável, servindo como um legado duradouro para as gerações seguintes.

 

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Interior do stand up paddle transatlântico que levou seis meses para ficar pronto. Foto: Arquivo pessoal.

 

Bertish também estará trabalhando em conjunto com ONG’s e institutos de pesquisa, levantando dados e informações sobre correntes oceânicas e vida marinha ao longo de sua travessia.

 

Doações para a travessia podem ser feitas através do link: thesupcrossing.com/donate/

 

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