Depois de 12 meses fora da água, Bede Durbidge retornou às competições esta semana, disputando o Hawaiian Pro, QS 10.000 da WSL, em Haleiwa, Havaí. O aussie estreou no round 3 do evento, mas acabou em terceiro na bateria que classificou o português Frederico Morais e o norte-americano Evan Geiselman.
“É muito legal estar de volta”, disse Bede depois da bateria. “Fiquei chateado depois do confronto, porque eu não passei, mas estou feliz só de estar aqui surfando com essa lycra”, comemorou o Top.
Bede foi questionado sobre o incidente em Pipeline, ainda no ano passado. “Aquela vaca poderia ter terminado a minha carreira. Foi muito terrível, e fiz muita terapia para voltar para onde estou agora. Foi muito trabalhoso, mas estou feliz por estar aqui no Havaí”, revelou Bede.
Lesão e recuperação – O Top ficou afastado das ondas depois fraturar a bacia em dois lugares durante o Pipe Masters.
Enquanto a maioria das lesões ósseas leva de dois a quatro meses para curar, o osso da bacia requer um tempo maior para que o corpo esteja apto a manobrar.
A lesão sofrida pelo australiano exigiu a inserção de dois pedaços de metal parafusados na parte da frente e de trás da pélvis. Os cirurgiões compararam sua lesão a de um motorista que bate o carro em alta velocidade. Depois da cirurgia, o Top ficou semanas de cadeiras de rodas, o que resultou numa atrofia muscular.
Bede realizou um intenso trabalho de recuperação e, apesar de ter perdido três quilos de massa muscular magra e 4% de sua densidade óssea, depois de 12 meses (tempo considerado rápido para esse tipo de lesão), ele retorna ao surfe competitivo.